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Resenha: Kvaen – “The Formless Fires” (2024)

“The Formless Fires” é o terceiro full lenght da discogradia do Kvaen.

   

Introduzindo Jacob Björnfot & Kvaen

Em fevereiro de 2020, o mundo da música conheceu “The Funeral Pyre”, álbum de estreia do Kvaen, banda sueca capitaneada pelo multi instrumentista Jacob Björnfot. Mais que um disco de estreia, “The Funeral Pyre” é um trabalho primoroso calcado no Black Metal, mostrando como o estilo deve (ou deveria) soar. Ou seja, ríspido, agressivo, violento e devastador.

Dois anos após o referido “debut de estreia” (piada externa), Jacob brinda os fãs do estilo com “The Great Below”, segundo registro da carreira, e um disco que traz pequenas mudanças na sonoridade da banda. Embora haja essas “mudanças” presentes no disco, é importante salientar que trata-se de um trabalho calcado no Black Metal, cuja essência permanece intacta em composições que deixam claro a proposta musical de Jacob e seu Kvaen.

Jacob Björnfot / Kvaen / Reprodução / Facebook

Trazendo uma sonoridade a qual podemos classificá-la como equilibrada, haja visto algumas composições soarem mais contidas, menos agressivas (em alguns momentos), e até “experimental” se comprado ao seu antecessor, o disco soa diferente em alguns momentos. Porém é preciso deixar claro que as mudanças ocorreram apenas nas melodias e no andamento de algumas canções. Já que em se tratando de vocais, nada, absolutamente nada mudou, e Jacob continua urrando tal qual um urso sendo degolado sem dó ou piedade.

“The Formless Fires”

Mantendo o intervalo de dois anos entre um trabalho e outro. Eis que a banda se prepara para o lançamento de “The Formless Fires”, terceiro registo de inéditas que chega justamente dois anos após o supracitado “The Great Below”.

Previsto para o próximo dia 21 de junho, que por acaso é amanhã, “The Formless Fires” conta com oito faixas inéditas, distribuídas em pouco mais de 39 minutos de duração. Nós tivemos acesso em primeira mão ao novo material que assim como seus antecessores, promete elevar ainda mais o nome do Kvaen na cena Black Metal da atualidade, e claro, da Suécia, que a muito, transformou-se em um celeiro importante para a música pesada.

Jacob Björnfot / Kvaen / Reprodução / Facebook

O conteúdo musical e influências do novo disco

Analisando atentamente as novas composições, é possível dizer que o novo trabalho, assim como seus antecessores, apresenta referências e influências de nomes consagrados do Metal extremo mundial e evidentemente da cena do Metal extremo sueco.

Se nos dois registros anteriores, a banda apresentou influências de nomes como Vintersorg, Satyricon, Lord Belial, Borknagar e outros. Aqui, Jacob parece ter inegavelmente bebido na fonte de nomes como Insomnium, Uada, Austere, Dark Funeral, Naglfar, Watain, Gorgoroth, Hypocrisy (antigo), Dissection e Dismember da fase inicial da carreira.

Claramente, a sonoridade apresentada em “The Formless Fires” parece seguir os mesmos passos do primeiro registro da banda. Haja visto as novas composições seguirem a mesma linha musical (e agressiva) apresentada no supracitado álbum de estreia. Pois, o novo disco mergulha fundo em uma atmosfera sombria e profana emanada pelos vocais monstruosos de Jacob.

Recado para os TROOZAUMS

Ainda no campo de comparações, o novo registro segue a mesma linha de produção soberba, tal qual seus antecessores. Antes que a ala mais xiita do Black Metal, aquela que arranha azulejos com produções pífias, que mais parecem um enxame de abelhas desafinadas tentando formar um coral, comecem a tecer comentários sem nenhum fundamento. É preciso, antes de mais nada, deixar claro que o fato de um disco de Metal extremo apresentar uma produção de alto nível, não quer dizer que a banda “se vendeu” ou se distanciou de suas origens. A propósito, este argumento, é no mínimo uma das maiores imbecilidades vindas daqueles que acham que a banda precisa carregar consigo a chamada Síndrome de Vira-Latas. Caso contrário, ela passa a ser vista como algo irrelevante perante a visão desses senhores.

Mais detalhes sobre “The Formless Fires”

Voltando ao disco: mais uma vez, a genialidade de Jacob Björnfot faz-se presente em um trabalho onde o mesmo fora o responsável por quase todos os instrumentos. Não fosse a presença de Frederik Andersson, baterista conhecido por trabalhos ao lado do Amon Amarth, e que aqui executa um excelente trabalho, teríamos mais uma obra musical totalmente centrada e criada pela mente brilhante do jovem músico.

   

Além de Frederik Andersson, o disco ainda conta com participações especiais de Sebastian Ramstedt e Chaq Mol, respectivamente guitarristas das bandas Necrophobic e Dark Funeral.

Novas composições do faz tudo Jacob Björnfot

Hora de mergulhar nas águas negras de “The Formless Fires”. O album abre com a faixa que dá nome ao disco e também contemplada com um videoclipe. Em seguida, vem as estupendas “Traverse The Nether” e “Tornets Sång”. Desse modo, fechando a trinca que sem nenhum pudor pode ser considerado como uma das mais belas, apresentadas em um disco de Black Metal.

N sequência vem “The Ancient Gods”. Essa faixa, da mesma forma, ganhou videoclipe e abre o segundo ato, além da segunda trinca completada por “Bassilisk” e “De Dödas Sång”. Duas pedradas que acertam em cheio o ouvinte, Se o disco terminasse aqui, então ele já teria cumprido seu papel. Aliás, não se deixe enganar pelo inicio de “De Dödas Sång”, com seus violões suaves e serenos, os mesmos que nos fazem imaginar que se trata de uma música suave e romântica, daquelas onde, em um ato de cavalherismo, convidamos a dama para uma dança. Esqueça, você acaba de cair numa pegadinha.

Os momentos finais são precedidos pela espetacular “The Perpetual Darkness”, em minha humilde opinião, uma das músicas mais belas do Kvaen, com um solo belíssimo de guitarras e séria candidata a “hit do verão” nos shows da banda.

Dica: após o final, aperte a tecla REPEAT! Repita a operação dez vezes consecutivas.

Resumo em uma palavra: Perfeita!

Kvaen / Reprodução / Facebook

Apoteóse perfeita como o restante do disco

A missão de encerramento ficou à cargo da não menos estupenda “The Wings Of Death”, responsável por fechar em alto estilo um dos melhores trabalhos de Black Metal lançados até o momento, e um forte candidato a integrar a lista de “Melhores do Ano” da categoria.

Em mais um lançamento de altíssimo nível, Kvaen mostra claramente que ainda tem muita lenha pra queimar, e que um disco de Black Metal não precisa ser mal gravado, na tentativa de agradar. Ao contrário, ele pode ser curto, simples, bem gravado e muito bem produzido sem soar “pop” ou “comercial”.

Citar algo negativo em “The Formless Fires”, além de soar como heresia, soa também como insanidade absoluta, haja visto tratar-se de trabalho honesto, coeso e muito bem composto pela mente fértil do jovem Jacob Björnfot, o gênio por trás da espinha dorsal do Kvaen.

O plano futuro, de acordo com Jacob, é colocar a banda na estrada participando de festivais e turnês. Pois, agora, há um time de músicos ocupando os respectivos cargos de guitarristas (Kristian Gustavsson e Rasmus Rova), baixista (Per Lindström), e baterista (Fredrik Andersson).

   

Nota: 9,3

Integrante:

Jacob Björnfot (tudo)

Faixas:

  • 1.The Formless Fires
  • 2.Traverse the Nether
  • 3.Tornets sång
  • 4.The Ancient Gods
  • 5.Basilisk
  • 6.De dödas sång
  • 7.The Perpetual Darkness
  • 8.The Wings of Death

Redigido por: Geovani “pontapé dolorido nas bolas” Vieira

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