Dream Theater: Mike Portnoy sobre tocar as músicas da era Mangini, “Sou bastante fiel às partes dele”

Durante um bate-papo recente com a ProMark Drumsticks, Mike Portnoy abriu falou sobre a sensação de voltar a dividir o palco com os seus colegas do Dream Theater depois de longos 13 anos distante da banda. “Parasomnia”, o primeiro álbum que marcou o seu retorno ao grupo, estreou em 7 de fevereiro via InsideOut Music.
“Retornei ao Dream Theater no final de 2023. Imediatamente entramos em estúdio e começamos a trabalhar em um novo álbum. Passamos a maior parte de 2024 em estúdio gravando o álbum ‘Parasomnia’, que já foi lançado. Em outubro de 2024, iniciamos nossa turnê mundial de 40º aniversário. No momento desta gravação, já viajamos o mundo todo celebrando o 40º aniversário da banda.
Voltar a tocar com a banda depois de tanto tempo tem sido muito emocionante. Em cada show da turnê, você sente o amor, o apoio e a emoção do público. Todos estão muito felizes em ver essa formação junta. Tem sido uma experiência incrível tocar novamente com essa banda para tantos fãs maravilhosos ao redor do mundo.”
Questionado se ele considerou desafiador tocar as músicas do Dream Theater depois de tantos anos, o baterista respondeu:
“Aquelas primeiras músicas do Dream Theater, alguns desses álbuns já têm mais de 30 anos, mas estão tão enraizadas em mim. Então, a memória muscular tem muito a ver com isso. Tudo ainda estava lá. Ainda tenho a mesma inspiração e o mesmo espírito ao tocar essas músicas como tinha há mais de 30 anos, quando as escrevemos e gravamos pela primeira vez. Não tocar essas músicas por uma década e meia revigorou minha inspiração. É inspirador tocar essas músicas novamente depois de todo esse tempo.”
Portnoy afirmou que sua abordagem de execução das músicas antigas permanece praticamente a mesma:
“Eu não mudei muito. Quer dizer, as partes são as mesmas. Elas estão lá para sempre. Mesmo nos primeiros ensaios para a turnê, eu cheguei e imediatamente me senti confortável, como se nenhum tempo tivesse passado.”
“Tem sido divertido tocar as músicas que eu não gravei com o Dream Theater. Eles obviamente gravaram muitos álbuns com Mike Mangini enquanto eu estava fora. Felizmente, os caras da banda me deram total liberdade para abordá-las do jeito que eu quisesse. Sou bastante fiel às partes dele, na maior parte, mas há momentos aqui e ali em que penso: ‘Nossa, não sei se eu teria tocado isso’. Então, tocar essas músicas tem sido muito divertido, para ser sincero, porque é algo muito novo para mim.”
