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Resenha: Necrophobic – “In the Twilight Grey” (2024)

“In the Twilight Grey”, décimo full lenght da banda sueca de Death/Black Metal, Necrophobic, chegou ao mundo, no dia 15/3/2024, pelo selo Century Media Records, a fim de registrar mais uma página na história dessa importante instituição da música extrema europeia. Desde que iniciou suas atividades em 1989, na cidade de Estocolmo, lançando como seu primeiro registro, o EP “The Call” (1983), Necrophobic é sinônimo de qualidade, quando o assunto é Metal extremo. Atualmente, Joakim Sterner (bateria), Anders Strokir (vocal), Sebastian Ramstedt (guitarra), Johan Bergebäck (guitarra) e Tobias Cristiansson (baixo) são os responsáveis por dar continuidade a esse legado e essa discografia.

   
Necrophobic / Divulgação / Facebook

Pouco menos de quatro anos separam “Dawn of the Damned” de seu sucessor, o mais recente registro, “In the Twilight Grey”. Nesse hiato, houve uma pandemia que tentou dizimar o mundo e a troca de um integrante. Por conta de tudo isso, como será que Necrophobic se saiu em seu décimo álbum completo? Essa resposta, iremos ter logo em seguida, através da audição e análise das canções.

Um início infernal

Assim que soam os primeiros acordes de “Grace of the Past”, já temos certeza que estamos diante de mais um grande trabalho do Necrophobic. Iniciando com uma canção que agrada, ao mesmo tempo, fás de Death e Black Metal, não há possibilidade de não se animar com a audição. Já a princípio, a dupla de guitarristas Sebastian Ramstedt e Johan Bergebäck nos deixa boquiabertos com seus riffs certeiros e seus solos que equilibram melodia, agressividade e técnica.

Da mesma forma, “Clavis Inferni” segue a aquecer a temperatura da audição. Em meio a ainda mais peso e velocidade, Anders Strokir impõe o estilo do seus vocais, os quais colaboram para a criação dessa avassaladora sonoridade desde os primórdios da banda. Antes que nos esqueçamos, nos obrigamos a elogiar a cozinha, tanto o baterista Joakim Sterner, quanto o estreante baixista Tobias Cristiansson, já que juntos, ambos constroem um alicerce capaz de dar suporte a todo o peso das composições do Necrophobic.

Anders Strokir / Necrophobic Facebook / Reprodução

Em seguida, encerrando com perfeição o primeiro tridente malígno, “As Stars Collide” é ainda mais formidável que suas antecessoras, dando ao disco uma atmosfera tão sombria quanto a do planeta Júpiter.

Núcleo esmagador de almas – Singles

Entre a calmaria e a tempestade, “Stormcrow” se destaca justamente pela alternância de sua dinâmica ritmíca, dessa forma, passeando entre o inferno e o purgatório em uma viagem única. Os solos de guitarra parecem evoluir o seu nível de qualidade a cada nova canção, mas sem perder a violência sonora que é característica do quinteto sueco.

Joakim Sterner / Necrophobic Facebook / Reprodução

Logo depois, um dos singles, “Shadows of the Brightest Night”, dá sequência, em altíssima classe, à audição, mergulhando mais profundamente no universo Black Metal. Embora essa forte característica se misture, alguns intantes depois, a outros elementos presentes em outros subgêneros e que tornam essa faixa mais tão diversificada quanto as demais. Belos solos de guitarra servem como introdução do outro single, “Mirrors of a Thousand Lakes”, uma das composições mais aceleradas do atual registro, enquanto na parte lírica, somos agraciado com trechos assim:

“Eu posso ver o diabo / Eu posso ver a fera / Sua respiração, sua ira e olhos de fogo desdenhosos / Eu posso ver o diabo / Eu posso ver a fera / Se eu olhar nos espelhos de mil lagos / Tudo o que verei é que o diabo sou eu.”

Necrophobic / Divulgação / Metal Archives

Inferno apoteótico

Soando a princípio como Thrash/Death, “Cast In Stone” ganha, paulatinamente, outros ingredientes, os quais ajudam a adicionar a cereja desse bolo maldito. Como resultado, nasce nossa canção favorita do disco em questão, obviamente, eleita após inúmeras audições consecutivas.

Perto do fim, “Nordanvind”, que salienta uma linha de baixo fantástica do debutante Tobias Cristiansson, propicia, certamente, o momento mais cadenciado da obra. Antes que alguém tire uma conclusão equivocada, essa menção, de maneira alguma, passou perto de ser uma crítica negativa.

Necrophobic / Reprodução / Facebook

Finalmente, chega a vez da faixa que intitula o atual lançamento do Necrophobic. Geralmente, quando as bandas colocam canções que intitulam seus trabalhos mais para o fim das track lists, elas, decerto, são excelentes ou têm algo de especial. “In the Twilight Grey” não foi uma das exceções a essa regra, pois ela carrega consigo toda a qualidade e alto nível que a audição desse disco nos trouxe. Ou seja, não só é imperdível, como pode e deve ser repetida várias vezes.

Já o tema instrumental que encerra o disco, “Ascension (Episode Four)”, talvez provavelmente, seja a continuação de uma sequência de faixas presentes no álbum “Dark Side”, de 1997. São elas: “Venaesectio (Episode One)”, “Descension (Episode Two)” e “Nifelhel (Episode Three)”.

   

Congratulations, Necorphobic!

Nota: 9,2

Integrantes:

  • Joakim Sterner (bateria)
  • Anders Strokir (vocal)
  • Sebastian Ramstedt (guitarra)
  • Johan Bergebäck (guitarra)
  • Tobias Cristiansson (baixo)

Faixas:

  • 1.Grace of the Past
  • 2.Clavis Inferni
  • 3.As Stars Collide
  • 4.Stormcrow
  • 5.Shadows of the Brightest Night
  • 6.Mirrors of a Thousand Lakes
  • 7.Cast in Stone
  • 8.Nordanvind
  • 9.In the Twilight Grey
  • 10.Ascension (Episode Four)

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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