Roy Khan revela objetivo ambicioso para álbum solo: “Quero reviver a essência do Kamelot daquela época”

Após décadas marcando o metal melódico com sua voz característica em Kamelot e Conception, o vocalista Roy Khan revelou novos detalhes sobre seu aguardado primeiro álbum solo. Em entrevista ao canal Interview Under Fire, o cantor comentou sobre o processo de composição. Além disso, falou sobre a equipe envolvida no disco e explicou que, primordialmente, o material buscará resgatar parte da atmosfera clássica dos trabalhos que gravou com o Kamelot.
Durante a entrevista, Roy Khan comentou como funciona seu método de composição atualmente. Ainda explicou que continua preferindo ambientes isolados para desenvolver novas ideias musicais.
“Bem, a maneira como sempre trabalhei, desde a época em que compunha com Thomas Youngblood, era subir para as montanhas ou encontrar algum lugar onde pudéssemos nos isolar. É muito importante conseguir realmente focar quando você está escrevendo músicas. Eu faço algo parecido com Tore Østby, do Conception, e também fiz isso agora com um cara chamado Caio Kehyayan, do Brasil, guitarrista, além da Adrienne Cowan, do Seven Spires. Nós tivemos algumas sessões de composição.”
Na sequência, Khan explicou que prefere trabalhar ao lado de guitarristas para transformar suas ideias em músicas completas.
“A questão é que eu preciso de alguém que saiba tocar guitarra muito bem. Existem certas coisas em que sou muito bom, mas há outras nas quais não sou tão bom assim. Eu toco guitarra e piano, mas tecnicamente não estou no nível necessário para desenvolver essas músicas da forma como elas precisam ser feitas. Também nos juntamos ao Sascha Paeth, produtor do Kamelot. E sim, estamos todos muito empolgados com essa equipe e com o novo material solo.”
Questionado sobre o direcionamento musical do álbum, o vocalista revelou que o disco naturalmente terá elementos tanto do Conception quanto do Kamelot. Contudo, admitiu que deseja resgatar especialmente a sonoridade da fase em que esteve na banda norte-americana.
“Esse álbum será… Quero dizer, é inevitável que ele tenha uma mistura de Conception e Kamelot, já que participo da composição e faço todas as letras e vocais, claro. Mas estou tentando capturar o som que o Kamelot tinha quando eu estava na banda. Essa é a ideia. Porém, eu não fico super consciente sobre como faço as coisas. Uma boa música é uma boa música. Mas, no fundo da minha mente, é isso que eu quero. E isso acaba vindo naturalmente também.”
O cantor ainda falou sobre como costuma transformar ideias simples em músicas completas.
“Existem muitas maneiras de escrever uma canção. Mas normalmente eu apenas sento com um piano, ou com uma guitarra, ou então me reúno com um guitarrista e começamos a improvisar, tentando encontrar o ouro dentro daquela jam. Depois desenvolvemos essas pequenas ideias até virarem músicas completas.”
Por fim, Roy Khan falou sobre reencontrar Sascha Paeth e o parceiro de produção Michael ‘Miro’ Rodenberg após tantos anos.
“Foi ótimo. Aqueles caras são incríveis. Nós os encontramos em Wolfsburg, na Alemanha, duas semanas atrás. Foi muito legal. Era a primeira vez que eu via o Miro em uns 18 anos ou algo assim. Foi muito especial. Nós nos encontramos naquele pequeno café onde sempre jantávamos, e foi realmente muito bom.”
Álbum solo de Roy Khan, até então sem nome divulgado, levanta grandes expectativas
O novo álbum solo de Roy Khan tem lançamento previsto para o início de 2027 e conta com produção de Sascha Paeth, produtor, compositor e músico conhecido por sua longa trajetória no metal europeu. Ao longo dos anos, Paeth inclusive ajudou a moldar o som de discos clássicos do Kamelot, como “The Fourth Legacy”, “Karma”, “Epica” e “The Black Halo”. Além de trabalhos com bandas como Avantasia, Epica e Angra.
Além de Sascha Paeth, o disco também possui coprodução de Caio Kehyayan, da banda Firewing, e de Adrienne Cowan, do Seven Spires. Ambos participaram ativamente do processo de composição. O álbum ainda terá contribuições de Bill Hudson, conhecido por trabalhos com Trans-Siberian Orchestra, I Am Morbid e Circle II Circle.