Sessão Dualidade – Black Sabbath (Clássico)

PUBLICIDADE

A dualidade é um dos alicerces essenciais no desenvolvimento do Metal e seus subgêneros. É de impressionar que desde a criação deste estimado quadro, não houve um momento ao qual me dediquei a citar talvez o maior alicerce disso tudo. Final da década de 60 e inicio da década de 70, nos primórdios da existência do Black Sabbath, os anos de paz e amor estavam no seus momentos derradeiros. A guerra do Vietnã tomava proporções absurdas, o sonho havia acabado em Abbey Road, o Cream dizia “Goodbye”, Joplin e Hendrix marcavam seu encontro no além…E os garotos de Birmingham saiam das sombras. Naquela época, nenhum dos quatro rapazes tinha noção das proporções que seu primeiro registro de estúdio tomaria com o passar do tempo, desde a enigmática arte de capa, até o primeiro badalar de sinos, no meio da tempestade, até surgir o riff mais escabroso e aterrorizante já criado…Nenhum adjetivo aqui é citado de maneira leviana, tudo, que é sinônimo de medo e temor, pode facilmente ser associado ao riff da canção Black Sabbath.

Entre Crucifixos no pescoço e roupas soturnas, Tony, Geezer, Bill e Ozzy haviam dado os primeiros passos do que viria a ser genuinamente descrito como Heavy Metal, e por sua vez essa sonoridade seria desenvolvida e modificada no decorrer do tempo, assim como a sonoridade do próprio Sabbath. Em um período de 3 anos, todos os membros da banda tiveram uma evolução musical impressionante de um registro para o outro, aquela atmosfera fúnebre e sinistra de “Master of Reality” estava dando espaço pra uma sonoridade um tanto mais ampla, onde Tony podia explorar seus dotes acústicos mais livremente e Geezer desenvolvia letras, que mais se assemelhavam a uma catarse espiritual de sua parte, indo muito mais além de “Planet Caravan”. A banda estava dando asas a musicalidade de cada um dos membros, aliando aquele peso peculiar que muitos ainda não sabiam definir, com momentos acústicos introspectivos e calmos, criando uma divergência sonora que funciona perfeitamente até os dias de hoje.

Apesar de ter alcançado seu ápice no magnânimo disco de 1973, “Sabbath Bloody Sabbath”, essa dualidade tão necessária e genuína desenvolvida pela banda, sempre esteve presente desde o já supracitado debut da banda, como “Sleeping Village” que soa como um aviso temeroso de alguém, antes que você entre no vilarejo adormecido. “Planet Caravan” é simplesmente uma obra prima, impossível não viajar junto a voz distorcida do jovem Ozzy, as linhas acústicas de Tony e as linhas de baixo hipnotizantes do Sr. Geezer. “Changes”, uma das músicas mais melancólicas da história, está presente em um álbum do Sabbath, canção perigosa, porém obrigatória, não recomendada á audição em momentos de dificuldades emocionais. Agora, se o caro leitor quiser experimentar na prática o que venho tentando transparecer aqui, simplesmente deixe rolar “Fluff”, “Looking For Today” e “Spiral Architect” e mais sete exemplares selecionados, especialmente, pra acalentar nossas almas…Se for necessário, pule a faixa “Changes”, não se arrisque tanto.

Sessão Dualidade :

  1. Sleeping Village
  2. Planet Caravan
  3. Solitude
  4. Changes
  5. Laguna Sunrise
  6. Fluff
  7. Looking For Today
  8. Spiral Architect
  9. Megalomania
  10. She´s Gone
PUBLICIDADE

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.

Veja também

PUBLICIDADE
PARCEIROspot_img

Redes Sociais

30,849FãsCurtir
8,663SeguidoresSeguir
197SeguidoresSeguir
151SeguidoresSeguir
960InscritosInscrever

Últimas Publicações