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Resenha: Suicidal Angels – “Profane Prayer” (2024)

Antes de falarmos sobre “Profane Prayer”, novo álbum de estúdio do Suicidal Angels, precisamos retornar um pouco ao passado.

   

Sobrevivência dos mais aptos

Quando a nova geração de bandas de Thrash começou a mostrar as garras no início deste século, com toda a certeza, muitos ficaram surpresos e outros tantos incrédulos. Mas o que essas bandas fizeram foi mostrar que o gênero poderia se renovar, rejuvenescer e, acima de tudo, não estaria condenado a estar para sempre sob a tutela dos veteranos. Quando este discurso foi inicialmente propagado, apesar de muito bonito, era uma dúvida real se alguma dessas novas bandas conseguiria ter uma carreira de fato extensa. Seria um desafio permanecer na estrada tempo suficiente para, um dia, ostentar uma posição de destaque.

Bem, enquanto alguns daqueles jovens grupos ficaram pelo caminho e fracassaram, outros mais resilientes prosperaram e foram, aos poucos, conquistando seu espaço. Após 23 anos, não podemos mais chamá-los de revelação, mas aqui estão os gregos do Suicidal Angels lançando “Profane Prayer”, seu OITAVO DISCO de inéditas.

Photo: @joyce van doorn

Do começo até os dias de hoje, muita coisa aconteceu e alguns músicos passaram pela formação. Dois deles ainda carregam a tocha, é claro que estamos nos referindo ao guitarrista e vocalista Nick Melissourgos e o baterista Orpheas Tzortzopoulos (juntos desde o debut “Eternal Domination”, lançado no já longínquo ano de 2003). Completando o time estão Aggelos Lelikakis (baixo) e Gus Drax (guitarra). Quando olhamos para a discografia do grupo e perguntamos “o que mudou?”, a resposta é mais simples do que parece. A evolução é notória, mas jamais abandonaram suas características e o seu DNA Thrash. Se você ouviu “Dead Again” (2010), “Sanctify The Darkness” (2009), assim como qualquer outro pelo caminho, vai encontrar muito desta personalidade no novíssimo “Profane Prayer”.

Identidade forte e ousadia

Os gregos do Suicidal Angels com o passar dos anos desenvolveram uma identidade genuina. Apesar de em alguns momentos trazerem influências ou referências a nomes como Kreator e Slayer em sua sonoridade, sabem muito bem que são as suas características particulares que vão servir para constituir um alicerce realmente sólido. E é dessa forma que o quarteto está conseguindo moldar uma das carreiras mais interessantes desta primeira leva de nomes que participaram do renascimento do gênero há cerca de 20 anos.

Reprodução/Youtube

Para este novo álbum, se utilizaram de uma mescla bastante sábia. Ao mesmo tempo que trouxeram o cardápio de sempre, aquele repleto de riffs cortantes, andamentos ultra velozes, assim como faixas extremamente agressivas, também ousaram inovar e fugir do óbvio especialmente em duas faixas, “Deathstalker” e “The Fire Paths Of Fate”, justamente, as duas de maior duração do tracklist.

“Deathstalker” conta com as participações especiais de Sakis Tolis (Rotting Christ), Fotis Benardo (Nightfall e SixforNine) e Efthimis Karadimas (Nightfall e The Slayerking). É uma canção realmente distinta e, apesar de trazer horizontes não explorados até o momento na carreira da banda, consegue agradar por conta da versatilidade, criatividade e construção. “The Fire Paths Of Fate” é algo na linha de “The Sacred Dance With Chaos”, presente no anterior “Years Of Aggression”. Assim como ela, também é a maior composição do trabalho, com mais de 9 minutos de duração e os destaques principais ficam por conta da cadência e os solos de guitarra belíssimos.

Reprodução/Divulgação

A competência de sempre

No mais, temos aquele trabalho esperado repleto de visceralidade e recheado de odes a violência. “Crypts Of Madness”, “Purified By Fire”, “Profane Prayer”, “Guard Of The Insane” e “Virtues Of Destruction” são todas faixas arrasa-quarteirão e seguem a linha moldada principalmente no álbum “Bloodbath”. A canção de abertura “When The Lions Die” também é diferenciada na questão das linhas de guitarra, portanto, fugindo do padrão pré-estabelecido pela própria banda. Por último, destaco “The Return Of The Reaper”, que é uma das especialidades da casa. Sabe aquele Thrash cadenciado, quase dançante, ao melhor estilo “Seed Of Evil”, “Division Of Blood”, assim como “Bloody Ground”? É exatamente isso que temos aqui. Na humilde opinião deste que vos escreve, uma das melhores faixas da banda nos últimos anos.

“Profane Prayer” foi lançado no último dia 1 de março, através do selo Nuclear Blast Records. Foi masterizado por Tony Lindgren, mixado por Jens Bogren e produzido pela dupla Nick Melissourgos e Orpheas Tzortzopoulos. Para a capa, mais uma vez foram buscar os serviços do lendário ilustrador Ed Repka e, com isso, temos o mascote Rotting Angel, não apenas derramando seu próprio sangue sobre algum livro sagrado (ou não), mas também realizando uma oração profana para fins não especificados.

Sobrevivendo ao teste do tempo!

Para os críticos que, ocasionalmente, resmungam por aí sobre o hábito do grupo lançar sempre o mesmo disco, bem, eles não tem feito isso pelo menos desde “Divide And Conquer”, de 2014. Depois da entrada do guitarrista Gus Drax, tem cada vez mais investindo em melodias diferenciadas e, para desespero dos detratores da primeira onda do Thrash-retrô, são justamente os discos anteriormente chamados de “copia e cola” que envelheceram muito bem e surpreendentemente tem alcançado um status de obras cult.

Reprodução/Divulgação

Se você tem uma ideia pré concebida onde o único Thrash Metal de qualidade possível é aquele feito por bandas veteranas, está tudo bem, você tem todo o direito de estar errado. Bandas como Havok, Angelus Apatrida, Warfect, Warbringer, Vektor assim como, obviamente, o Suicidal Angels, estão aí para provar isso.

   

Nota: 9

Integrantes:

Nick (guitarra e vocal)
Orfeas (bateria)
Angel (baixo)
Gus (guitarra)

Faixas:

  1. When the Lions Die
  2. Crypts of Madness
  3. Purified by Fire
  4. Deathstalker
  5. Profane Prayer
  6. The Return of the Reaper
  7. Guard of the Insane
  8. Virtues of Destruction
  9. The Fire Paths of Fate

Redigido por Fabio Reis

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