Resenha [Indicação]: Vektor – Terminal Redux (2016)

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Gravadora: Earache Records

Como um disco novo pode se tornar um clássico? Bem, a partir do momento que ele se torna responsável por elevar a qualidade dos lançamentos para o estilo. Desde 2016, eu percebi uma preocupação maior com a qualidade dos discos de Thrash Metal, pode ser apenas coincidência? Pode. Mas acredito que o lançamento do excepcional ‘Terminal Redux’ tenha sido o estopim para uma nova safra bem trabalhada de Thrash. O americano Vektor é um conjunto que conta com o frontman David DiSanto nas guitarras e vocais, Erik Nelson na segunda guitarra, Blake Anderson na bateria e Frank Chin no baixo. Esses 4 monstros se juntaram para um álbum fenomenal, técnico e muito pesado. Vektor é uma banda que desde 2004 apresenta sua forma de um Thrash técnico e progressivo, e que possui 3 fulls lançados em sua totalidade. Desde seu primeiro disco, o excelente “Black Future” de 2009, a banda já assustava pela sua extrema técnica e brutalidade. Como nas faixas “Destroying the Cosmos” e “Dark Nebula”. O segundo play, “Outer Isolation” de 2011, se trata de algo tão pesado e agressivo quanto o anterior, porém, com um toque mais Progressivo. Mas em 2016, DiSanto e seus amigos lançam o estupendo “Terminal Redux”. Um disco que reúne o suprassumo de tudo já apresentado pelos garotos, nos presenteando com um disco fora do comum.

Sem rodeios, vamos direto ao ponto! Saído das raízes do underground, o lançamento já nasceu visceral, rápido, incisivo, obscuro, e destruidor. Logo na primeira faixa vemos que esses caras não vieram pra fazer sonzinho abaitolado, “Charging The Void” é um conglomerado de riffs abusivos, linhas de bateria destruidoras, um baixo muito técnico, e aquele vocal com rasgueado ‘a la’ Black Metal! As passagens de riffs nessa música criam a atmosfera interestelar que a banda quer passar, como um som futurista, porém em nenhum elemento eletrônico. “Cygnus Terminal” possui uma atmosfera (introdutória) mais Doom, cadenciada e muito bem trabalhada, mas logo em seguida, ela mina para toda a qualidade técnica da banda, as bases arrastadas assumem a forma de um Technical Thrash violento e rápido, os vocais de DiSanto são um show a parte, rasgueados finos seguidos de vocalizações extremamente difíceis. Além disso, essa música possui, em seus 8:15 minutos, uma qualidade tão grande que prende o ouvinte do começo ao fim. “LCD” é tão brutal quanto as outras faixas do álbum, cercada de ‘licks’ abusivos, uma base constante e rápida, e nesta música, o poder do baixo é ouvido de uma forma clara demais, metalizado e grave, como tem de ser, além de uma bateria rápida e estrondosa, e o vocal? Sem comentários! A música mais calma de todo álbum é a faixa instrumental de apenas 1 minuto e 22 segundos, apesar de mais suave e curta “Mountains Above The Sun” possui qualidade e personalidade.

“Ultimate Artificer” com toda a certeza, é minha favorita do álbum, segunda faixa mais curta contendo apenas 5 minutos e 4 segundos, é uma música rápida e extremamente decisiva, com bases em power acchords, uma bateria mais Thrash e novamente o vocal destruidor, que já se tornou marca essencial da banda. Technical Thrash realmente destruidor e perfeito. Depois desta, só ouvimos porradas nesse álbum, “Pteropticon” é rápida e muito pesada, que destrói tudo com sua qualidade inigualável, “Psychotropia” é bem mais cadenciada, porém tão brutal quanto as outras, cheia de riffs bem construídos, combinados com passagens rápidas e frenéticas. “Pillars of Sand” é uma música rápida e concisa, bem direta e construída de forma geniosa. Esse álbum também possui uma baladinha, “Collapse” é uma música com bases e passagens suaves, vocais brutos (ainda sim combinando com a ‘balada’), e ainda assim é a mais melódica do álbum, e que te prende durante seus 9 minutos de audição! No fechamento, temos o petardo de 13 minutos chamado de “Recharging The Void”, apenas uma palavra a descreve, BRUTAL.

Em 2016, esse disco facilmente figurou como um dos favoritos de muitos, mas ele também se tornou um divisor de águas para fãs de Metal, pois já nasceu clássico. Infelizmente, de 2016 até 2020, a banda seguiu inativa e sem dar as caras pelo mundo. Mas a esperança de novos lançamentos veio a tona com o animalesco single “Activate” lançado em dezembro de 2020. Em 2021, eles participaram de um split, no qual foi apresentada uma nova musica, a ótima “Dead By Dawn”. Com toda certeza podemos ficar ansiosos e animados pelo que está por vir!

Nota: 9,2

Integrantes:

  • David DiSanto (vocais, guitarras, letras)
  • Erik Nelson (guitarras)
  • Blake Anderson (bateria)
  • Frank Chin (baixo)

Faixas:

  • 1.Charging the Void
  • 2.Cygnus Terminal
  • 3.LCD (Liquid Crystal Disease)
  • 4.Mountains Above the Sun
  • 5.Ultimate Artificer
  • 6.Pteropticon
  • 7.Psychotropia
  • 8.Pillars of Sand
  • 9.Collapse
  • 10.Recharging the Void

Redigido por: Yurian ‘Dollynho’ Paiva

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