Wytch Hazel: Rock não pode ser cristão? “Deus nos dá escolha e livre-arbítrio”

Wytch Hazel: cristãos não deveriam ouvir Rock? "Acho que Deus nos dá escolha e livre-arbítrio"
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A banda inglesa de Rock/Heavy Metal, Wytch Hazel, lançou seu novo álbum “V: Lamentations”, no último dia 4 de julho via Bad Omen Records. Em uma nova entrevista à Classic Rock, os roqueiros cristãos refletiram sobre ateísmo, conservadorismo e religião organizada.

O vocalista/guitarrista/fundador do Wytch Hazel, Colin Hendra, acredita que é perfeitamente possível ser cristão e ouvir “música do diabo”, rejeitando firmemente afirmações como: “cristãos não deveriam ouvir rock”, ou “Rock não pode ser cristão” e falou sobre sua admiração pela lendária banda Satan:

“Eles são ótimos, eu adoro esses caras! Lembro que estávamos no Muskelrock e o Satan tocou, depois nós tocamos, e logo depois o Antichrist tocou. Achei bem engraçado.”

Colin sempre fala abertamente sobre sua fé cristã, mas ele não considera rigorosamente um religioso:

“Eu entendo que as pessoas diriam que ir à igreja, ler a Bíblia e rezar são coisas religiosas. Enquanto para mim, se eu disser ‘Estou em um relacionamento com Deus’, é muito diferente de ‘Vou rezar algumas Ave-Marias’ ou algo assim. Sinto que a experiência de estar em contato com Deus é algo espiritual. Quando penso em ‘religião’, penso em regras e rituais, e isso me irrita um pouco. Funciona para algumas pessoas, e tudo bem, mas eu não consigo me adaptar a religiões organizadas.”

Os trajes de palco do Wytch Hazel incluem crucifixos e spandex branco – dourado para Hendra, com uma capa combinando além de hera e cálices para adornar seus amplificadores:

“Não é um gênero ou visual seguro, mas ao mesmo tempo é difícil porque sou cem por cento eu. Wytch Hazel é tudo o que eu quero fazer musicalmente.”

Para Colin, a música deve vir em primeiro lugar, e não deve ter o intuito de doutrinar as pessoas, mas de fazê-las sentir algo diferente, independente de qualquer crença ou da ausência de crença:

“Não é algo como: ‘Somos um projeto para salvar almas’, é arte. Você não está montando um ministério. Algumas pessoas dizem que têm um ‘ministério da música’, e isso é ótimo, eu simplesmente não entendo. Se você faz música, é porque quer fazer a melhor arte possível e quer buscar a excelência.”

Ele relembrou uma época de sua adolescência, entrou para uma banda local chamada Lake Of Fire. Ele se apaixonou por The Number of the Beast do Iron Maiden, Black Sabbath, Dio e Wishbone Ash, além de sua paixão pelas Escrituras. Alguns líderes conservadores do acampamento bíblico que ele frequentava não gostaram nada disso, mas ele não deu a mínima:

Há um lado meu que secretamente gosta de irritar as pessoas [risos] então eu meio que gostei de como isso irritou os cristãos conservadores ao meu redor. Para ser sincero, tenho muito mais tempo para ateus e pessoas que são contra a religião do que para pessoas conservadoras.

Acho que Deus nos dá escolha e livre-arbítrio. Mas ele também diz: ‘Olha, a música está no mundo, é apenas um presente’. Acho que a maioria das pessoas diria que, acreditando em Deus ou não, ela parece um presente.”

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