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Resenha: Inhuman Condition – Fearsick (2022)

Listenable Insanity Records

Pouco mais de um ano se passou, desde que o Inhuman Condition fez sua estreia com o destruidor “Rat°God”. Para quem ainda não conhece, trata-se do projeto idealizado pelo guitarrista Taylor Nordberg (The Absence, Deicide) e o baterista Jeramie Kling (The Absence, Venon Inc), aliados ao lendário baixista Terry Butler (Ex-Six Feet Under, Ex-Massacre, Obituary) com a missão de trazer o mais puro Death Metal old school que se pode encontrar na atualidade.

   
Inhuman Condition/Reprodução

Deixemos bem claro desde o inicio, que “Fearsick”, segundo full-lenght da banda lançado no último dia 15 de julho, nos traz a exata mesma proposta que nos foi apresentada em seu antecessor, com talvez um pouco mais de “confiança no taco”, por assim dizer, e novamente a arte do disco é assinada pelo artista Dan Goldsworthy, dando uma sugestiva sensação de continuidade da arte do álbum anterior.

Dan Goldworthy Artwork

Como bem sabemos, o apreciador de Rock/Metal adora traçar paralelos e analogias, então digamos que “Fearsick” seja algo como um “The End Complete”(1992) do Obituary, talvez “Transcend The Rubicon”(1993) do Benediction, ou até “The Last One On Earth”(1992) do Asphyx. Todos esses exemplares citados sucedem discos excelentes e clássicos seminais do Death Metal, se mantendo fervorosamente fiéis a sua proposta sonora e com uma criatividade altamente afiada.
Mas é necessário entender que estou usando estes álbuns, especificamente, como uma forma de analogia e não digo que “Fearsick” esteja no mesmo patamar dos discos citados acima… Apesar de ser um registro que faz total justiça as raízes do Death Metal.

Indo direto ao assunto aqui, dividiremos o registro em três partes para facilitar a associação do leitor, visto que a banda simplesmente lançou quatro singles antes do lançamento oficial do álbum, sendo nada menos que do que as faixas que abrem os portões do sanatório “Fearsick”.


“The Mold Testament”, “Reclycled Hate”, “Caustic Vomit Reveries” só retificam aquilo que foi citado na resenha do álbum de estreia, o ponto forte e o que cativa o ouvinte no trabalho desses dois registros é sua produção e a mixagem de som, equilibrando de maneira muito eficiente toda aquela sujeira característica dos instrumentais com uma captação de som cristalina e muito satisfatória.

O timbre de guitarra do Sr. Taylor Nordberg permanece encorpado e cavernoso como pede a receita, entregando uma sequência sanguinárias de riffs cortantes e intimidadores, sempre bebendo da fonte de mestre Rick Rozz (ex-Massacre,ex-Death) e nos primórdios de Chuck Schuldiner (Death).
Em “I´m Now The Monster”, terceiro single lançado pela banda, entramos na segunda trinca do álbum, desacelerando um pouco o ritmo, focando em riffs brutalmente pesados e na insanidade presente na voz de Jeramie Kling, o qual também é o responsável novamente pela arrasadora condução de bateria registro.


“King Con” se inicia com breves acordes suaves e climatização levemente misteriosa. Até a pancadaria sonora voltar novamente, não temos um minuto de paz sequer. Aqui notamos aquele momento onde as influencias são tão explicitas, que chegam a ser obscenas. A prole perdida do clássico “Far Beyond” do Massacre, encontrada décadas depois. “Hellucid” mantém o nível da antecessora, seguindo a receita do bolo sem adendos.

“Wound Collector” da inicio a melhor e última trinca do álbum, com certos desvios pontuais daquela formula pré-estabelecida supracitada anteriormente. Essa é a faixa que mais cativou até o momento, tem os riffs mais grudentos, as linhas de baixo mais robustas e soturnas e aquela pegada Death/Thrash na bateria que é simplesmente mandatória e se faz presente com muito mais intensidade aqui, uma pancada do inicio ao fim.

Terry Butler/Reprodução

“Fencewalker” além de ser um dos petardos mais insanos do álbum, ainda traz uma composição líricas afrontosa e muito sucinta. Basicamente, a canção traz uma critica a um suposta falha de caráter, disfarçada de neutralidade e isenção, o indivíduo na qual nunca escolhe um lado ou se firma numa posição, esta sempre caminhando entre a cerca, como uma forma de se sobressair. Próximo da metade de faixa, temos uma mudança rítmica mais cadenciada, onde podemos escutar o intimador timbre de baixo do Sr. Butler com muito mais proeminência.

Realmente impressionante a frequência que você muda, Sempre se reinventando como forma de se manter seguro. jogue com calma, não se deixe levar / Escolha um lado Pare de andar na linha / Nulo por dentro Com medo de ser o time perdedor / Escolha um lado

Inhuman Condition / Divulgação

“Where Pain Is Infinity” encerra o registro trazendo uma amalgama entre Massacre e Incantation, duas das escolas mais importantes para o Inhuman Condition, aliás, visto que a banda transita muito bem pelo mórbido Death/Doom Metal, sem perder a agressividade em momento nenhum. Creio esta faixa poderia estar muito bem se encontrar no meio do tracklist ou já no inicio, encerrar com essa causa uma sensação um tanto ambígua, contudo, temos os bônus.


Para o lançamento do álbum, a banda decidiu incluir um cover diferente para cada versão disponibilizada. A versão norte-americana conta com um destruidor cover da clássica “Whiplash” do Metallica, a edição disponibilizada no México conta com um cover de “Magnificat” do Benediction e a versão europeia conta com um cover de “Pull The Plug” do lendário Death. As três edições são distribuídas via Listenable Insanity Records. Como se não bastasse, a edição japonesa conta com um cover de “Executioner´s Tax” do Power Trip, dando uma verdadeiro trabalho para os mais assíduos colecionadores.

Inhuman Condition/Listenable Insanity

Ao final, o que me resta é um sensação muito agridoce, pois conhecendo o extenso currículo da dupla Taylor Nordberg e Jeramie Kling, sinto que o Inhuman Condition vai entrar na geladeira mais cedo ou mais tarde, assim como basicamente todos os inúmeros projetos anteriores dos músicos, o que é algo desanimador, pois vejo potencial neste projeto em específico, apesar de ser altamente datado e manjado.


Apenas no ano passado, a dupla estava envolvida no “Eyes of Purgatory”, um dos muitos projetos capitaneados pelo incansável multi-instrumentista Rogga Johansson, com o projeto paralelo The Abscence, lançaram o quinto full-lenght intitulado “Coffinized”, sem contar que Taylor Nordberg atualmente faz parte do poderoso Deicide e o baterista Jeramie Kling ainda cumpre suas obrigações com o Venon Inc e creio que seja desnecessário citar o senhor Terry Butler, visto que suas obrigações são até maiores, eu diria.

Taylor Nordberg/Jeramie Kling

Resumindo, os caras não param e nem sei dizer se podem se dar ao luxo de parar, pois basicamente ambos vivem de sua música e nenhum destes projetos se sustentam sozinho, financeiramente falando, obviamente. Espero ansiosamente que venha um terceiro álbum do Inhuman Condition para ao menos fechar uma trinca coesa e de respeito.

Inhuman Condition/Reprodução

Nota: 8.5

    Integrantes:

  • Taylor Nordberg (guitarra)
  • Jeramie Kling (vocal, bateria)
  • Terry Butler (baixo)

   

    Faixas:

  • 1. The Mold Testament
  • 2. Recycled Hate
  •  3. Caustic Vomit Reveries
  •  4. I´m Now The Monster
  •  5. King Con
  •  6. Hellucid
  •  7. Wound Collector
  • 8. FenceWalker
  •  9.Where Pain Is Infinity

Redigido por: Gyovanne Vaz

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