“Se você não gosta dos Estados Unidos, por favor volte para o lugar de onde veio”, dispara Gene Simmons

Durante a apresentação com sua banda solo no festival Summerfest, em Milwaukee, no estado de Wisconsin, na última sexta-feira (3), véspera das celebrações pelos 250 anos da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos, Gene Simmons interrompeu o show para fazer um longo discurso ao público. Antes de tocar o clássico “Let Me Go, Rock ‘N’ Roll”, do Kiss, o músico exaltou o país e falou sobre imigração, prestou homenagem aos veteranos de guerra e terminou sua fala com uma declaração contundente dirigida aos críticos dos EUA.
Logo no início, Gene Simmons afirmou:
“Caso vocês não saibam, vocês são abençoados. Vocês vivem no maior país do planeta. E esse país se chama Estados Unidos.”
Na sequência, o baixista explicou o motivo de abordar o tema durante o show:
“Quero dedicar um minuto para falar sobre os Estados Unidos porque, caso vocês tenham passado os últimos 250 anos dormindo, amanhã o país comemora seu aniversário de 250 anos.”
A polêmica
Em seguida, Simmons defendeu sua visão sobre o país e comentou a questão da imigração ilegal:
“Este é o maior país do mundo. É por isso que recebemos entre 20 e 30 milhões de imigrantes ilegais. Por quê? Porque eles estão dispostos a quebrar a lei para entrar no maior país da face da Terra, bem aqui. Temos mais imigrantes ilegais do que muitos países têm de população inteira. Isso é um fato.”
O músico também lembrou sua própria história como imigrante e ressaltou que chegou aos Estados Unidos de forma legal.
“Eu mesmo sou um imigrante, mas um imigrante legal. Entrei da maneira correta. Você espera na fila, respeita o país, respeita as leis e, então, se torna cidadão dos Estados Unidos da América. Em troca, você recebe policiais que arriscam a vida para protegê-lo. Você recebe equipes de emergência que estão aqui por você. Se sua casa pegar fogo, os bombeiros colocarão suas vidas em risco para apagar o incêndio. Você tem acesso ao sistema educacional, e tudo isso é gratuito. Polícia, bombeiros, escola… tudo gratuito. Basta seguir a lei e fazer tudo legalmente.”
Durante o discurso, Gene Simmons também revelou algo inesperado. A Casa Branca o convidou para narrar uma cerimônia em homenagem aos veteranos da Segunda Guerra Mundial. As celebrações oficiais seriam inclusive referentes aos 250 anos da Declaração da Independência dos Estados Unidos. Gene declarou:
“Sinto-me honrado por precisar acordar às 3h30 da manhã para pegar um voo às 5h, porque a Casa Branca me convidou para narrar a homenagem aos veteranos da Segunda Guerra Mundial nas comemorações dos 250 anos dos Estados Unidos, amanhã, em Washington. E, caso vocês achem que o Dia da Independência significa apenas fogos de artifício e festa, lembrem-se de que, sem nossos veteranos, não existiria nada. Não existiriam os Estados Unidos. Não existiria absolutamente nada. Os políticos fazem discursos, mas os veteranos colocam suas vidas em risco. Todos deram alguma coisa; alguns deram tudo. Nunca se esqueçam disso. Da próxima vez que vocês entrarem em uma cafeteria e encontrarem alguém de uniforme, deem passagem para um verdadeiro herói. Esse é o mínimo que vocês podem fazer.”
Por fim, Simmons encerrou sua fala com uma frase direta que rapidamente repercutiu entre os fãs:
“E, se você não gosta dos Estados Unidos, por favor volte para o lugar de onde veio.”
No dia 4 de julho, Gene Simmons participou da cerimônia em homenagem aos veteranos da Segunda Guerra Mundial durante as comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. Em entrevistas anteriores, o músico explicou que aceitou o convite também para homenagear sua mãe, Flóra Klein, sobrevivente de um campo de concentração da Alemanha Nazista aos 14 anos de idade. Ela faleceu em 2018, aos 90 e poucos anos.