“DEZ DISCOS QUE SE DEVE MORRER ANTES DE ESCUTAR” Capítulo II (Por Cristiano Ruiz)

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Aviso: Antes de começar este artigo, é importante salientar que o conteúdo aqui descrito, bem como as menções aos discos e bandas estão relacionados ao gosto pessoal de cada resenhista.

Dito isso, é hora de embarcar no quadro:

“DEZ DISCOS QUE SE DEVE MORRER ANTES DE ESCUTAR”.

Como fã, é difícil admitir que aquela banda que tanto amamos e que fez parte de nossas vidas em determinado momento de sua carreira, deu um passo em falso ou a tradicional “pisada de bola”.

Quem em algum momento da vida, quando as plataformas digitais eram opções inimagináveis, comprou um disco de uma banda predileta, voou pra casa na sede de ouvir o referido disco e quando colocou a bolachinha pra rodar, teve que encarar seu maior pesadelo?

Em alguns casos, as mudanças foram tão bruscas que mesmo sendo aquele fã fervoroso, faltaram argumentos para fazer o papel de “advogado de defesa” perante os amigos que se divertiam ao ver nossa cara de decepção ou aquela vergonha propriamente dita difícil de disfarçar.

No entanto, sabemos que gosto é subjetivo e se um determinado álbum daquela banda que amamos trouxe-nos aquela decepção, é provável que este mesmo registro tenha sido a porta de entrada para alguém que iniciou sua história no Heavy Metal. Então tá valendo.

Quando isso acontece, é certo que as famosas divergências aconteçam, que discussões calorosas tomem conta do ambiente nas famosas rodas de amigos, haja visto que os pontos de vistas estão de lados tão opostos que, no final das contas, é preferível mudar a pauta e falar sobre a vida dos suricatos que vivem no Deserto do Kalahari.

Vem comigo!

10º) Sodom – Obsessed By Cruelty (1986):

Me perdoem os fãs boys de Sodom, mas o verdadeiro início da banda se deu com o EP “Expurse of Sodomy” e o full “Persecution Mania”. Tanto o EP “In The Sign Of Evil” quanto o debut “Obessesed By Cruelty” deveriam ter suas existências esquecidas.

Ambos os registros, “In The Sign Of Evil” (1985) e “Obsessed By Cruelty”, devem ter sido gravados em 1/2 canal, em um gravador de voz, no fundo do quintal da casa de Tom Angelripper.

Muitos vão querer me trucidar por isso, mas é só a realidade que pode ser comprovada ouvindo esse monte de zumbidos.

9º) Kiss – Carnival Of Souls / The Final Sessions (1997)

Cinco anos após lançarem o fantástico “Revenge”, Kiss lançou a pior desgraça de sua carreira, “Carnival Of Souls / The Final Sessions”.

O quarteto nova iorquino teve alguns discos mediados e ruins durante a sua longa carreira, mas esse foi o ápice da porcaria.

Após o sucesso do line up com Eric Singer e Bruce Kulick, o Kiss protelou ao máximo para lançar esse segundo disco com essa formação e quando ele, finalmente, saiu, pudemos entender o porquê da demora.

Era melhor não terem lançado. Não fosse “In The Mirror” ter me chamado a mínima atenção, eu nem lembraria que esse disco, que tenta soar Grunge, faz parte da discografia do Kiss.

8º) Deep Purple – Bananas (2003):

Durante a sua carreira, o gigante Deep Purple teve alguns discos mais fracos, a começar pelos três primeiros (Mark I). Houve outros medianos depois do retorno em 1984. A fase com Steve Morse intercala bons e médios álbuns, porém, “Bananas”, décimo sétimo full lenght, lançado em 2003, pode ser considerado no mínimo desnecessário, um disco sem inspiração alguma.

Não pela qualidade dos músicos, pois essa é indiscutível, mas pelas músicas pouca atrativas. Com exceção de “House Of Pain”, faixa de abertura, que é a melhorzinha, o resto é realmente muito enfadonho.

Talvez por ter sido o primeiro disco sem Jon Lord? Talvez sim, mas, Don Airey, seu substituto, é um excelente tecladista e essa mudança é insuficiente para explicar o baixo nível de atração que o álbum provoca em seus ouvintes.

7º) Manowar – Gods Of War (2007):

Manowar é a renomada banda de Heavy Metal que parece ter mais haters que admiradores. Gostem os haters ou não, “Battle Hymns”, “Into Glory Ride”, “Hail To England” e “Sign Of The Hammer” exalam Heavy. Daí em diante, o quarteto ainda teve bons momentos, porém sem a mesma energia que possuía. Ainda assim, os registros sempre tiveram algum atrativo.

Já o “Gods Of War” (ou seria “Gods Of Sono”?) é uma completa tragédia. Disco sonolento, parado e que nem de longe lembra aquele Heavy agressivo dos anos 80.

Completamente, desnecessário.

6º) Megadeth – Risk (1999):

“Risk” é o oitavo disco do Megadeth. A primeira vez que o ouvi, eu fiquei inconformado. Como uma banda que lançou excelentes registro pôde lançar um lixo musical como esse? Fiquei anos sem acompanhar Megadeth por causa dele e perdi lançamentos bons por isso.

Só voltei a dar a atenção novamente para Dave Mustaine & Cia em 2014.

Ainda bem que eles não lançaram outra atrocidade como essa.

5º) Rage – Wings Of Rage (2020):

Conheci a banda alemã de Power Metal, Rage, no festival Live’N’Louder de 2005. Gostei do show e conheci registros deles da época e conclui que eram realmente muito bons.

Quando saiu “Wings Of Rage”, logo o selecionei para escrever a resenha. Me deparei com um disco fraco e sem inspiração alguma, que não representa nem a sombra do trio que vi ao vivo no Canindé.

Só salva a capa.

Lamentável, pois não tenho como DESOUVIR!

4º) Venom – At War With Satan (1984):

Após os clássicos incontestáveis “Welcome To Hell” (1981) e “Black Metal” (1982), o power trio formando por Cronos, Mantas e Abadon lançou uma das piores coisas que tive o desprazer de ouvir.

Muro do Classic Rock

O lado A é ocupado pela faixa título com vinte minutos enfadonhos e que não empolgam em nenhum um segundo sequer. O lado B até passaria se não fosse “Aaaaaaaaarrgh”. O nome é esse mesmo e a vontade de vomitar acompanha a sua audição.

Sorte que logo no ano seguinte, o bom “Possessed” trouxe o “Venão da Massa” de volta com um disco tão importante quanto os dois primeiros.

Tive o prazer de destruir um vinil do “At War With Satan” em minha adolescência. (rs)

3º) Destruction – Born To Perish (2019):

Desde os ótimos “All Hell Breaks Loose” (2000) e “The Antichrist” (2001), a banda vinha soando repetitiva e enjoativa a cada novo registro. Quando foi anunciado que o décimo sexto full, “Born To Perish”, voltaria a contar com dois guitarristas, a expectativa de um resgate do bom momento da sonoridade foi grande, porém, o resultado foi tão enfadonho quanto tudo que estava sendo lançado pelo ainda trio em quase duas décadas.

No ano atual, foi lançado “Diabolical”. Finalmente, um registro condizente com a história desse importante nome do Thrash teutônico

2º) Iron Maiden – Senjutsu (2021):

Coloquei o “Sensutsu”, mas também poderia ter colocado o “The Book Of Souls” (2015). Fazia muito tempo que eu tinha deixado de acompanhar Iron Maiden, mas dentro de mim nunca havia desistido de presenciar um retorno ao Heavy Metal oitentista que os consagrou e que é referência para mim.

Infelizmente, me decepcionei profundamente. Dois álbuns sonolentos, preguiçosos, que mais parecem músicas para acampamento de bicho-grilo.

Chamar esses dois discos de chatos é ainda elogia-los.

1º) Black Sabbath – 13 (2013):

Após anos de hiato, Black Sabbath anunciou um novo full lenght. Coloquei mil expectativas na minha cabeça e quando ele saiu, corri ansioso para garantir logo o meu exemplar.

Quando eu coloquei para ouvir “13”, quanta decepção. Músicas que, segundo dizem, marcaram uma volta as raízes da banda e eu posso até concordar com essa afirmação, porém, elas soam totalmente entediantes. Foi difícil para mim, conseguir escutar o disco inteiro de uma vez, tive que fazer em duas ou três parcelas. Depois ouvi novamente e novamente, mas não me animei de forma alguma. A cada nova audição, ele soava pior.

Gosta de algum dos discos citados e discorda do que fora dito sobre eles?

Divergências fazem parte do amor incondicional ao Rock/Metal.

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

Confira a parte I:

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Comentários

  1. Bom dia meu caro , concordo com 95% da matéria a começar pelo Sodom , alguns anos atrás fiz um comentário similar no MM sobre Obsessed by cruelty e arrumei uma treta dos infernos , kkkk … Acho um disco barulhento , sem orientação e totalmente desnecessário , minha objeção fica por conta do Ep de estréia In the sign of evil , ouvi este disco no dias do seu lançamento , é cru , simples e brutal , assim como foi Apocalyptic Raids do Hellhammer ou o primeiro álbum do Bathory , soava brutal e trazia uma aura inocente e raivosa , justamente o que muitos de nós amantes e suplicantes por uma musica mais extrema e verdadeira queríamos . Neste ponto álbuns (Ep) como estes faziam a alegria de gente que curtia o som hardcore de algumas bandas britânicas e da Escandinávia na época . Sendo assim acho este registro do Sodom até que bem legal e verdadeiro , já o Obsessed me sou bastante forçado , sem rumo e anti natural , acredito que tinham uma idéia de soarem tão brutais como Dark Angel em Darkness Descends , Pleasure to kill do Kreator ou Slayer em Reign in Blood , mas o resultado foi pífio, pelo menos na minha opinião se tornando um álbum completamente esquecível . De resto concordo totalmente com você , me adiantando que quanto ao Senjutsu eu nem ouvi então não vou formular opinião sobre o disco , me baseio apenas pelos lançamentos anteriores do Iron que já haviam me decepcionado e então nem quis me dar ao trabalho de ouvir . E quanto ao At war do Venom , se a banda seguisse no nivel de faixas como Rip ride , Stand up (and be counted) , Genocide seria um disco brilhante , mas a gigantesca e enjoativa faixa titulo e aquela Aaaaaarrghh são de sangrar os ouvidos . Parabéns pelo ótimo texto e um grande abraço meu amigo .

  2. Não acho justo colocar Carnival of Souls na lista.
    É um disco diferente, mas longe de ser um disco fraco, como o Unmasked, ou fora do contexto, como Crazy Nights.
    Teria sido interessante se o Kiss tivesse seguido essa linha.
    Para os fãs, interessante ter a oportunidade de conhecer os vocais do Bruce Kulick no Kiss.

  3. Não tenho a informação musical do jovem que escreveu. Portando ele deve saber o que fala. Sou apenas um tiozinho velha guarda que gosta demais do Black Sabath para achar o 13 ruim. Particularmente gostei. O Sabath tem coisa bem pior (Never Say Die, por exemplo). Achei o 13 uma “experiência” pré despedida. O Black Sabath infelizmente acabou. E que bom que deu tempo de fazerem esse álbum (com o Ozzy, claro) e as turnês finais. No mais, é isso aí!

  4. Kiss, Purple, Manowar e, principalmente, o Risk do Megadeth eu tenho que concordar com você. Mas o resto (os que já ouvi) você exagerou, incluindo discos excelentes como Senjutsu e Book of Souls e bons como At War With Satan e 13. O Black pra mim, por exemplo, tem disco piores que o 13 (Forbidden, Eternal Idol e Never Say Die) e nem por isso são pra morrer antes de ouvi-los. Mas concordo que o mote foi bom.. já que até eu tô cometando aqui..kkk

  5. Das duas uma: ou o autor da matéria é um adolescente que começou a ouvir metal ano passado ou é um tiozão mente fechada. Em que mundo por exemplo o Carnival of Souls do Kiss é um péssimo album? Ok, gosto é gosto, mas o assunto é qualidade e esse álbum é ótimo no que se propõe a fazer. Senjutsu do Iron Maiden é ruim? KKKKKKKK cara que piada, não tem 1 argumento embasado pra tais afirmações.

    • Não sou nenhuma coisa nem outra, aliás, sou fã dessas bandas todas citadas aqui, porém não sou fã boy que passa pano para disco ruim só porque a banda tem nome. Senjutsu não é ruim, é horroroso, sonolento, sem pegada e sem menor inspiração, é um disco difícil de ouvir mais de uma ou duas músicas. Não vou passar o pano só porque é Iron Maiden, é ruim e -ponto, assim como o “The Book Of Sono” … Carnival Of Souls é horrível, uma péssima tentativa de soar Grunge. Aquilo nem parece Kiss.

      • “é ruim e ponto” kkkkk ok cara você não deu nenhuma justificativa plausível pelo disco ser ruim, nenhuma. “senjutsu não tem pegada” hahaha vc ta ouvindo com a bunda só pode. o album não é perfeito, pra mim não fica entre os 5 melhores mas falar que é horrível e sonolento só demostra seu péssimo gosto.

        • Músicas longas, sem a mínima inspiração e sem nem terem o cheiro da grandeza que o Iron Maiden teve um dia. Não adianta bota a culpa na idade, pois Saxon, Judas Priest e Accept tão ai gravando discos dignos de sua grandiosidade. Entendeu melhor agora?

  6. A maior decepção desta lista foi o at war do Venom!
    Tinha comprador e até colado o adesivo na janela do quarto, me recordo da decepção, o som…tive que baixar o volume depois de um tempinho… nem para incomodar a vizinhança tive mais vontade de ouvir! Segue novinho, na capa, em minha discoteca! Um horoooorrrrrrr.

  7. Amigão desculpe. Realmente você foi muito bem até os dois últimos comentários. Ou seja Iron e Sabbath. Sanjutsun e 13, são ótimos e posso dizer porque tenho a coleção completa da banda. O do Iron é em uma pegada prog é verdade mas uma qualidade acima da média. É uma vibe nova que a banda iniciou no álbum anterior. 13 da banda do icônico Ozzy nos resgata ao passado. Qt aos outros inclusive Bananas do Purple realmente ninguém merece. A propósito. Do Purple também tenho todos incluindo o mais recente de covers que é ótimo.

  8. São disco autênticos e que trazem vc gostando ou não a essência das bandas pq foram criados por elas e refletem o momento da banda. Não foram criados a partir de opinião de críticos até pq isso nunca construíu carreira alguma. Agora se vc conseguir criar disco melhores que os citados parabéns.

    • Então quer dizer que só posso criticar algum disco, se eu conseguir fazer melhor? Poxa, que argumento mais falacioso e vazio! Bandas mainstream também podem escorregar. Sou obrigado a gostar de todos os discos de bandas que são consagradas? Faça me o favor! Nem as bandas que eu sou super fã escapam de críticas se fizerem discos merdas, me perdoe, agir ao contrário é ser FANÁTICO

  9. Acredito que nossa percepção e gostos vão se mudando com o passar do tempo, a meninada de hoje em dia deve amar essas “merdas” que foram relacionadas acima!!! Isso é uma questão de perspectiva…

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