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Resenha: Konquest – “The Night Goes On” (2021)

Iron Oxide Records

Poucas coisas têm me deixado em estado de felicidade no mundo atual, mas no Metal, em se tratando de produção de material, em todos os seus subgêneros, essa realidade é oposta. Dentro de toda essa produção de qualidade que tem surgido, as dos One-Man-Bands têm me chamado a atenção de maneira especial. O Metal italiano conquistou e tem conquistado cada vez mais espaço nas últimas décadas. No ano passado, tive a oportunidade de resenhar o debut da banda Crystal Skull, “Ancient Tales”, que apresenta um Power Metal de qualidade produzido de forma integral pelo músico Claudio The Reaper. Logo no início de 2021, outro One-Man-Band da Itália me impressionou ainda mais. O vocalista/instrumentista Alex Rossi gravou sozinho o álbum de estreia do projeto de Heavy Metal tradicional, Konquest. O disco, “The Night Goes On”, que foi lançado no dia 8 de janeiro pelo selo Iron Oxide Records, tem sonoridade, nitidamente, influenciada na primeira onda de Heavy Metal dos anos 70.

   

Alex Rossi possui incontestável talento e competência. Ele é ótimo vocalista, baixista, baterista e, principalmente, guitarrista, pois seus riffs, bends e solos energizam a alma dos amantes de Heavy Metal. Confesso que a primeira vez que ouvi o bonito tema instrumental de abertura, “Theme of the Konqueror”, achei que se tratasse de um disco mais comum, sensação que desfiz, definitivamente, logo na segunda audição. A faixa título, “The Night Goes On“, tem a energia da qual eu preciso para os atuais dias de trevas e dúvidas. Uma canção perfeita, simples assim! Riffs marcantes e refrão que seduz e carimba o espírito. Todas as qualidades musicais de Alex Rossi, já supracitadas por mim no início desse parágrafo, são evidentes nessa música, a qual batiza o seu debut.

Reprodução / Facebook / ALEX ROSSI

O ritmo de marcha que introduz “Too Late”, juntamente com a melodia de guitarra, fornecem luz a um coração sem esperança. A música de Alex Rossi me faz muito bem. “Keep Me Alive” é tão fascinante quanto à canção que intitula o full lenght. Alex emana tanta energia de Heavy Metal que deixa minha aura envolta e brilhante. O solo de guitarra de “Keep Me Alive” é o mais lindo do disco. Essa atmosfera maravilhosa não vai mudar a realidade que tanto machuca, mas a alivia durante o período de sua duração. Outro tema instrumental, “Fall of the Konqueror“, destaca os arranjos de baixo e ao contrário da faixa de abertura que demorou um pouco para me convencer, essa já fez a minha cabeça logo de cara. Um tutorial de como Heavy Metal deve ser.

“Helding Back the Tears” tem um riff poderoso, um solo que esbanja feeling, um baixo cheio de consistência e o melhor refrão do disco. Mais alívio chega para as feridas do meu espírito. Minha canção favorita do trabalho, formando poderosa trinca com “Keep Me Alive” e “The Night Goes On”. “Heavy Heart” é mais cadenciada e por alguns segundos a sonoridade da banda espanhola Barón Rojo me veio à mente, mas não sei explicar a razão. Rossi não deixa a vibe baixar em um único segundo sequer, mantendo a qualidade e o interesse do ouvinte durante toda a duração do disco.

O trabalho de estreia de Alex Rossi, “The Night Goes On”, encerra com a música “The Vision”. Ela resgata a pegada das primeiras faixas, usando de forma impecável todos os ingredientes contidos nessa obra. Espero sinceramente que os amantes de Heavy Metal não deixem essa pérola passar sem que a percebam ou lhe deem ao menos uma chance.

Divulgação / Facebook / KONQUEST (Ita)

Em um mundo no qual uma parte deveria ouvir a outra para chegarem juntos a uma ideia nova, um pouco de luz em toda essa escuridão é necessária. “The Night Goes On” fornece essa fagulha para as almas que concedam permissão para tal.

Aprovado e indicado para fãs de Heavy Metal tradicional.

Nota: 9,0

Integrantes:

  • Alex Rossi (vocal / instrumentos)

Faixas:

  • 1.Theme of the Konqueror
  • 2.The Night Goes On
  • 3.Too Late
  • 4.Keep Me Alive
  • 5.Fall of the Konqueror
  • 6.Helding Back the Tears
  • 7.Heavy Heart
  • 8.The Vision

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

CONFIRA A RESENHA DO ÁLBUM “TIME AND TYRANNY” (2022):

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