Ted Lundström celebra crescimento gradual do Amon Amarth: “Não quero ser uma banda que fica grande da noite para o dia”

O baixista Ted Lundström, do Amon Amarth, refletiu sobre a trajetória de mais de três décadas da banda sueca em uma nova entrevista ao KillerTube. A conversa acontece poucos dias após o lançamento do novo álbum, “The Allfather Awakens”, e abordou como o grupo transformou um projeto que parecia impossível na juventude em uma carreira internacional consolidada. Para Lundström, o crescimento sempre aconteceu de maneira lenta, mas constante, acompanhado pela criação de novos objetivos.
“Naquela época, tudo o que fazemos agora era completamente impossível. Quer dizer, este é um mundo completamente diferente. Há 30 anos, eu era adolescente e tudo era novo e louco, e nós simplesmente fazíamos tudo dia após dia. Não tínhamos realmente visões além do próximo passo, do que queríamos fazer com a banda. Então, o que fazemos agora mal chegava a ser um sonho naquela época, porque nossa trajetória é tão louca. Mesmo tendo sido lenta, mas constante, simplesmente crescendo, a cada etapa que alcançávamos estabelecíamos novos objetivos. E, em algum momento no meio disso, quando percebemos que isso era algo real, deixamos nossos empregos para nos concentrarmos 100% na música. Então, sim, tem sido uma grande jornada.”
“Foi uma grande época para simplesmente mergulhar no desconhecido”
O músico também lembrou que a decisão de abandonar os empregos convencionais não surgiu após um momento específico de sucesso. Segundo Lundström, a banda ainda não ganhava dinheiro suficiente, mas acreditava que precisava tentar enquanto os integrantes eram jovens.
“Não foi como se houvesse um momento específico, mas, em algum ponto do caminho, você lança um álbum ou percebe que isso pode realmente funcionar. Então, quando deixamos nossos empregos pela primeira vez, não ganhávamos dinheiro de verdade nem nada, mas dissemos: ‘Precisamos pelo menos tentar’. Sentíamos que havia potencial aqui.”

Ele recordou ainda o período em que o Amon Amarth começou a conquistar espaço nos Estados Unidos, citando uma turnê com o Children Of Bodom por volta de 2005 ou 2006 como um momento importante para perceber que a banda poderia alcançar novos territórios.
“Essa foi uma época ótima para simplesmente mergulhar no desconhecido e ver o que acontecia. Mas me lembro de quando começamos a crescer nos Estados Unidos, por exemplo. Acho que fizemos a turnê do Children Of Bodom por volta de 2005 ou 2006. Foi quando sentimos que talvez pudéssemos chegar a algum lugar por lá também, porque diferentes partes do mundo levam mais tempo para conquistar, eu acho. Então foram pequenos passos por toda parte e um crescimento lento. Mas foi uma jornada divertida.”

“Não quero ser uma banda que fica grande da noite para o dia”
Para Ted Lundström, justamente a construção gradual tornou a experiência mais especial. O baixista afirmou que não gostaria de ter alcançado fama repentinamente e valorizou inclusive os períodos difíceis da carreira.
“Estou extremamente feliz por termos conseguido vivenciar isso. Não quero ser uma banda que fica grande da noite para o dia. Nós trabalhamos duro e, bem, todos nós na banda sempre fomos muito dedicados a crescer — não existe um objetivo específico, mas o objetivo sempre foi alcançar o próximo nível, os próximos países que poderíamos visitar, álbuns maiores e coisas do tipo.”
O Amon Amarth surgiu em 1992, em Tumba, na Suécia, e desde então construiu uma trajetória internacional que incluiu apresentações ao lado de nomes como Slayer, Iron Maiden, Slipknot e Pantera, além de grandes festivais. Em 2024, a banda chegou a tocar para aproximadamente 85 mil pessoas no Wacken Open Air, enquanto também acumulou participações de destaque no Bloodstock Open Air, Download Festival e Summer Breeze. Agora, com “The Allfather Awakens” recém-lançado, a banda segue avançando em mais uma etapa de uma jornada que Lundström prefere justamente por ter sido construída passo a passo.
