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Resenha: Toledo Steel – Heading For The Fire (2021)

“Heading For The Fire” é o segundo disco da banda britânica de Heavy Metal, Toledo Steel.

   

Três anos após o lançamento do debut, “No Quarter”, a banda inglesa de Heavy Metal, Toledo Steel, lançou seu segundo full lenght, “Heading For The Fire”, no último dia 22 de outubro, pelo selo Dissonance Productions. Será que o mais puro “Aço de Toledo” continua inoxidável como em seu primeiro disco e nos EPs iniciais, “Toledo Steel” (2013) e “Zero Hour” (2015)? A resposta, saberemos nos próximos parágrafos.

Toledo Steel

Em 2018, tive o prazer de ter resenhado o primeiro álbum completo do Toledo Steel. Embora o Reino Unido não se destaque nessa nova onda do Heavy tradicional (NWOTHM), a qual tem como sua principal influência o NWOBHM, Os jovens ingleses, de Bournemouth e Dorset, fizeram a minha cabeça com o que há de mais puro e sincero no gênero, que é pai dos subgêneros da música pesada.

“Writing’s on the Wall”

O disco começa com a faixa “Writing’s on the Wall”, a qual foi single, lançado há quatro meses. Ela tem todos os ingredientes do Heavy que faz a minha cabeça, pois é simples, pesada e direta, com discretas variações rítmicas e dinâmicas. Perfeito cartão de boas vindas.

“On The Loose”

Em seguida, “On The Loose”, que foi single e vídeo clipe disponibilizado há duas semanas, tem um refrão pegajoso, o qual pode ser absorvido já na primeira audição, interpretado muito bem por Rich Rutter, que expõe todo seu feeling, explicitamente.

Riffs deliciosos de ouvir e solos que pegam na veia são executados com perfeição por Tom Potter. A propósito, o que já era bom melhorou ainda mais, a guitarra foi a principal evolução que notei na sonoridade do quarteto nessa recente obra.

“Into The Unknown”

Logo após vem “Into The Unknown”, a primeira canção disponibilizada do “Heading For The Fire”, ainda em 2020, é também um dos seus melhores momentos. A introdução remete demais a sonoridade característica do início da NWOBHM.

Esse é o mais britânico dos três singles e me soa absolutamente fantástico. Não é a reinvenção da roda, nem nada excepcional, mas faz o meu coração acelerar de uma maneira difícil de explicar, me colocando espiritualmente de volta aos anos oitenta.

“Smoke And Mirrors”

“Smoke And Mirrors” tem duas peculiaridades em relação ao restante do trabalho. Seus riffs e solos rementem aos anos setenta, me lembrando, inclusive, o Hard Rock americano de bandas como Aerosmith e Grand Funk Railroad, mantendo o mesmo peso das demais músicas.

Em outras palavras, havia zero por cento de chances de eu não gostar e eu adorei. Realize mesclar Motörhead, Saxon e Iron Maiden em uma única canção. “No Time To Lose” segue exatamente essa receita.

Simplesmente, minha preferida e, creio que nem preciso explicar tanto assim. Eu cresci com esse tipo de Heavy e é isso que eu amo. Os riffs iniciais de “Wicked Woman” já denunciam que ela é mais cadenciada.

Rich Rutter

   

Tenho que citar aqui, para não cometer injustiças em minha análise, a evolução de Rich Rutter como intérprete, não que ele não já o fizesse bem antes, mas agora o nível realmente subiu.

Sua voz é daquele tipo oito ou oitenta, ou a amam ou a odeiam, no meu caso, eu me deleito com a mesma. Voltando a canção em questão, um belo Hard’&’Heavy que lembra, discretamente, Judas Priest na época do clássico “Defenders Of Faith”.

A balada “Rituals By The Firelight” mostrou um lado do Toledo Steel, que até então era desconhecido por mim. Porém, esse tipo de power ballad era muito comum na NWOBHM, lembrando bandas daquela escola, como:

Angel Witch, Tokyo Blade, Jaguar, Saxon e até mesmo, Iron Maiden. Gostei dessa relativa surpresa.

Um lindo dedilhado a encerra de uma maneira mágica. A clausura fica por conta de “Last Rites”, a mais trabalhada do disco.

Não fosse “No Time To Lose”, ela seria minha predileta. Um verdadeiro tutorial de como fazer um Heavy Metal de longa duração (8m56s) pode ser conferido aqui, mais uma vez, provando que o problema não é o tamanho da faixa, mas sim seu peso e sua qualidade.

Quando ela chega aos seus últimos acordes, eu me pergunto: mas já? Pois, não há nada enfadonho, mas excitante e prazeroso de ouvir.

Com dois EPs e dois full lenghts que convenceram, acredito que o Toledo Steel já é um nome consolidado nessa nova escola do Heavy Metal mundial, porém, muitos exigem o “teste do terceiro álbum”. Aguardarei o próximo lançamento, mas, confiante que, dificilmente, me decepcionarei.

Aprovado e Indicado para fãs de Heavy Metal, que busquem o simples e lindo, ao invés do sofisticado e “agua de salsicha”.

Nota: 8,9

Integrantes:

  • Felix Dock (baixo)
  • Rich Rutter (vocal)
  • Matt Dobson (bateria e vocal)
  • Tom Potter (guitarra)

Faixas:

  1. Writing’s on the Wall
  2. On The Loose
  3. Into The Unknown
  4. Smoke And Mirrors
  5. No Time To Lose
  6. Wicked Woman
  7. Rituals By The Firelight
  8. Last Rites

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

CONFIRA A RESENHA DO DEBUT “NO QUATER” (2018):

   

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