“Tem muito Slayer e Venom nisso, é insano”: Rick Rozz comenta releituras de demos clássicas do Death e Mantas

Rick Rozz com o Left To Die no DMF24

O guitarrista Rick Rozz, ex-integrante do Death e do Massacre, falou sobre o novo projeto Left To Die durante entrevista ao programa The Zach Moonshine Show, da Metal Devastation Radio. O músico comentou especialmente o processo de recriação das antigas composições de Death e Mantas. As faixas estarão presentes no álbum “Initium Mortis”, previsto para chegar em 17 de julho pela Relapse Records.

Além de Rick Rozz, o Left To Die reúne o baixista Terry Butler, também ex-Death e atualmente no Obituary. Ao seu lado, também estarão Matt Harvey, do Exhumed e Gruesome, além do baterista Gus Rios, ex-Malevolent Creation. O disco prestará homenagem às origens extremas do Death Metal, trazendo novas gravações de músicas dos primórdios do Death e também da fase pré-Death, quando a banda ainda utilizava o nome Mantas.

Comentando como surgiu a ideia de gravar “Initium Mortis”, Rozz fez questão de destacar o trabalho de seus companheiros.

“Tiro o chapéu para o Matt, o Gus e o Terry por tudo isso. Eles organizaram tudo. É basicamente uma mixagem atualizada. As músicas estão, eu diria, 90% como eram naquela época. O Matt realmente pesquisou profundamente todas aquelas demos antigas. Ele fez todo o trabalho, cara… O Matt aprendeu todas aquelas músicas — e até mais — a partir das demos antigas.”

O guitarrista também revelou surpresa com algumas das faixas escolhidas para o projeto.

“Ele puxou músicas que me fizeram dizer: ‘Cara, sério?’. Foi insano, cara. Mais uma vez, tiro o chapéu para o Matt. E, claro, o Gus fez um grande trabalho, assim como o Terry. Eu só estava ali.”

Segundo Rozz, o novo álbum mantém o espírito das gravações originais, mas com uma abordagem moderna.

“São basicamente todas aquelas músicas antigas das demos de 1983 e 1984 do Mantas e do Death regravadas. Não são exatamente iguais às versões antigas. Agora elas soam como uma demo moderna. Você tem que pensar que aquelas gravações do Mantas e do Death foram feitas em um rádio gravador, cara, do lado de fora da garagem, com uma toalha em cima.”

Rick Rozz

Durante a entrevista, o músico também destacou as influências que percebeu ao revisitar aquelas composições décadas depois.

“É loucura. Eu não ouvia essas músicas há muito tempo. E pensei: ‘Tem muito Slayer e Venom nisso, é insano’. Como eu disse, mais uma vez, mérito total do Matt por literalmente mergulhar naquela toca do coelho para aprender todas aquelas músicas antigas e ainda me mandar vídeos tocando para eu reaprender as faixas.”

Além disso, Rick Rozz afirmou que o projeto nasceu totalmente da iniciativa de Matt Harvey.

“Isso surgiu completamente do nada para mim. Não foi ideia minha. De repente eu fiquei tipo: ‘Ah… okay’. Mas ficou matador. É uma honra tocar com Matt, Gus e Terry, além de revisitar músicas de ‘Leprosy’, ‘Scream Bloody Gore’ e agora essas demos antigas. Tudo isso é por respeito ao Chuck Schuldiner — e também ao Kam Lee. O Kam cantou 80% dessas músicas naquela época e ainda tocava bateria.”

Por fim, Rozz elogiou intensamente a ética de trabalho dos colegas de banda e admitiu que possui uma postura muito mais relaxada em comparação aos demais integrantes.

“O Matt é praticamente o único motivo pelo qual esse disco existe. Ele é incrível. Um grande guitarrista, um grande showman e um cara fantástico. O mesmo vale para o Gus e para o Terry. Eles trabalham duro demais. Enquanto isso, eu fico tranquilo aqui com meus sete filhos peludos, uma tartaruga e alguns ovos de pássaro no quintal.”

Deixe seu comentário