The Police: para Stewart Copeland, qualquer álbum de David Bowie é superestimado

O lendário baterista do The Police, Stewart Copeland, compartilhou uma opinião um tanto quanto impopular, digamos assim, sobre os discos de um dos rockstars mais lendários e relevantes da história, conhecido também como “camaleão”, isso mesmo, o gênio revolucionário David Bowie. Durante uma recente entrevista ao The Guardian, enquanto discutia sobre o legado musical de Bowie, Copeland reconheceu a importância e influência da obra de David Bowie e respondeu a seguinte pergunta: “qual é o álbum mais superestimado da história da música e por quê?”. Veja a resposta do baterista:
“Qualquer coisa do David Bowie. Reconheço a grande marca que Bowie deixou no mundo. Ele foi inovador de dez maneiras diferentes, uma inspiração para uma geração. Suas credenciais como um dos artistas mais importantes do nosso tempo são indiscutíveis.”
Ele acrescentou:
“No entanto, não funcionou para mim. Eu nunca quis ter aquela aparência, nunca quis soar daquele jeito, eu não entendia. Eu curtia Jimi Hendrix.”
Quando perguntado sobre quem é o astro do rock na sua opinião, ele respondeu:
“Paul McCartney é o exemplo a ser seguido. Ele não só se lembra do seu nome e conversa com você como uma pessoa normal, como também se lembra do nome da sua esposa – e, sabe, ele é absolutamente uma pessoa normal, apesar de ser um Beatle.”
Sobre o artista mais desagradável que ele já conheceu, Stewart disse:
“Nós, artistas, nunca vemos o lado ruim dos nossos colegas. Vamos falar do Tommy Lee, o baterista: ele é a pessoa mais doce do mundo, a mais alegre, uma companhia muito divertida. Acontece que ele tem uma má reputação… mas, claro, eu nunca percebo isso.
Os artistas mais assustadores que você possa imaginar são todos uns amores entre si.”
Para Stewart, Simon Kirke (Free, Bad Company), é o baterista mais subestimado:
“Simon Kirke, que tocou com o Free e o Bad Company, tinha uma simplicidade singular. Ele é um ótimo exemplo de que grandes bateristas nascem, não são feitos. Ele não tinha firulas, mas tinha um groove inegável. Ringo Starr e
Charlie Watts também, mas eles são mais reconhecidos. Simon Kirke deveria estar no mesmo patamar que esses caras.”