Kerry King revela que riff de seu álbum solo surgiu momentos antes de subir ao palco

Uma das composições do primeiro álbum solo de Kerry King possui uma ligação direta com os últimos anos de atividade do Slayer. Em entrevista ao canal Sweetwater, o guitarrista revelou que um dos riffs de Toxic, faixa de From Hell I Rise (2024), surgiu poucos instantes antes de uma apresentação da banda em Detroit, nos Estados Unidos.
Segundo o músico, a ideia apareceu espontaneamente enquanto ele caminhava em direção ao palco, durante a turnê de despedida que o Slayer realizou entre 2018 e 2019.
Percebendo que poderia esquecer o trecho, King interrompeu o que estava fazendo e procurou seu celular para registrar rapidamente a sequência.
O guitarrista explicou que gravou a ideia de maneira acústica, apenas para preservar a estrutura do riff e desenvolvê-la posteriormente.
Kerry King possui centenas de ideias armazenadas
Durante a entrevista, conduzida por Nick Bowcott, Kerry King comentou que costuma registrar ideias musicais sempre que elas aparecem, independentemente do local ou das circunstâncias.
O método permite recuperar posteriormente trechos que podem se transformar em composições completas.

No caso de Toxic, a ideia inicial acabou passando por modificações até encontrar seu lugar na música.
O guitarrista também revelou que a faixa contém uma quantidade considerável de riffs, característica que chamou a atenção de Brian Slagel, fundador da Metal Blade Records.
Após ouvir o material, Slagel chegou a sugerir que o álbum recebesse o título Riff City, em referência à quantidade de ideias de guitarra presentes nas composições.
Entretanto, King já havia decidido utilizar From Hell I Rise.
O primeiro trabalho fora do Slayer
Lançado em maio de 2024, From Hell I Rise marcou o início da carreira solo do guitarrista após a despedida original do Slayer.
O álbum reuniu Mark Osegueda, do Death Angel, nos vocais, Phil Demmel na guitarra, Kyle Sanders no baixo e Paul Bostaph na bateria.
Musicalmente, o trabalho preservou características associadas ao Thrash Metal de Kerry King, incluindo riffs agressivos, velocidade e uma abordagem direta.
Apesar da retomada das apresentações do Slayer, o guitarrista continua desenvolvendo material para sua própria banda.
A história de Toxic demonstra como algumas composições podem surgir em momentos inesperados, inclusive poucos segundos antes de um músico subir ao palco diante de milhares de pessoas.
