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Resenha: Saxon – “Hell, Fire & Damnation” (2024)

“Hell, Fire and Damnation” é o vigésimo quinto full lenght do Saxon, banda britânica de Heavy Metal, a qual passou a ter destaque enquanto o movimento NWOBHM estava em plena expansão, entre o final da década de 70 e o início da década de 80. No entanto, para quem não sabe, Saxon nasceu em 1970, na cidade de Barnsley, South Yorkshire. Porém antes de se ser Saxon, houve outros nomes, Blue Condition, SOB e Son Of Bitch. Finalmente, em 1978, o quinteto passou a se chamar Saxon e assim permanece até o presente.

   


O sucessor do elogiado “Carpe Diem” (2022) chegou no dia 19/1/2024, saciando, enfim, a expectativa que já durava desde o anúncio de seu lançamento e, principalmente, após a disponibilização do videoclipe da faixa título, “Hell, Fire and Damnation”.

Saxon / Divulgação / Line-up 2024 / Facebook

Música & Letra

Sem surpresa alguma, Saxon se destacou mais uma vez nesse álbum por sua já consolidada receita de Heavy Metal. Embora sempre haja em cada lançamento, uma ou duas canções que tragam um tempero diferente para a mesma fórmula, não há grandes novidades. Contudo, da maneira competente que o quinteto faz a sua música, seguir assim significa, simplesmente, “não alterar o time que está ganhando”.

Em relação às letras, apesar do Saxon sempre se destacar também nessa parte, confesso que “Hell, Fire and Damnation” trouxe algo ainda mais convicente. Obviamente, não vamos falar de todas as letras, mas vamos destacar pelo menos três que merecem referência.

“The Prophecy” (Intro) + “Hell, Fire And Damnation”

A introdução “The Prophecy” nada mais é que um prenúncio para a faixa título que começa logo após. “Hell, Fire And Damnation” é o tipo de canção que tem a cara do Saxon, já que tem riffs certeiros, refrão pegajoso e solos incríveis. A dupla de guitarristas, formada por Doug Scarratt e o recém-chegado membro, Brian Tatler (Diamond Head), mandou bem demais. Preciso mencionar ainda, que Tatler nem parece ser o mais novo membro do line-up, pois seus solos representam o verdadeiro espírito do Saxon que sempre conhecemos.

Mencionamos, anteriormente, que destacaríamos algumas das letras nessa resenha. Pois bem, a faixa que batiza o disco é uma delas. De acordo com que o vocalista Biff Byford disse em uma notícia que publicamos no dia 23/11/2023, a ideia da letra dessa canção tem inspiração em sua infância e sua cidade natal.

“Quando eu era menino, meu pai costumava dizer isso quando estava com raiva: ‘Inferno, fogo e maldição, o que você está fazendo agora?!’ Sempre que eu fazia algo errado, como esculpir desenhos na mesa da cozinha. O ditado tem a ver com ‘Yorkshire’ hoje em dia.”

“Madame Guillotine” e a “Queda da Bastilha”

A mágica introdução de “Madame Guillotine”, através do baixo de Nibbs Carter, exala o puro Heavy Metal na atmosfera, assim que as duas guitarras, bateria e o vocal de Byford invadem o cenário. Ainda que esse álbum seja uma compilação de ótimos temas, “Madame Guillotine” é a minha favoritíssima, inclusive, me fazendo lembrar a sonoridade dos primórdios do Saxon, que aprecio, demais.

Além da música “Madame Guillotine” fazer a diferença para mim no atual registro do Saxon, sua letra, igualmente, me impressionou. A maneira com a qual a banda trata o evento histórico da Revolução Francesa, inegavelmente, me fez sucumbir à grandiosidade da obra. Dessa forma, diante dessa admiração, inclui “Madame Guillotine” no quadro que temos aqui no Mundo Metal, “Música e Letra”.

Paul Quinn / Reprodução / – Apesar de ter anunciado sua aposentadoria, seu legado no Saxon jamais pode ser esquecido.

“Fire and Steel” + “There’s Something in Roswell”

“Fire and Steel” representa aquelas canções do Saxon que são, ao mesmo tempo, pesadas e volozes, com um pé dentro do Speed Metal, ou se quisermos ser minuciosos ao extremo, Speed/Heavy Metal. Em seguida, temos “There’s Something in Roswell”. Nesse caso, destacamos também a letra, além da música.

Para quem não ainda não sabe muito, o caso Roswell aconteceu na América no ano de 1947, pois nessa época havia vários relatos acerca de discos voadores sobre os Estados Unidos. Certo dia, um objeto caiu no estado do Novo México, sendo resgatado pelo exército americano, logo depois. A mídia tratou, rapidamente, como o resgate de um dia voador, contudo, o exército disse que não passava de um balão meteorológico comum. Mas, obviamente, essa explicação não convenceu a população de forma unânime, sendo assim, há muitas teorias da conspiração que dão outras versões sobre o caso.

“There’s something in Roswell / We don’t believe the lies / There’s something in Roswell / It’s fallen from the sky”

“Kubla Khan and the Merchant of Venice” / “Pirates of the Airwaves”

A metade final do álbum começa com “Kubla Khan and the Merchant of Venice”, que do mesmo modo que “Fire And Steel”, é uma canção rápida, pesada e muito atrativa. Logo em seguida, temos “Pirates of the Airwaves”, que por sua vez, é um híbrido entre Hard Rock é Heavy Metal, que comumente chamamos de Hard’n’Heavy. A propósito, esse tipo de sonoridade é presente nas composições do Saxon desde o princípio. Inclusive, houve uma época em que a banda se rendeu completamente ao Hard Rock, mas esse assunto não é próprio para o momento.

Saxon / New Line-up / Divulgação / Facebook

Trinca final

   

A canção “1066” é recheada de riffs simples, melodias envolventes, assim como solos de guitarra que estão acima do bem e do mal. A sua letra menciona fatos históricos referentes a Inglaterra. Já “Witches of Salem”, por sua vez, também retrata um fato histórico que ocorrera na América em seu período ainda colonial. No estado americano de Massachusett, na cidade costeira de Salem, entre o período de 1693 e 1694, ou seja, ainda na Idade Média, quase 300 pessoas receberam acusação de bruxaria, sendo que vinte delas foram executadas.


A faixa “Super Charger” foi a responsável pelo encerramento da excelente obra fonográfica do Saxon, “Hell, Fire & Damnation”, que deve frequentar as listas no final de 2024, embora ainda seja cedo demais para tal afirmação. Ainda que “Hell, Fire & Damnation” tenha recebido, logo de cara, uma crítica injusta e mal elaborada, com argumentos pífios e não condizentes com os fatos históricos do quinteto, Saxon deve se orgulhar de mais essa bola dentro em sua carreira.

Curiosidades:

  • 1.A banda brasileira de Heavy Metal, Harppia, em seu EP “Ferro e Fogo” (1985), lançou um canção sobre o mesmo tema que “Witches of Salem”, chamada “Salém, Cidade das Bruxas”.
Brian Tatler / Saxon & Diamond Head / Photo by: C Brandon 

  • 2.Brian Tatler, membro fundador do Diamond Head, substituiu o guitarrista do Saxon de longa data, Paul Quinn, mas ainda assim, sua banda original continua na ativa. Seu lançamento mais recente, inclusive, foi ”Lightning to the Nations 2020”, regravação que comemorou o aniversário de quarenta anos do debut.

Nota: 9,3

Integrantes:

  • Biff Byford (vocal)
  • Nigel Glockler (bateria)
  • Nibbs Carter (baixo)
  • Doug Scarratt (guitarra)
  • Brian Tatler (guitarra)

Faixas:

  • 1.The Prophecy
  • 2.Hell, Fire and Damnation
  • 3.Madame Guillotine
  • 4.Fire and Steel
  • 5.There’s Something in Roswell
  • 6.Kubla Khan and the Merchant of Venice
  • 7.Pirates of the Airwaves
  • 8.1066
  • 9.Witches of Salem
  • 10.Super Charger

Redigido: Cristiano “Big Head” Ruiz

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Comentários

  1. O Saxon poderia muito bem ter acabado depois de Carpe Diem… Não vejo razão para este novo álbum Hell Fire & Damnation ter sido lançado, já que hoje a banda está meio “vazia” sem a presença de Paul Quinn. Enfim, um bom disco apenas para cumprir tabela e nada mais, talvez este venha a fechar dignamente a longa trajetória da banda, e com uma chave de prata!

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