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Sessão Dualidade : Nevermore


A dualidade é um dos alicerces essenciais no desenvolvimento do Metal e seus subgêneros. Depois de um longo tempo refletindo sobre esta frase que inicia o quadro, cheguei à conclusão de que a dualidade se faz muito presente em bandas ou projetos que são dificilmente categorizados em um estilo ou gênero específico. Talvez, essa afirmação poderia ser contestada pelo Symphonic Metal e suas ramificações ou pelo Progressive Metal pela sua riqueza instrumental e lírica. Porém a dualidade a que me refiro em questão aqui é aquela mais intimista, incisiva, por vezes melancólica e um tanto passageira, normalmente, ouvida em bandas quem transitam constantemente entre o vasto território dos subgêneros do Metal, difíceis de estabelecer um som predominante.

Pois é, meus caros, apesar de estar inativa desde o ano de 2011 e sem esperanças de uma nova reunião, dada a morte prematura do lendário Warrel Dane em 2017, o Nevermore permanece sendo uma das bandas de Metal mais genuínas de todas. Apesar de ser constantemente associada ao Power Metal/Progressive Metal/Groove Metal e Thrash, a notória sonoridade da banda fazia uma fantástica união de forças opostas, a junção da voz por vezes desalentada e limpa de Warrel Dane com o instrumental extremamente técnico e agressivo, contribuição de um time de peso composto por Jeff Loomis(Guitarra),Jim Sheppard e Van Williams. Considerando que a banda teve uma discografia deveras curta, não houve nada menos do que obras magistrais, verdadeiros passeios pela mente de Warrel Dane e suas composições complexas, entrando em questões existenciais, sociais, metafísicas e emocionais, aliadas a genialidade de Jeff Loomis em encontrar a trilha sonora pra tanto caos e tanta reflexão, é aqui que quero chegar meus caros.

   

Entre os pandemônios e a obscuridade, sempre aparece uma leve calma melancólica efêmera, como um abraço gelado, e o Nevermore tinha um talento distinto pra composições desta natureza. Sem mais delongas, o dualidade de hoje é dedicado ao saudoso Warrel Dane, que deixou este mundo muito cedo, porém sua genialidade e sua voz inconfundível será eterna. Não obstante, selecionamos oito exemplos da dualidade intimista do Nevermore, e convidamos os leitores a darem uma atenção a mais na discografia da banda em geral.

Redigido por Giovanne Vaz

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