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RESENHA: THRON – “DUST” (2023)

“Dust” é o quarto full lenght do Thron, banda alemã de Black Metal.

   

Introduzo mergulhando nas profundezas do Metal blasfemo em 2023, pois, a discografia impecável dos alemães do Thron, que nos proporcionou desde sua fundação em 2015, “Thron” (2017), “Abysmal” (2018), “Pilgrim” (2021), liberou o seu quarto episódio, “Dust”, diga-se de passagem, o mais sulfúrico e musicalmente mais competente de todos. Me deparei com os dos discos mais formidáveis do subgênero Black Metal, os quais saíram depois que comecei a escrever resenhas.

Line-up

THRON / Divulgação / Facebook

O gutural de SAMCA é, ao mesmo tempo, nítido e sombrio, já sua voz é afinada, agradável e é ausente daqueles gritos que chegam a irritar, se executados em excesso. Assim sendo, digo que eles não fizeram falta alguma. A dupla de guitarristas, PVIII e Ravendust, faz com excelência seus riffs e solos recheados de melodia e feeling, além de que, ajuda a construir a atmosfera macabra da sonoridade do Thron. Contudo, nessa tarefa, ambos recebem a colaboração do baixista SXIII.

O baterista suíço Jöschu Käser, que atende somente pela letra inicial de seu nome, sendo membro estreante no quinteto, tem técnica de sobra, porém sabe determinar o momento ideal dos blast beats e quando levar a música com mais cadência.

“Dying in the Mud”, o início de “Dust” do Thron

Logo após os primeiros acordes de “Dying in the Mud”, já podemos entender o porquê dela ter sido escolhida para ser a faixa de abertura do disco. Todos aqueles adjetivos, que atribuímos aos integrantes no parágrafo anterior, já podem ser compreendidos aqui mesmo.

“Return…”

Pouco mais acelerada que sua antecessora, “Return…” chega para tornar a audição ainda mais prazerosa, pois, as variações de seus riffs compõe seu destaque, além de suas variações dinâmicas que dão o clima às mudanças rítmicas.

“The True Belief”

Em “The True Belief”, minha mente volta a 1971, mais precisamente no disco “Killer” de Alice Cooper, principalmente, por conta das guitarras e da bateria. Essa constatação só ampliou minha admiração por esse registro.

“The Golden Calf”

Os blat beats de “The Golden Calf” são o seu grande destaque, pois constroem também o seu diferencial dentro da tracklist. Mais uma vez, destaco o trabalho das guitarras da dupla Ravendust e PVIII, fato que já é compreensível desde a primeira audição do disco em questão.

“Monologue”

Temos em “Monologue” um show de performance da bateria de J. Devo mencionar que, em alguns instantes a sonoridade me soa Blackened Death e essa impressão se confirma em outras canções do full lenght.

“The Eve”

Ao contrário do que ouvimos até agora, “The Eve” soa parecido em alguns trechos com a primeira onda de Black Metal dos 90’s, contando com uma produção muito bem feita, o que quase não ocorria naquele período.

THRON / Reprodução / Facebook

“Into Oblivium”

Soando quase como Heavy tradicional na introdução, temos “Into Oblivium”, essas alternâncias dinâmicas ajudam a compor a cereja desse bolo do Thron batizado de “Dust”. Digo que temos aqui um disco que torcemos para não terminar, embora isso infelizmente seja impossível.

“In Tyranny Of I”

   

Ainda que os riffs de “In Tyranny of I” sejam o prenúncio de uma composição infernal, os mesmos dão a canção um toque de maior acessibilidade a públicos diferenciados dos amantes do Black Metal.

Quando isso ocorre deve ser sempre celebrado como algo positivo, pois, extrapolar limites é um dos objetivos de qualquer arte, ainda mais quando falamos de algo tão subversivo como o Black Metal.

A TRINCA DE ENCERRAMENTO DO ÁLBUM “DUST”

O derradeiro trio de canções do “Dust” começa com “Face Of Despair”, a qual tem momentos alternados que variam do acústico ao extremo da musicalidade e ainda que pensem que há repetição de fórmula, cada canção soa como algo ímpar no contexto da obra. Logo depois, temos “The Wrong God”, que logo de cara tem guitarras que fazem lembrar as do saudoso mestre Chuck Schuldiner da lendária banda americana, Death, principalmente, se pensarmos em seus três últimos trabalhos.

A canção “Martyr” carimba o adeus do álbum “Dust” dos alemães do Thron. Como já esperávamos pelo que ouvimos no restante do full lenght, uma excelente música é a responsável por sua clausura. Fechamos as análises sobre um título que decerto frequentará o TOP 10 do subgênero Black Metal nas listas de final de ano.

Sobre o Thron, essa sua discografia sem falhas até o presente momento faz com que comecemos desde já nossa espera ansiosa pelo quinto full lenght. Oxalá não tarde a vir.

Nota: 9,3

Integrantes:

  • PVIII (guitarra)
  • SXIII (baixo)
  • SAMCA (vocal)
  • J (bateria)
  • Ravendust (guitarra)

Faixas:

  • 1.Dying in the Mud
  • 2.Return…
  • 3.The True Belief
  • 4.The Golden Calf
  • 5.Monologue
  • 6.The Eve
  • 7.Into Oblivium
  • 8.In Tyranny Of I
  • 9.Face Of Despair
  • 10.The Wrong God
  • 11.Martyr

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

A fim de conferir a nossa análise para o álbum do Thron de 2021, “Pilgrim”, clique no link abaixo:

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