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Resenha (Indicação Hard): Hardcore Superstar – “Forever And A Day” (2022)

“Forever And A Day” é o atual single da banda de Hard Rock, Hardcore Superstar, o qual presente o full lenght, “Abrakadabra”, décimo segundo álbum de sua carreira.

   

Revisitando o ano de 2018, deparei-me com “You Can’t Kill My Rock ‘n Roll”, excelente álbum do quarteto sueco Hardcore Superstar.

O sucesso de público e crítica para o referido disco trouxe ao Hardcore Superstar o status merecido. Afinal de contas, deu o reconhecimento (lá fora) para o quarteto que tem a missão de editar um novo trabalho nos moldes de seu antecessor. Ou seja, o grupo precisa provar que tem capacidade de superar um disco excepcional como “You Can’t’ Kill My Rock ‘n Roll”. E desse modo, manter na lista de bandas relevantes do Hard/Glam Rock.

“Abrakadabra”

O novo trabalho (12o da carreira) já tem título e data de lançamento. Trata-se de “Abrakadabra”, décimo segundo álbum do quarteto. Ele tem previsão de lançamento para o dia 25 de março de 2022, de acordo com a divulgação do selo Golden Robot Records.

Photo By: Ian Colcher Photography

A fim de quebrar o tempo de espera e mostrar que apesar da pandemia que assolou o mundo, a banda permanece mais viva do que nunca. Joakim “Jocke” Berg (vocais), Vic Zino (guitarras), Martin Sandvik (baixo) e Magnus “Adde” Andreasson (bateria) resolveram lançar um EP contendo apenas 04 faixas inéditas. Aliás, todas elas são singles do vindouro trabalho.

“Forever In A Day”

Lançado no dia 14 de janeiro deste ano, “Forever In A Day” apresenta 04 excelentes faixas calcadas no Hard/Glam Rock característico da banda. Dessa forma, temos aqui um verdadeiro aperitivo do que ouviremos no aguardado full lenght.

Confesso que não tenho o costume de resenhar EP’s, e singles. No entanto a qualidade musical apresentada em “Forever In A Day” é tão impressionante que resolvi quebrar as regras e abrir uma exceção para os suecos.

Antes de falar das faixas, é preciso fazer a seguinte pergunta: Por acaso o amigo curte grupos como Guns’n Roses (antigo), Skid Row (fase inicial),Wildstreet, Velvet Revolver, Crashdiet, Kickin Valentina, H.E.AT, Temple Balls, Blackrain, Backyard Babies, Dangerous Toys, Wig Wam, Crazy Lixx, etc? Se sua resposta for um sonoro SIM, então mergulhe de cabeça na sonoridade divertida e festeira do HCSS onde a palavra de ordem é diversão.

Faixa-título

As boas vindas ficam a cargo de “Forever and A Day”. Ela é a faixa que batiza o disco, e de cara percebemos que as influências dos grupos acima citados são evidentes. Simples, direta, ao mesmo tempo, envolvente e grudenta. A música traz a fórmula pronta do Hard Rock, distribuída em pouco mais de quatro minutos de duração. Os destaques são as guitarras precisa de Vic (Zino), assim como os vocais afinadíssimos de Joakim Berg. Além disso, seu vocal lembra demais as linhas de vozes de Erik Grönwall (ex, HEAT).

“Weep When You Die”

Se “Sweet Soul Sister”, música da banda inglesa The Cult, presente no excelente “Sonic Temple”, fosse cantada por Erik Grönwall, ex-HEAT, então ela se chamaria “Weep When You Die”.

Photo By: Ian Colcher Photography

Atirando e acertando no alvo, temos aqui uma faixa espetacular, calcada no Hard Rock, ao mesmo tempo em que os riffs e solos das guitarras soam mais pesados, pomposos e “nervosos”, flertando com o Heavy Metal.

   

Destaques para os backing vocals (grudentos) e para as guitarras de Vic Zino, aqui em seu momento Billy Duffy (The Cult).Ao final, use a tecla “Repeat” sem moderação.

“Dreams In Red”

Quando o Melodic Hard Rock resolve se encontrar com o Heavy Metal, o resultado é exatamente esse aqui: “Dreams In Red”, mais um chute na porta, e mais uma daquelas canções cheias de riffs estridentes, refrão pegajoso, linhas de contrabaixo precisas e bateria com uma dose extra de peso.

Em dado momento, os vocais iniciais fazem referências a Steve Lee (Gotthard) e Johnny Gioeli (Axel Rudi Pell), ao mesmo tempo em que as guitarras bases dão a impressão de que ouviremos “Love Ain’t Stranger” do Whitesnake. Estas referências são sucintas e breves, já que as melodias seguintes seguem um padrão totalmente diferente dos grupos supracitados.

“Catch Me If You Can”

Liquidando a fatura, é hora de “Catch Me If You Can”, faixa que encerra o disco, e apresenta uma sonoridade voltada a grupos como Guns ‘n Roses, Velvet Revolver e Skid Row da fase “Slave To the Grind”.

Com suas raízes fincadas no Modern Hard Rock, temos aqui uma faixa soando mais pesada, rápida, agressiva e um refrão que gruda de imediato, além dos riffs nervosos de Zino (Vic), descambando para algo mais “Heavy” e em alguns momentos, flertando também com aquela pegada “Rock’n Roll”, simples e direta feita por grupos como Ramones e Motorhead.

Traçando um paralelo de bandas e estilos, é como se estivéssemos ouvindo ao mesmo tempo os grupos acima citados, com uma participaçãozinha dos já mencionados Ramones e Motorhead, provavelmente nomes que também influenciaram o quarteto sueco.

Hard Rock/Glam Rock

Apesar de ser apenas um EP, o disco é um prato cheio para os amantes do bom e velho Hard Rock/Glam Rock, já que são músicas impactantes, diretas e cheias de riffs geniais. Antes que alguém lá do fundo pergunte: Mas eles são uma banda nova, certo? Errado! O grupo está na estrada desde 1997, lançaram 11 discos oficiais de estúdio e apesar de não figurar na lista de “queridinhos”(pelo menos aqui no Brasil), seus discos são excelentes, e me arrisco a dizer que alguns destes deixa lançamentos de bandas “endeusadas” , comendo poeira.

Em sua trajetória musical, realizaram shows ao lado de nomes de peso como Michael Monroe, Gotthard, Backyard Babies,Motorhead, Megadeth, AC/DC, Dio, etc, além de participarem de grandes e importantes festivais. Dentre eles o Sweden Rock Festival.

Photo By: Ian Colcher Photography

Em março de 2000, o grupo lançou “Bad Sneakers And A Pina Colada”, segundo trabalho da carreira, e o disco que lhe rendeu uma indicação ao Grammy Awards sueco, graças ao videoclipe da faixa “Liberation”. A banda não venceu na categoria, porém a agenda de shows foi expandida com apresentações em países como Japão, Europa, Canadá e claro, Suécia.

Um fator importante na carreira do HCSS é a estabilidade de membros, já que a última troca aconteceu em 2008 quando o atual guitarrista Vic Zino deixou o Crazy Lixx para substituir Thomas Silver (ex guitarrista).

ZINO

   

A princípio a entrada de Zino era temporária, porém seu excelente desempenho e entrosamento com a banda o fez membro permanente e peça importante na sonoridade.

Analisando a sonoridade, melodias e harmonias de “Forever and A Day”, aposto todas as minhas fichas que o Hardcore Superstar lançará um dos melhores trabalhos de Hard /Glam de 2022.

Exagero da minha parte? Pode ser, mas as composições presentes neste EP não me deixam pensar em algo oposto.

NR: O EP poderia ser considerado um registro perfeito, não fosse sua CAPA HORROROSA! Que coisa ridícula!

*Sem exceção, todas as faixas de “Forever and A Day” foram contempladas com videoclipes.

Disco e banda altamente recomendados.

Nota 9,0

Integrantes:

  • Joakim “Jocke” Berg (vocal)
  • Vic Zino (guitarra)
  • Martin Sandvik (baixo)
  • Magnus “Adde” Andreasson (bateria)

Faixas:

  • 01.Forever And A Day
  • 02.Weep When You Die
  • 03.Dreams In Red
  • 04.Catch Me If You Can

Redigido por Geovani “Idosinho Super Legal” Vieira

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