David Ellefson relembra experiência ao assistir ao Megadeth sem fazer parte da banda

O ex-baixista do Megadeth, David Ellefson, comentou sua experiência ao assistir a um show da banda durante o festival Louder Than Life, realizado em 17 de setembro, em Louisville, nos Estados Unidos. Em episódio recente do podcast The David Ellefson Show, o músico, que atualmente integra o Metal Church, descreveu a sensação de ver seus antigos companheiros interpretando as canções que marcaram sua trajetória no grupo.
Ellefson contou que conversou brevemente com o guitarrista Teemu Mäntysaari e cumprimentou os conhecidos Dirk Verbeuren e James LoMenzo, atual baixista do Megadeth. Ele não encontrou o líder Dave Mustaine. Depois, acompanhou a apresentação ao lado do baterista Ken Mary, do Metal Church, e resumiu a impressão que teve:
“Era como se fosse o Dave e outros três caras tocando nossas músicas”.
Uma perspectiva diferente sobre o legado
Apesar da reação inicial, Ellefson ressaltou que não esperava encontrar sua própria identidade musical na interpretação de LoMenzo.
“James faz um trabalho perfeitamente bom tocando as partes. Não soa como eu. Ele tem uma sonoridade diferente. É outra coisa.”
O baixista também reconheceu a individualidade do colega e afirmou que não o assistiu esperando que reproduzisse seu estilo.

Para ilustrar essa diferença, o músico mencionou o Kings Of Thrash, projeto que mantém com o ex-guitarrista do Megadeth, Jeff Young. Segundo ele, a banda interpreta músicas de diferentes fases da história do grupo, embora seus integrantes não façam parte da formação oficial do Megadeth. Ellefson também elogiou Verbeuren, lembrando que o baterista convenceu os integrantes durante a audição ao tocar “Symphony Of Destruction”.
“Minha era do Megadeth”
O baixista reconheceu que sua passagem pelo grupo continua sendo parte importante de sua história, mas destacou que já seguiu em frente e desenvolveu outros trabalhos nos últimos cinco anos. Ele também se prepara para a turnê solo Bass Warrior, que incluirá apresentações na Europa com o álbum “Countdown To Extinction”, lançado pelo Megadeth em 1992. Ao recordar o show no festival, definiu a experiência como um momento de olhar para o passado.
“Foi como olhar pelo retrovisor e pensar: ‘Sim, lembro de ter estado naquela banda anos atrás’. Nós tínhamos uma sonoridade diferente. Como sempre digo, para mim, não soa como o meu Megadeth; soa como o Dave com outros três caras tocando as músicas.”
Ellefson fez questão de esclarecer que não se tratava de uma crítica positiva ou negativa, mas simplesmente da percepção que teve ao assistir à apresentação.
Ellefson integrou o Megadeth desde a fundação da banda, em 1983, até 2002, retornando em 2010 e permanecendo até sua demissão, em 2021. Naquele ano, a banda o afastou após o vazamento de imagens íntimas, e Steve DiGiorgio, do Testament, regravou suas partes de baixo no álbum “The Sick, The Dying… And The Dead!”. Em maio de 2022, James LoMenzo foi anunciado como baixista permanente. Atualmente, Ellefson segue em atividade com o Metal Church e seus projetos paralelos.
