Vida longa à morte – O melhor do Death Metal ao redor do mundo em 2025

Sejam bem vindos de volta ao nefasto cenário do Death Metal… 

É notório que o Death Metal e suas distintas ramificações têm crescido e se espalhado pelo planeta de forma epidêmica e, assim como em 2024, tivemos um dos anos mais produtivos para a morte, estamos presenciando mais ano repleto de exemplares do mais alto calibre, totalmente dedicados ao morticínio sonoro.   

Saiba que aqui tem para todos os gostos, pois se tratando de um gênero rico em derivações e seguimentos que surgiram e evoluíram à partir de sua base embrionária opulenta, o banquete é farto e grotesco.

Novamente, dedicaremos este espaço para falarmos da “morte” mundo afora, abrangendo os destaques e exemplares mais escrutinados no primeiro semestre de 2025.

Benediction – “Ravage of Empires” (2025)

No ano de 2020, tivemos o retorno mais do que triunfal de uma das mais lendárias e cultuadas bandas do metal da morte em todos os tempos. O devastador “Scriptures”, marcou não apenas a volta do Benediction com força total, mais também o regresso do veterano vocalista Dave Ingram, de volta ao front da banda, em toda sua glória, de onde nunca deveria ter saído.

Cinco anos mais tarde, temos a continuação direta deste novo capitulo com o lançamento do espetacular “Ravage Of Empires”, sendo um dos destaques mais marcantes deste primeiro semestre e sem sombra de dúvidas, um dos melhores do ano.

Para acessar a resenha do álbum, clique AQUI.

Storm Death – “Chaos Will Reign” (2025)

Diretamente de Santiago, no Chile, fundado no ano de 2011, o Storm Death traz em sua sonoridade a síntese caótica do death metal old school, com elementos melódicos e passagens atmosféricas surreais, se utilizando de mitologias antigas e o horror cósmico como base de inspiração. Em seu segundo e devastador álbum de estúdio, a banda evoca uma verdadeiro proclamação do caos reinará rumo a hecatombe.

Totalmente indicado para assíduos apreciadores de Nile, Vader, Malevolent Creation e Cráneo.

Avulsed – “Phoenix Cryptobiosis” (2025)

Correspondente moral do Metal da morte. Direto da Espanha, o Avulsed nos traz um dos exemplares mais impactantes e extremos deste semestre, talvez do ano todo.

Na ativa desde 1991, o Avulsed conta com um repertório composto por oito exemplares da mais grotesca exposição de perversidade humana já registradas. E curiosamente, o destaque fica para este novo registro, que marca o inicio de uma nova e mais brutal era na história da banda, após um sequência de mudanças e evoluções.

Confira uma analise mais pungente abaixo:

Indicado para os apreciadores de Grave, Cannibal Corpse, Deranged e Gorefest.

Mutagenic Host -“The Diseased Machine” (2025)

Direto de Londres, no Reino Unido, o Mutagenic Host nos presenteia com o seu inacreditável álbum de estreia, mas soando como um exemplar de verdadeiros veteranos estabelecidos na cena.

Para além da sonoridade simbiótica entre peso a agressividade caótica e brutal, a banda se utiliza de uma proposta lírica e temática muito centrada na biotecnologia/bioterrorismo e industrialização sistemática da erradicação da humanidade. Temas estes que, infelizmente, envelheceram bem e soam mais atuais do que nunca.

Após o lançamento de “The Genotoxic Demo“ em 2023, a banda iniciou oficialmente seus experimentos mirabolantes incluindo incompreensíveis métodos de abate.

Fortemente indicado para os apreciadores de Bolt Thrower, Immolation, Unleashed e Tomb Mold.

Sepulchral Curse – “Crimson Moon Evocations” (2025)

Na ativa desde 2013, os finlandeses do Sepulchral Curse se firmam como um dos nomes mais proeminentes dentro do metal extremo da cena europeia, neste terceiro e espetacular registro de escuridão e ocultismo, concluindo um trinca hermética e atroz.

A banda evoca um sonoridade calcada no puro Blackned Death Metal obscuro, com um senso de melodia épico impressionante, aprisionado em um receptáculo soturno.

Indicado para os apreciadores de Immolation, VoidCeremony, Incantation e Sulphur Aeon.

Faithxtractor – “Loathing and The Noose” (2025)

Eis aqui, um daqueles registros que mexem um pouco com as convenções e estruturas do gênero.

Fundado em 2006 pelo multi-instrumentista e visionário Ash Thomas, o Faithxtractor é um dos inúmeros projetos focados em metal extremo na qual Ash integra, mas este, não é só mais um.

Embora, não tente em momento nenhum reinventar o death metal com adição de elementos distintos de outros segmentos, o que o Faithxtractor entrega neste quinto álbum de estúdio é uma verdadeira revitalização apoteótica dentro do subgênero, evocando características do doom metal em suas melodias fúnebres, mas canalizando toda a agressividade e brutalidade dos riffs no campo do Blackned Thrash Metal e do Death metal old school, criando uma sonoridade extrema muito distinta, mas muito fiel a suas influências desde o inicio.

Totalmente indicado para os apreciadores de Suffocation, Karkosa, Shed The Skin e Deicide.

Hate – “Bellum Regiis” (2025)

Sem sombra de dúvida, os poloneses do Hate fazem parte do seleto grupo de consistência qualitativa dos últimos anos.

Desde o lançamento do álbum “Tremendum” em 2017,  o Hate abraçou de vez a carnificina híbrida que leva o nome o nome de Blackened Death Metal, uma mistura mais contemplativa de esoterismo e reflexão filosófica com uma inclinação mística em seus âmago, que impressiona pela engenhosidade.

Contudo, em termos de brutalidade sonora pura e simples, no que resume as raízes death metal da banda, “Bellun Regiis” (Guerra de Realezas) é uma máquina de extermínio em seu auge de aniquilação, solidificando o Hate entre um dos maiores representantes de seu seguimento.

Indicado exclusivamente para os apreciadores de Behemoth, Belphegor, God Dethroned e Vader.

Rats Of Gomorrah – “Infectious Vermin” (2025)

Temos mais um debutante para a lista… mas nem tanto.

Fundado no ano de 2009, em Kiel, na Alemanha, o Divide surge como uma banda jovem, sedenta por sangue e movida por ódio, guiada pelos medalhões do Death Metal old school. No período de nove anos, a banda lançou dois ótimos álbuns de estúdio, bem como três EP’s, capitaneada pelo guitarrista e vocalista Daniel Stelling e baterista Moritz Paulsen.

E apenas em 2023, o Divide ressurge como Rats Of Gomorrah, com Stelling e Paulsen totalmente revigorados e ainda sedentos por sangue, porém com mais maturidade e malícia, e um ódio misantropo inegável.

Indicado para os apreciadores de Massacre, Monstrosity, Grave e Bloodbath.  

Frightful – “What Lies Ahead” (2025)

“E lá vem a Polônia com mais um lança-mísseis carregado, e a munição da vez atende por Frightful, e a banda segue pelos caminhos do vale da morte e do mosh. Assim sendo, unem o Death ao Thrash Metal, provocando erosões no solo em que você pisa. Duvida?”

Então acompanhe nosso redator, dono do nanquim amaldiçoado e guardião do diário profano contendo a tríade nefasta, nesta inexplicável apoteose demoníaca de classe, nomeada “What Lies Ahead”:

Indicado para os apreciadores de Exhumed, Demolition Hammer, Unleashed e Sadus.

Remains – “Grinding From The Grave” (2025)

Diretamente da cena Australiana, o Remains surge como um dos mais novos representantes do Deathgrind… mas não tema, não há novidades aqui, nem por parte dos integrantes.

O Remains conta com senhores muito experientes em sua formação, advindo de projetos australianos como Blood Duster, Captain Cleanoff e The Kill, ou seja, temos aqui um verdadeiro supergrupo, no que diz respeito a musica extrema em sua forma mais pura, cortante e absolutamente cruel.

A ausência de pretensão na sonoridade dos caras é a principal característica que se destaca até o momento. Não há espaço para técnica exacerbada ou atmosferas lúgubres, é tudo orientado por uma entidade que invoca o caos controlado, através de uma equipe que vem aperfeiçoando sua arte aos longo das décadas.

Indicado exclusivamente para o apreciadores de Napalm Death, Entombed, Blood Duster e Misery Index.

Pandemia – “Darkened Devotion” (2025)

“Após 30 anos forjando o death metal no underground, temos orgulho de lançar o que acreditamos ser o nosso trabalho mais forte até agora”

Essa são as palavras da própria banda em seu material de divulgação oficial, e de fato a recíproca é verdadeira.

Em trinta anos de existência e cinco excelentes álbuns de estúdio depois, a banda originada na República Tcheca alcança uma maturidade e um equilíbrio certeiro entre a brutalidade técnica e os momentos mais reflexivos, mostrando uma notória devoção obscura aos primórdios do Death metal, mas com uma roupagem atual.

Indicado para os apreciadores de Vader, Jungle Rot, Morbid Angel e Vomitory.

Consumption – “Catharsis” (2025)

Mais um novo projeto capitaneado por veteranos velhos de guerra, mas agora diretamente da Suécia e com uma bagagem impecável.

Fundado no ano de 2020, o Consumption possui em seu line-up um verdadeiro esquadrão da morte. Totalmente comprometidos e fiéis ao revival do Death metal old school, assim como inúmeros de seus compatriotas suecos.

Com o lançamento de “Catharsis”, a banda fecha sua primeira trinca de álbuns de estúdio com uma consistência exemplar e obsessiva em sua proposta sonora pantanosa. Destaque para a maravilhosa arte que estampa o álbum, que traduz com precisão as sensações que o registro induz no ouvinte.

Indicado os apreciadores de Carcass, At The Gates e Exhumed.

Concrete Icon – “Voracious Streams” (2025)

Os notáveis representantes do Metal extremo Finlandês retornam após um período de quase seis anos após o lançamento do arrasador “Rancid Harmony” (2019), com a responsabilidade de entregar um sucessor a sua altura.

Neste período, a banda passou por uma verdadeira reconfiguração em sua formação, justificando a demora para o novo álbum, o que não foi em vão.

Em “Voracious Streams”, a banda surge totalmente revigorada e orientada para o lado mais obscuro e denso do Death metal norte americano, sem necessariamente, se utilizar de elementos de outros subgêneros.

Aqui a banda se curva honradamente aos medalhões, em busca de percorrer os caminhos da ferocidade e da carnificina, sem perder suas tradições.

Indicado para os apreciadores de Immolation, Gorguts, Suffocation e Morbid Angel.

Graceless – “Icons of Ruin” (2025)

Marcando o lançamento de seu quarto álbum, os Holandeses do Graceless, alcançam o que talvez seja o ápice do Death/Doom Metal praticado desde sua fundação.

Ativos na cena desde o ano de 2016, a banda foca suas forças musicais em uma sonoridade massiva e quase rudimentar. Orientada por riffs robustos e uma atmosfera melancólica e sombria, evocam o lado Doom que reside no Death Metal, se aproximando do letárgico e cavernoso.

Indicado especialmente para os apreciadores de Bolt Thrower, Asphyx, Memoriam e Hooded Menace.

Grave Infestation -“Carnage Gathers” (2025)

Direto do Canadá, surge um daqueles exemplares para ficar de olho, pois trata de um registro que será cultuado em breve.

Logo em seu segundo álbum de estúdio, Grave Infestation entrega o suprassumo de tudo o que um amante do Death Metal deseja e muito mais. Foi feito por uma banda totalmente imersa na mais pura repugnância e misantropia sonora.

Em “Carnage Gathers” os canadenses se destacam por uma ênfase na crueza caustica e distintamente old school, sem concessões.

Indicado para os apreciadores de Autopsy, Nihilist, Obituary e Grave.

Wombbath -“Beyond The Abyss” (2025)

Após um retorno explosivo no ano de 2015 com “Downfall Rising”, os veteranos da lendária escola sueca continuam sua saga para além do abismo.

Capitaneados pelo perseverante guitarrista Håkan Stuvemark (Consumption, Leper Colony), o Wombbath têm se mantido no mapa do Metal extremo, com uma sequencia intimidadora de lançamentos nos últimos dez anos. Além disso, estão se firmando numa rede de conexões invejável entre músicos da cena.

Em “Beyond The Abyss”, a banda segue uma tendência muito forte entre os veteranos escandinavos, que é basicamente manter um pé em suas raízes do passado, bem como uma mão apontando para os padrões atuais, criando uma sonoridade que mescla o melódico e o dissonante com maestria.

Indicado para os apreciadores de Entombed, God Macabre e Massacre.

Insineratehymn -“Irreverence of The Divine” (2025)

Trazendo mais um exemplar da nova safra, os californianos do Insineratehymn fecham sua primeira trinca de respeito, com uma sonoridade que honra suas influências sem um pingo de pudor.

A banda é alicerçada numa sonoridade old school sem apelos para variações excessivas ou atmosferas profanas. O nome do grupo sobretudo já diz o suficiente.

Tudo na sonoridade dos caras é focado no ataque violento e contundente. E mesmo se utilizando de algumas permutações clássicas do gênero, a banda adiciona seu veneno próprio na receita de heresias.

Indicado especialmente para os apreciadores de Deicide, Sinister e Monstrosity.     

War Magic -“Atomic Rites” (2025)

No decorrer do última década, alguns nomes certamente se tornaram recorrentes quando citamos os lançamentos de destaque do ano em todos principais seguimentos do Metal. No Death Metal, Sr. Rogga Johansson se tornou um nome assíduo dentre as novidades, mostrando uma dedicação impressionante a sua vocação. E provavelmente o nome dele seja citado mais de uma vez em 2025.

O War Magic foi formado em 2021 por Rogga Johansson (Paganizer, Massacre, etc.) e Peter Svensson (Assassin’s Blade, Void Moon), com o objetivo de homenagear o Metal inspirado na guerra e nas consequências sociais e psicológicas causadas pela mesma. Algo que, infelizmente, envelheceu muito bem ao longo das eras.

Com “Atomic Rites”, apenas o seu segundo álbum de estúdio, o War Magic consolida sua presença na cena Death Metal sueca. O grupo entrega uma combinação devastadora de peso old school beligerante e uma atmosfera de conflagração iminente assustadora.

Indicado para apreciadores de Bolt Thrower, Paganizer e Unleashed.

Unbounded Terror -“Something Is Rotten In Humanity” (2025)

Mais um notável veterano espanhol marcando presença entre os lançamentos do ano, mostrando que o revival do gênero está muito bem representado.

Fundando no ano de 1991, o Unbounded Terror, foi uma das primeiras bandas de Death Metal da Espanha. E qualquer grupo que buscasse recriar um som inédito em sua respectiva região, poderia ser vista como bastante corajosa, mesmo que a base necessária já tivesse sido lançada vários anos antes, em outros territórios. E assim nasceu o clássico cult, “Nest of Affliction”, lançado em 1992, marcando o primeiro e último álbum da banda em sua fase inicial.

Após um período de quase trinta anos de hiato, o guitarrista Vicente Payá decide ressuscitar a banda em 2019. Dessa forma, como o único membro original envolvido, acaba sendo uma eventualidade interessante, visto o atual ressurgimento de interesse pelo gênero.  

Com o terceiro álbum de estúdio desde o retorno, o Unbounded Terror traz em sua sonoridade macabra e atroz. Uma deprimente realidade a respeito do mundo em que vivemos é o fato de constatarmos algo apodrecido na humanidade !

Indicado para os apreciadores de Immolation, Monstrosity e Cannibal Corpse.

Maceration -“Serpent Devourment” (2025)

Diretamente da Dinamarca, formado em 1990, o Maceration desempenhou um papel central no cenário do Death Metal dinamarquês e, inclusive, esteve entre os pioneiros do estilo no país escandinavo.

Exatamente trinta anos marcam o hiato após o lançamento do álbum “A Serenade Of Agony”, de 1992. A banda retorna de forma triunfal com o excelente “It Never Ends…” (2022), ajudando a cravar o Swedeath de volta no mapa da bestialidade.

Três anos depois mais um exemplar de fúria corrosiva implacável, é lançado ao mundo batizado de “Serpent Devourment”. Dessa forma, gravando na pedra do Metal da morte, o nome do Maceration entre os nomes mais brutais novamente em atividade, com aquele tradicional toque Lovercraftiano.

Indicado os apreciadores de Dismember, Bloodbath, Grave e Massacre.

Leper Colony -“Those Of The Morbid” (2025)

Bom, eu avisei que o homem daria as caras aqui novamente… Ou melhor, as notas.

O Leper Colony é mais um entre os inúmeros projetos ativos voltados para o Metal extremo capitaneados pelo Sr. Rogga Johansson. Sim, meu caros.

Fundado no ano de 2020 e tendo lançado seu debut homônimo em 2023, o Leper Colony conta com uma equipe muita sólida como principal diferencial. Temos o veterano Marc Grewe (Ex-Morgoth) nos vocais, Håkan Stuvemark (Consumption, Wobbbath) na guitarra solo, Jon Rudin (Ex-Massacre, ex-Wombbath) na bateria, bem como o mestre Rogga Johansson na guitarra e composição. Um time de peso, mas estamos falando em toneladas.

Para aqueles que conhecem um pouco da discografia dos indivíduos citados, sabem exatamente o que esperar. E desse modo, temos o típico Death Metal neandertal, descompromissado e totalmente desvairado, sem nenhuma intenção de inventar a roda, com destaque para o vocal assustadoramente zumbificado e insano do Sr. Grewe, que rouba todos os holofotes.

Indicado para os apreciadores de Death (fase inicial), Pestilence, Master e Morgoth.

Retromorphosis -“Psalmus Mortis” (2025)

Por trás de um dos álbuns de estreia mais fascinantes dos últimos anos, existe uma história inacabada.

O Retromorphosis nasceu como um embrião do Spawn of Possession, notória banda de Technical Death Metal, fundada na Suécia e ativa desde o ano de 2000, lançando três excelentes discos, com destaque para o derradeiro “Incurso”, em 2012, e aclamado pela critica especializada/fãs.

A banda estava trabalhando na continuação deste álbum, que viria a se chamar Retromorphosis, mas os caras simplesmente se separam em julho de 2017. Em 2020, os ex-integrantes do Spawn of Possession reutilizariam o nome Retromorphosis para continuar a jornada em uma nova encarnação.

Fica evidente na complexa sonoridade de “Psalmus Mortis”, que estamos diante de um debut que soa inegavelmente como um álbum definitivo de uma banda já estabelecida. Trazendo uma mescla impressionante entre brutalidade, arranjos complexos e experimentais, mas numa produção crua que remete aos anos áureos do Death Metal, incorporando aquilo que chamamos de selvageria elegante.

Indicado especialmente para os apreciadores de Necrophagist, Obscura, Archspire e Spawn of Possession.

Unmerciful -“Devouring Darknesss” (2025)

Direto do Kansas, nos EUA, o Unmerciful certamente evoca o suprassumo do Brutal Death Metal em seu quarto registro de estúdio. É preciso dizer que este disco representa sua forma mais hedionda, feia e cruel, sem resquícios de misericórdia. Conteúdo perigosamente perturbador, portanto, ouça por sua conta e risco…

Indicado exclusivamente para os apreciadores de Suffocation, Deeds of Flesh, Cannibal Corpse e Origin.

Drawn and Quartered – “Lord of Two Horns” (2025)

Mais um pouco da misantropia pestilenta americana em pouco mais de meia hora de audição.

Os veteranos do Drawn and Quartered alcançam nada menos que nove álbuns de estúdio em seu arsenal, desde sua estreia em 1998.

Em quase trinta anos de existência, os caras têm alimentando a fornalha do inferno com seu Brutal Death Metal dissonante e blasfemo. E com seu nono e mais recente lançamento, a banda se aproxima cada vez mais da trilha sonora que ecoa na mente esquizofrênica de um canibal.

Indicado especialmente para os apreciadores de Immolation, Dead Congregation, Nile e Hate Eternal.

Nightbearer  “Defiance” (2025)

Este talvez seja um dos exemplares mais polarizadores entre os espécimes selecionados aqui.

Os alemães do Nightbearer iniciaram sua jornada de fato em 2019 com o lançamento de “Tales of Sorcery and Death”, dialogando o Death Metal mais áspero e agressivo, mas com um senso melódico muito cativante, sempre se orientando para o lado negro da força.

Com o lançamento do seu terceiro e mais recente álbum que responde por “Defiance”, o Nightbearer marcou um passo muito significativo no desenvolvimento da sua abordagem sonora brutal e versátil. Os caras criaram uma dualidade muito interessante e subestimada no gênero, sem a pretensão de inovar ou quebrar paradigmas, mas apenas desafiá-los.

Indicado para apreciadores de Dismember, Arch Enemy, Hate Eternal, assim como Revocation.

Nos encontraremos novamente em dezembro. Boas audições.

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