Resenha: Shadow Of Intent – “Imperium Delirium” (2025)

Um mundo idealizado para chegar a perfeição. A velha ideia utópica, ou seja, uma realidade irreal. Será que um dia conseguiremos parar de ser pretenciosos? Será que alguma civilização conseguiu tal feito? Inúmeros reis e governantes tentaram, porém no final o que vimos foi a derrocada. A verdade é que a idealização de um grupo de pessoas nunca iria suprir os desejos de todos. Sempre vamos lutar contra nós mesmos e nunca estamos satisfeitos com aquilo que foi alcançado. Por isso qualquer que seja a visualização da sociedade humana perfeita, ela sempre decairá para a auto destruição.
Mas será que em outros lugares do universo isso é diferente? Será que devido a isso nunca tivemos um contato? Uma das teorias que podemos trabalhar é a hipótese da Floresta Negra. Ela consiste em você estar em uma floresta extremamente obscura, você sabe que tem algo ali, mas tem medo da revelação. Da mesma forma, aquilo também não se revela pois tem medo de você. Mas você, meu caro leitor, pode ser um assíduo leitor e conhecedor de detalhes e teorias, e pode estar questionando quanto ao sinal WOW. Pois bem, talvez quem enviou esse sinal, pode ter percebido que ele foi recepcionado por alguém e por isso se escondeu… Ou talvez está se preparando.
Mistérios ou realidades?
Para quem é leigo, o “sinal WOW” foi um forte sinal de rádio detectado pelo telescópio Big Ear em 15 de agosto de 1977, aparentemente vindo da constelação de sagitário. Até hoje é um mistério. A verdade é que talvez jamais saibamos o que nos rodeia. Talvez estejamos apenas criando teorias infundadas, achando que esses possíveis aliens tenham uma inteligência exacerbada. Mas que tal nos prendermos ao que já conhecemos?
Alguns estudos mostram que fora da atmosfera terrestre existe formas de vida, e muitas vezes essa vida é em forma de micro-organismos, ou seja, vírus ou bactérias. Analisando essas descobertas, diversos autores defendem a existência de seres extraterrestres, mas que sejam dominados por outra forma de consciência.

O que é o certo ou o errado?
O conceito de certo, errado, bom e mau, é apenas uma leitura da sociedade humana. Um conceito só existe de acordo com uma conceção social. Se sua estrutura social for diferente do que já conhecemos, os conceitos podem mudar. Um exemplo simples é a relação entre o machismo e a sociedade atual. Em anos atrás, uma hierarquia social baseada em machismo era amplamente defendida e as mulheres não possuíam direitos e nem voz. Hoje, tal atitude não é bem quista, mas totalmente repudiada. Somos a mesma sociedade de pessoas, porém mudamos com o tempo. Da mesma forma, como podemos conceber que uma sociedade totalmente diferente da humana possa ter os mesmos conceitos que nós?
Temos um grande erro em nossa lógica, que é tentar imaginar algo pelo espectro lógico humano. Não podemos entender algo que não é humano dessa forma. Mas se existe ou não inteligência fora da terra, não podemos afirmar (ainda), mas sabemos que existem formas de organismos diferentes lá em cima. E se esses organismos fossem maiores, mais assustadores e famintos? Um exemplo básico é de que a vida terrestre pode, na verdade, ter vindo de fora do planeta. Conhecida como panspermia, essa teoria da astrobiologia defende que a terra foi semeada, e que a vida surgiu em outro lugar e acabou se estabelecendo aqui e evoluindo. Como simples bactérias, toda a vida suportou diversas condições horrendas e superou tudo se adaptando e mudando. Mas será que tudo foi tão simples assim? Foi tão bonito?
O fim, precede o começo…
Eu defendo que a vida acontece em ciclos. E esses ciclos tendem a se repetir inúmeras vezes. Não como é pregado na forma do destino, seria algo maior e mais imponente. Suas escolhas afetam a sua vida unitária, porém não afetam o andamento de todo um ciclo, o ciclo da vida. É um pouco confuso, mas basicamente o humano não é nada além de um ser insignificante em meio a um gigantesco emaranhado de eventos. Digamos que podemos unir isso ao fato de que nossa natureza pré-existente possa ser tão devastadora, que estamos a beira de vivenciar o fim do nosso ciclo.

Não me levem a mal, mas cada vez que olhamos para a história humana, vemos governantes e líderes lutando para ver quem tem mais poder e quem pode mais. O cheiro de enxofre e destruição impregna a nossa civilização. Morte, dor, manipulação e guerras. Tudo graças a ideais fajutos onde a maioria sempre domina a minoria e esmaga aqueles que não apoiam sua utopia governamental.
Como uma bactéria que se alimenta de carne humana, um parasita predador, a civilização humana nada mais é que um circo bem arquitetado que consome a si mesmo. Talvez a incerteza de que existam seres extraterrestres seja o verdadeiro controle. Quem dirá que os possíveis aliens não sejam uma estrutura sádica que se diverte em ver seres inferiores se auto destruírem?
A cultura ‘pop’ – O cinema

No mundo do entreternimento, durante uma boa época, fomos alimentados por diversos filmes que abordavam encontros extraterrestres. “Sinais”, “A coisa”, “Alien, o Oitavo Passageiro” e outros alimentaram a nossa imaginação sobre o tema. A verdade, é que raramente olhamos com bons olhos para aqueles que possivelmente moram acima de nós.
A cultura ‘pop’ – Games
No mundo dos games, temos desde sempre representantes do tema. Como o caso de “Space Invaders”, “Alien” e, claro, os mais recentes “Dead Space” e a série “Halo”. A série “Halo” segue a premissa desde 2001 da luta intergaláctica teocrática, onde habitantes conhecidos como Forerunners lutaram contra o parasita violento Flood. Este parasita, conseguiu controlar quase toda a galáxia, e por isso, uma arma de extinção em massa foi desenvolvida para parar com essa infestação. Anos mais tarde, com a galáxia re-populada, a humanidade começa a colonizar outros planetas, e com isso, uma aliança teocrática de aliens conclui que os humanos devem ser combatidos. E dessa história de resistência da humanidade, nasceu além da série de jogos a banda que sintetizou essa história.

Em “Dead Space” há a premissa de sobreviver ao ataque de organismos extraterrestres que consomem a carne e transformam o ser humano em algo totalmente diferente do que somos. O jogo ambienta perfeitamente o terror cósmico na possibilidade de uma raça extraterrestre que apenas consome algo e não tem planos bem arquitetados, apenas a sede por sangue e morte. Trabalhando como sua própria ascensão e queda, vemos na série de jogos como o ser humano se comporta ao encontrar algo tão destruidor e nocivo. A vida alienígena aqui, aparenta ser sem inteligência e repleta de instinto.
A Sombra da Intenção
Jovens apaixonados pelos seus jogos eletrônicos se uniram em 2013 para aquela que seria a virada de vida. Os americanos do Shadow Of Intent são liderados por Ben Duerr (vocais) e Chris Wiseman (guitarras e samples). Originários de Rhode Island, ambos são dois amantes da mais pura brutalidade sonora, e podemos ter certeza disso por ouvir “Primordial” de 2016. Nascido como um disco menos trabalhado, mas extremo e com quebras de tempo de invejar, o álbum de 2016 sintetiza as descobertas de dois jovens amantes do som que executavam.
Com temáticas voltadas para série “Halo“, o disco apresenta a história de uma forma enérgica e bem magistral. Tratando as guerras santas da serie como se deve, com bastante ódio e peso. As guitarras de Chris eram rápidas e potentes, a bateria de Matt Kohanowski (baterista da época) parecia um tanque de guerra e os vocais versáteis e extremamente brutais de Ben provaram a todos que a banda iria amadurecer e compor algo do nível que eles mereciam. “Primordial” está longe de se parecer um disco de estreia, onde geralmente as bandas parecem estar se acostumando com a ideia de tocarem em público. Pelo contrário, o disco possui algo que até mesmo muitas bandas veteranas não tem, aquele entrosamento entre os membros.

A união
Então, em 2017 sai o 2° disco da banda, o lindo “Reclaimer”. Um disco de 12 composições que mostra uma evolução incrível. Já em agosto de 2019, o mundo conhece “Melancoly”, um álbum que buscou sintetizar a brutalidade exacerbada da banda com o sentimento de melancolia. Aqui, o grupo já caminhava para alavancar a temática além do tema inicial. Com um olhar de crítica superior a algo televisivo ou jogável, o grupo criticava, atrás do véu sci-fy, a sociedade humana. Em 2022, o véu se irrompe e “Elegy” emerge como um urro de ódio e reprovação ao ideal humano. Como um verdadeiro ode a brutalidade, o disco consegue unir a cacofonia da guerra, com a deslumbrante síntese dos sentimentos. Literalmente apresentando ao ouvinte uma viagem por nuances diferentes e complexas, sem se tornar inaudível e maçante.
Algo ainda faltava, talvez um pouco de personalidade ou talvez algo que estivesse perdido no passado. Por fim, 3 anos após a concepção de um dos discos mais bem feitos de 22, “Imperium Delirium” irrompe silêncio. Sendo uma forma de junção entre o caos dos primeiros discos com a seriedade do último disco, os americanos conseguem aqui elevar o status de magnum opus de sua carreira. 12 composições irreparáveis e irretocáveis, que elevam a régua de espera a outro nível.
A arte e o conceito
“Imperium Delirium” é impressionante com o seu trabalho de artwork. A decadência é em forma de protesto visual. Com pessoas servindo sua própria cabeça como oferenda para aquele que aparenta ser o centro da obra, o provável governante, com sua coroa que não foi imposta, mas que emerge de sua cabeça como parte de si. Em conclusão, a capa trás alguns conceitos para nós que facilmente encontramos algumas observações:
- Tirania: imposta pelo símbolo acima da cabeça do ser central. Essa tirania é tão grande, que a coroa é parte de seu ser;
- Obediência cega: os súditos chegam a oferecer suas próprias cabeças para o ser, uma forma absurda de controle;
- Capacidade de raciocínio extinta: o uso das cabeças como forma de oferenda nos faz pensar sobre um tipo de controle mental, fazendo com que esses seres não precisem mais pensar para existir;
- Ancestralidade: o ambiente é cheio de crânios humanos antigos e decompostos, o que mostra a ideia de passado e ciclo vicioso;
- Impotência: alguns tem em suas mãos armas e parecem estarem prontos para o combate, mas a força controladora parece leva-los a abrir mão de toda e qualquer forma de luta;
Todos esses temas são expressos de forma lírica e audível nas composições. Contudo, a sonoridade agressiva nos faz dar atenção redobrada ao teatro apresentado. Dessa vez, expressando como as guerras e o controle político pode ser avassalador, Shadow of Intent nos apresenta o conceito de um inteligência ou forma que destrói, consome e brutaliza todo e qualquer sinal de vida. Uma bactéria senciente, uma consciência devastadora, uma colônia, uma semente, um artifício para apresentar o mal inerente do próprio homem.
A audição
O mal é expresso diretamente em “Prepare To Die” onde uma enxurrada de peso e velocidade inunda nossos ouvidos. Literalmente uma trilha sonora para um extermínio. As passagens passam a ideia de uma literal preparação para algo maior. Os vocais que externam o ódio, exprimem de forma única a literal falácia de que com guerra se conquista algo. A lírica da parte “I Send You To Your Doom… The Rats Will Feed on You!” se apresenta a nós como a maior verdade sobre a ganância humana.
Em sequência ouvimos o início da destruição, com “Flying The Black Flag”. A saudade que muitos tinham dos primeiros lançamentos do grupo foi sanada com essa composição. Com diversas partes mais cadenciadas, e voltadas para trabalhos vocais mais extremos remontam ao início da carreira dos americanos. Com letras voltando a domínios estelares sob a humanidade, a natureza genocida e pútrida de nossos seres é exposta, mostrando como tal mal é intrínseco do nosso âmago.
Em questão instrumental, precisamos dar os parabéns para as partes de guitarra, onde Chris demonstra que amadureceu demais em sua carreira, e por isso o som apresentado é mais encorpado. Como no caso de “Infinity of Horrors”, que tem uma construção mais atmosférica e densa, transmitindo a sensação de medo e horror. Ajudando bem nesta síntese, na sequência ouvimos “Mecanized Chaos”. A composição é como na época inicial da banda. Cheia de bases sincopadas, vocais mais graves, e uma bateria um pouco mais direta. Trazendo novamente a tona como a natureza pode ser cruel e maligna, como uma horda intergaláctica pode ser destruidora, ou como nós mesmos podemos nos exterminar.
Shadow Of Intent mostrando sua força
“They Murdered Sleep” apresenta um trabalho impecável de anos sendo posto em prática. Os vocais de Ben estão densos e mais audíveis, sinalizando o quanto a produção teve um avanço em comparação ao passado. Outra coisa que precisamos reforçar é a qualidade das linhas no solo, que mesclam a melodia ao peso exacerbado da faixa. Sinto um pouco de falta da linha de baixo neste disco, mesmo ela sendo usada apenas como suporte, não temos uma presença tão marcante.
Porém, seguindo a audição temos a excelente “The Facets Of Propaganda”, com bases mais cadenciadas e uma ambientação muito boa. A forma como a composição preenche cada espaço com algum tipo de sonoridade pegajosa, só abrilhanta mais ainda o lirismo que aponta como a propaganda é a alma do negócio, mesmo que esta seja falsa. Tudo fica ainda mais belo com a qualidade acima da média do solo apresentado.
Agora vamos falar de peixe grande
“Feeding The Meat Grinder” conta com a participação do reconhecido George ‘Corpsegrinder’ Fischer. A união dessas duas vozes poderosíssimas é incrível. Ouvir o gutural clássico de Fischer e logo depois os vocais diferenciados de Duerr é como um balé caótico e visceral. O instrumental acompanha o peso dessa criação. Denso, bruto e visceral, a bateria de Bryce simplesmente dispara como uma verdadeira chuva de projéteis. A guitarra segue a linha mais clássica do Death Metal, sem perder tempo e acrescentando o estilo do grupo em pontes e pequenas passagens. E como é de se esperar, uma letra que representa bem como seria a destruição da raça humana por algum tipo de organismo superior. Simplesmente sublime.
Em contrapartida, “Vehement Draconian Vengeance” explode em rapidez e brutalidade com vocais grotescos relembrando um pouco o que a escola de Alexi Laiho nos deu. As mudanças continuas entre estilos vocais simplesmente assombram, mostrando o quanto Ben continua evoluindo com o passar dos anos. É possivel perceber como esse garoto conseguiu moldar sua voz e obteve tamanha maturidade. Em comparação com os primeiros discos, onde percebemos uma maior brutalidade em sua voz, estes 2 últimos lançamentos apresentam um vocal mais condensado e extremamente esculpido a forma que ele mesmo busca. Outro detalhe é como a entrada de Bryce Butler na banda em 2020 foi acertada. O baterista combinou totalmente com a nova direção da banda, e por isso, foi um achado de peso para o grupo.
Ato final
“Beholding The Sickness Of Civilization” é um achado bem peculiar para o som do grupo, diria até que se trata de uma composição mais cadenciada e lenta. Talvez aquela que represente a calmaria em meio a pancadaria sonora que estamos ouvindo. Mas não se enganem, isso não significa que ouviram algo sem brutalidade. A mensagem da faixa também é magnifica e representa exatamente o que vivemos em nossos dias:
“They’ve come to fight
Cowards run and hide
Kill to survive
Beholding The Sickness Of Civilization
Ignite
Society collapsing from within”

Em meio ao caos vocal que encontramos, damos uma chance agora para os instrumentistas se mostrarem. “Apocalypse Canvas” é o instrumental que agracia nossa audição. Sem ser a faixa chata que atrapalha o entendimento do disco, aqui conseguimos ouvir o trabalho de um baixo impecável. Andrew apresenta suas linhas com uma facilidade e perfeição dignas de um mestre. Junto a isso conseguimos ouvir os trabalhos de teclados emprestados por Francesco Ferrini do Fleshgod Apocalypse, é importante dizer que Ferrini está desde o disco anterior auxiliando a banda com seus toques magistrais. No mais, essa composição nos prepara para o que virá em sequencia, “No Matter The Cost”.
O questionamento final – A resposta
Já se perguntou qual o preço pago pela ganancia de muitos? Essa é aquela faixa que nos faz questionar a nossa lealdade e nossa subserviência. Será que realmente vale a pena?
“No number too high for my desires
No matter the cost, though we are at a loss”
Tudo o que fazemos é para nós mesmos, ou servimos apenas de peões para realizar a vontade de outros? Será que não estamos apenas pintando a tela de um plano maior com nosso suor e sangue? Questionamentos e mais questionamentos são abrangidos por essa composição simples, mas tocante.
“I please
Then looking deeper, back into the genesis
Was it all worth it?
Still I am longing”

Finalmente, a resposta por todos os questionamentos apresentados pelo lirismo do disco agora é vista por nós. “Imperium Delirium” nos remonta a destruição da sociedade humana com um pouco de culpa sobre cada um de nós. Passagens pesadas como:
“Every step leaves an orphan
Bestowers of destruction, heartlessness
Leaving the world aghast, the infamous saviors of all
Infernal souls of a privileged waste, of perverted patriots recycling disgrace
Whilst shrouded in opulence, Imperium Delirium”
Esse é a verdadeira essência humana, a falta de amor e empatia causa em ampla escala uma desolação e ações jamais esquecidas. A resposta para tudo é que o controle não vem de um força intergaláctica que busca o caos. As palavras ditas são claras:
“As a matter of fact, not monsters, but men have proselytized the populace to accept absolute control”
O questionamento final – Em conclusão
Nós somos os monstros, nós somos o próprio mal encarnado. O ser humano desde seu principio como sociedade foi responsável pela sua própria derrota. Quando percebemos que não somos parte daqueles que decidem o futuro de seus semelhantes somos tomados pelo medo e ódio, mas não podemos fazer nada. Como insetos que facilmente são exterminados, o ser humano é nada mais que aquele que julga e condena a seu semelhante. Quantas guerras foram feitas simplesmente pelo capricho de governantes? Quantas vidas foram perdidas pelo simples desejo egoísta? Os verdadeiros monstros não se escondem acima ou abaixo, eles convivem conosco, eles são como nós.
“Imperium Delirium” não somente é um ode a carreira do Shadow Of Intent, mas também é um show a parte de como o lirismo influencia e muito na concepção de uma obra. Aqui temos os questionamentos mais sombrios que existem sendo jogados em nossa cara e apresentados cruamente. Basicamente dizendo ‘não busque desculpas para sua natureza podre’. Musicalmente falando, a evolução e amadurecimento sem perder a essência é simplesmente de dar orgulho e esperança na nova geração. O quarteto ainda tem muito a apresentar, e nós ficamos felizes por isso!
Nota: 9,0
Integrantes:
- Chris Wiseman (guitarra, backing vocals)
- Ben Duerr (vocais)
- Andrew Monias (baixo)
- Bryce Butler (bateria)
- Francesco Ferrini (teclado – membro de sessão)
Faixas:
- Prepare to Die
- Flying the Black Flag
- Infinity of Horrors
- Mechanical Chaos
- They Murdered Sleep
- The Facets of Propaganda
- Feeding the Meatgrinder
- Vehement Draconian Vengeance
- Beholding the Sickness of Civilization
- Apocalypse Canvas
- No Matter the Cost
- Imperium Delirium