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DO PIOR AO MELHOR: TESTAMENT

A sessão “DO PIOR AO MELHOR” foi criada há alguns anos com o objetivo de ranquear os álbuns de determinadas bandas. Esta análise é feita listando os trabalhos do menos expressivo ao mais significativo. Os critérios usados neste quadro são diversos, como aceitação crítica dos registros, importância para a época, nível técnico em comparação a outros discos da banda e, obviamente, o fator diversão, entre outros.

Note que não estamos impondo certezas ou leis, esta é apenas uma análise feita por um criador de conteúdo do site para estabelecer a ordem em que os álbuns são posicionados neste ranking, baseando-se nas informações acima descritas. Se o seu álbum favorito estiver em uma posição abaixo do que você esperava ou se aquele disco que você não gosta estiver bem posicionado, lembre-se que a música é uma forma de arte subjetiva e pessoal, e não uma ciência exata.

   

Neste episódio, teremos os americanos do Testament

TESTAMENT / Classic line up / Divulgação / Facebook

UMA BREVE APRESENTAÇÃO:

Todos os conhecedores da velha escola de Thrash Metal sabem da importância das várias bandas surgidas na América durantes os anos 80. Além da elite do subgênero formada pelos titãs, Metallica, Slayer, Anthrax e Megadeth, temos outras de suma importância, Exodus, Dark Angel, Overkill, Death Angel e o Testament, da qual vamos falar a seguir.

Embora todas as características do Thrash já estavam definidas quando o Testament foi fundado como Legacy, em 1987, é inegável que os seus discos surpreenderam os thrashers na época e continuam agradando até a atualidade.

Se você é fã da banda, já sabe que o Testament passou por alguns períodos diferentes e eles, talvez, tenham, de alguma forma, ajudado a rankear os álbuns DO PIOR AO MELHOR.

Venham comigo!

12 – Low (1994)

Com a saída do virtuoso guitarrista Alex Skolnick em 1992 e com a decadência do Thrash Metal nesse período da década de 90, o quinteto precisava reencontrar o seu caminho sonoro. Para dificultar ainda mais esse busca, o baterista Louie Clemente também havia deixado o grupo. John Tempesta assumiu as baquetas e James Murphy, a guitarra. “Low”, sexto álbum do Testament, soa fraco e sem inspiração, bem diferente daquela sonoridade que conquistou os fãs. O disco seguinte, “Demonic”, bem que poderia figurar aqui, mas ele tem algo de positivo, que será mencionado em minha justificativa e que o faz não estar na lanterna.

11 – Demonic (1997)

Três anos após o fraco “Low”, ainda em busca de sua renovação sonora, Testament, como quarteto, lança o extremo “Demonic”, o qual transita entre o Death e o Death/Thrash. Mesmo tendo Gene Hoglan como baterista, o álbum não agrada, mostrando, claramente, que esse nível de Metal extremo não funciona não funciona para Chuck Billy, Eric Peterson e cia. ltda. Porém, há aqui algo positivo, pois, mesmo com essa fracassada tentativa, alguns elementos funcionaram no futuro, influenciaram e influenciam, inclusive os lançamentos mais atuais.

10 – Souls Of Black (1990)

Após uma sequência inicial arrasadora, “The Legacy”, “The New Order” e “Practice What You Preach”, em 1990, saiu “Souls of Black”. Embora algumas músicas sejam bastante boas, “The Legacy”, “Seven Days Of May” e “Face In The Sky”, há dois erros nesse lançamento:

  • a) repetição de fórmula
  • b) produção que deixa o disco soar sem peso algum, parecendo o temido Thrash de plástico.

Conheço pessoas que gostam bastante dele e eu, particularmente, o escuto, vez ou outra, principalmente a canção “The Legacy”, que é homônima ao debut.

9 – The Formation Of Damnation (2008)

Após o retorno de Alex Skolnick e o lançamento, em 2002, do bom “First Strike Still Deadly”, disco que contém regravações dos dois primeiros lançamentos do Testament, é lançado “The Formation Of Damnation” (2008), que conta com o retorno do baixista do line-up clássico, Greg Christian, e com Paul Bostaph (Slayer, Exodus) na bateria. Temos aqui um bom full lenght, porém o mais fraco dessa fase mais atual da banda.

8 – Ritual (1992)

Eis o quinto lançamento do Testament e o último a contar com seu line-up clássico. “Sign Of Chaos”, “Eletric Crown”, “So Many Lies”, “The Ritual” e “Return To Senerity” já fazem com que a audição valha à pena. A banda se redimiu do “sem sal” Souls Of Black.

7 – Brotherhood Of The Snake (2016)

   

Após o lançamento do clássico “Dark Roots Of Earth” em 2012, o Testament tinha a responsabilidade de tentar igualar o seu nível. “Brotherhood Of Snake” saiu quatro anos depois e não atendeu essas complicadas expectativas que havia sobre ele. A faixa título, “The Pale King”, “Seven Seals” e “Neptune’s Spears” são as melhores, porém, o disco é agradável de modo geral. Talvez, a pressão de vir logo após o “Dark Roots…” tenha pesado negativamente em seu resultado final.

DE AGORA EM DIANTE É SÓ CHUMBO GROSSO:

6 – Titans Of Creation (2020)

Lançado em plena pandemia, o décimo segundo álbum de inéditas do Testament tampouco conseguiu superar “Dark Roots Of Earth”, porém superou o seu antecessor, “Brotherhood Of Snake”. As canções, “Children Of The Next Level”,”WWIII”, “Dream Deceiver”, “Night Of The Witch” e “City Of Angels”, podem comprovar o que fora afirmado na frase anterior.

5 – Practice What You Preach (1989)

O terceiro álbum do Testament encerra a sua trinca mais avassaladora. Seus três primeiros álbuns foram a sua melhor sequência, a qual dificilmente será superada. A faixa título, “Perilous Nation”, “Envy Life”, “Sins Of Omission” e “The Ballad” falam por si. Sei que, mesmo assim, vão estranhar sua posição no ranking, todavia, vou expor minhas razões adiante.

4 – Dark Roots Of Earth (2012):

Eis o último álbum a contar com o baixista clássico, Greg Christian, e o primeiro da segunda passagem do baterista Gene Hoglan. Perfeição é o nome desse disco. Suas canções já se tornaram obrigatórias nos shows, mesmo vindas de um disco gravado fora da fase de ouro do Thrash mundial, aliás, não é exagero dizer que ele está entre os dez maiores álbuns de Thrash lançados na última década. “Native Blood” está entre as minhas dez canções favoritas no subgênero e, além dela, ainda temos, “Rise Up”, “Dark Roots Of Earth”, “True American Hate”, “Man Kills Mankind” e “Throne Of Thorns”.

Metal de qualidade indiscutível.

3 – The Gathering (1999):

As tentativas do Testament de reconstruir sua sonoridade na década de 90 só deram certo no “The Gathering”, em 1999. Se o “Demonic” é “muito extremo”, “The Gathering” contém o nível exato que funciona para os californianos de Oakland. Contando com Dave Lombardo (Slayer) na bateria, o álbum sai próximo ao renascimento do Thrash que aconteceria no início da década seguinte. James Murphy, que não se dá bem no “Low”, grava a sua melhor participação. “D.N.R. (Do Not Resuscitate)”, “True Believer”, “Eyes Of Wrath”, “Three Days In Darkness” e “Down For Life” são as que mais fizeram a cabeça dos fãs. “Fall of Sipledome” é o exemplo de como o “Demonic” deveria ter soado, porém, a maturidade necessária só chegou aqui no oitavo full lenght.

2 – The Legacy (1987):

O que falar do debut do Testament? O que comentar sobre um disco que tem “Over The Wall”, “The Haunting”, “Burnt Offerings” e “First Strike Is Deadly”? Mais do que clássico, estamos diante de um clássico absoluto do Thrash Metal mundial. Ele caberia muito bem no lugar mais alto do pódio, mas é o “Magnum Opus” do senhor Peterson que está lá.

1- The New Order (1988):

Para quem acompanha a carreira do Testament como eu, assistindo vídeos e vendo shows, justificar essa primeira posição não seria tão necessário. No show que eu assisti em 2015, eles tocaram: “The New Order”, “Trial By Fire”, “Into The Pit”, “Disciples Of The Watch” e “The Preacher”, ou seja, praticamente um terço do set list é dedicado ao “The New Order”. Ademais, temos “Eerie Inhabitants”, que tem o mesmíssimo nível das citadas e poderia também fazer parte do repertório. As instrumentais de Skonick, “Hypnosis” e “Musical Death (A Dirge)” são lindas. O cover do Aerosmith, “Noboy’s Fault”, ficou bom e demais.

E por que “A Day of Reckoning” não foi citada? Porque eu esqueci, pois ela é ótima também.

Não teria como o primeiro lugar do ranking ser outro que não fosse “The New Order”.

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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Comentários

  1. Uma das melhores bandas do estilo, na minha opinião melhor do que o Sepultura!!!! DARK ROOTS OF EARTH (2012) destacou-se e muito, sendo que os primórdios ainda são os meus preferidos!!!! Banda dukralho, valeu!!!!

  2. O Testament, no conjunto da obra é a melhor banda do thrash metal sentidos os tempos, podem não ter o “melhor” disco, mas no todo, colocam as demais no pau, quanto ao ranking, coloco o souls of black em último lugar, esse play realmente é bem fraco, agora, o Dark roots é perfeito, o The gathering é a trilha sonora do Armagedom, o titas of creation é excelente, enfim, das ditas bandas do tal Big four, nenhuma delas supera o Testament, que junto ao Exodus, merecem atenção e reconhecimento merecidos.

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