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Resenha: Messiah – “Christus Hypercubus” (2024)

“Christus Hypercubus” é tão somente o sétimo full lenght da discografia da banda suiça de Death/Thrash, Messiah, ainda que sua fundação tenha ocorrido no ano de 1984, na cidade de Baar/Zug. O sucessor de “Fracmont” chegou, portanto, quase quatro anos após seu lançamento, no dia 1/3/20224, pelo selo High Roller Records. Nesse hiato, em 2022, ocorreu o falecimento de Andy Kaina, vocalista de longa data, vítima de um ataque cardíaco, no ano de 2022. Kaina estava no line-up desde que a banda retornou às atividades pela primeira vez, em 1990. Ele gravou quase todos os registros, salvo os dois primeiros full lenghts, os quais foram lançados antes de sua entrada. Logo após o seu falecimento, Marcus Seebach assumiu o seu lugar e o Messiah pode seguir firme o seu caminho na música extrema.

   

Atualmente, os seguintes músicos compõe o line-up do quinteto suiço: R B Brögi (guitarra), Patrick Hersche (baixo), Steve Karrer (bateria), Marcus Seebach (vocal) e V O Pulver (guitarra).

MESSIAH / Photo By: Markus Roth

O novo frontman

Antes de mais nada, posso garantir que o trabalho do novo frontman, Marcus Seebach, honrou o legado que o saudoso Andy Kaina deixou. Dessa forma, superou-se a principal preocupação que ocorre quando uma formação perde um integrante veterano, seja por falecimento ou por separação, que é a adaptação à sonoridade. Assim sendo, tudo certo no campo das vozes, as quais emanam o Metal da Morte que é obra do Messiah.

Início – “Sikhote Alin” (single)

Assim que apertamos o play, uma pequena introdução macabra traz “Sikhote Alin” dos mundos infernais até a superfície. Já inicialmente, notamos as frases destruidoras do baixo Patrick Hersche atuando em conjunto com a bateria de Steve Karrer. Apesar da moderna e elogiável produção de estúdio, a cozinha, baixo + bateria, soa como a velha escola do Death Metal europeu.

Como já dissemos anteriormente, o trabalho do debutante vocalista, Marcus Seebach, está impecável. E finalmente, falando sobre as guitarras, do remanescente do line-up original, R B Brögi, e do novato V O Pulver (Poltergeist), temos aqui riffs pesados e solos que cultivam feeling e melodia.

“Christus Hypercubus”

Em seguida, é a vez da minha favorita do disco, “Christus Hypercubus”. A faixa título, exceto pela produção, soa completamente old school, com destaque absoluto para as guitarras de Brögi e Pulver, que ao mesmo tempo soam sombrias e belas, sem abrir mão da brutalidade absoluta. Dois singles ganharam versão em videoclipe, “Sikhote Alin”, assim como “Christus Hypercubus”.

E a vez do Death/Thrash – Death/Doom – Death/Thrash

Desde o início da audição, “Once upon a Time… Nothing” é a primeira canção cuja classificação Death/Thrash serve com exatidão. Ainda assim, notamos nela variações rítmicas e dinâmicas incomuns nesse subgênero. Em contrapartida, podemos definir “Speed Sucker Romance”, sem nenhum medo de equívoco, como Death/Doom.

Essa sequência de canções fomentam um grandioso momento na audição, pois os ouvidos experimetam mudanças extremas de aceleração, as quais tornam tudo ainda mais especial.

Logo após, a velocidade e a violência sonora voltam a imperar com o início de “Centipede Bites”, trazendo o Death/Thrash de volta ao campo de batalha, o qual batizaram de “Christus Hypercubus”.

Parte Final

“Please Do Not Disturb (While I’m Dying)” é um curto tema que serve de introdução para faixa que vem em seguida, “Soul Observatory”, que na verdade é uma espécie de continuação dela mesma. Já que os último segundos de “Soul Observatory resgatam o clima que se iniciou em “Please Do Not Disturb (While I’m Dying)”. Em suma, as duas canções poderiam ser uma única, sem problemas.

Não fosse a faixa título, “Acid Fish” é que seria a minha favorita do disco, já que a mesma carrega o solo de guitarra mais bonito do registro, sendo a cereja do bolo do mesmo. Entretanto, como eu já disse, nenhuma canção conseguiu superar aquela que deu nome ao sétimo full lenght da carreira do Messiah.

“The Venus Baroness I & II”

   

A sequência “The Venus Baroness I & II” foi a responsável pelo encerramento desse excelente registro, trazendo consigo toda qualidade que já nos demos conta em todas as suas antecessoras. Por mais que ambas não tragam novidades sobre a fórmula utilizada nas demais composições, há nelas um clima especial, a fim de dar a clausura da obra a mesma excelência presente em sua abertura.

Congratulations Messiah, your seventh album deserves nothing but praise!

Nota: 9,1

Integrantes:

R B Brögi (guitarra)
Patrick Hersche (baixo)
Steve Karrer (bateria)
Marcus Seebach (vocal)
V O Pulver (guitarra)

Faixas:

1.Sikhote Alin
2.Christus Hypercubus
3.Once upon a Time… Nothing
4.Speed Sucker Romance
5.Centipede Bites
6.Please Do Not Disturb (While I’m Dying)
7.Soul Observatory
8.Acid Fish
9.The Venus Baroness I
10.The Venus Baroness II

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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