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Resenha : Go Ahead And Die – “Unhealthy Mechanisms” (2023)

“Unhealthy Mechanisms” é o segundo full lenght da história do Go Ahead And Die.

   

Dois anos após lançarem seu álbum de estreia homônimo, Go Ahead And Die, mais novo projeto de Max Cavalera ao lado de seu filho Igor Amadeus, retorna com seu segundo e devastador álbum de estúdio, com adição do baterista Johnny Vales.

GO AHED AND DIE / Divulgação / Facebook

Lançado oficialmente no dia 20 de outubro, via Nuclear Blast Records, “Unhealthy Mechanisms” traz mais um atestado da força incansável de produtividade que é o Sr. Max Cavalera.

MAX CAVALERA / DivulGAÇÃO / Facebook

Se não fosse o bastante lançar regravações de seus primeiros registros do Sepultura ao lado de seu irmão, Iggor Cavalera, Max se recusa a ficar parado e nos presenteia com um terceiro registro de estúdio em menos de 5 meses, assim sendo, podemos dizer que segue os mesmos moldes das novas edições de Morbid Visions e Bestial Devastation.

Mudanças de Sonoridade

Podemos definir o debut do GAAD como uma mescla do Death Metal oitentista, ainda embrionário, com doses cavalares de Celtic Frost em seu âmago, assim como citado pelo próprio Max no material de divulgação: “A velha escola com a uma nova atitude.”

Já em “Unhealthy Mechanisms”, Max e Igor Amadeus buscaram influencia nos confins mais cavernosos do Death Metal old school e uma dose alta do Crust Punk oitentista e, não surpreendentemente, podemos traçar um paralelo de semelhança na sonoridade da atual regravação de Bestial Devastation (1985), visto como as influências mais primitivas de Max ainda convergem entre si. Podemos escutar essas nuances no single “Desert Carnage”

Conteúdo Lírico

Como fica evidenciado no título que da nome a obra, “Mecanismos Insalubres”, o registro segue a mesma linha de abordagem temática que Max traz no Cavalera Conspiracy, Soulfly e Killer Be Killed, ou seja, críticas ferozes ao cenário político-social atual, declínio vertiginoso da saúde mental da população mundial e o mórbido excesso de informações que degrada cada vez mais o psicológico e comportamento da sociedade. A fim de canalizar toda essa temática, o artista Santiago Jaramillo foi chamado para criar o incômodo design da arte que estampa o registro.

No lançamento do disco, tivemos ao mesmo tempo a disponibilização do último single, “Drug-O-Cop”, que foi acompanhado de um divertido e satírico videoclipe onde Max e Igor se vestem de policiais corruptos, totalmente afundados na droga e na esbornia, fazendo uma referência ao clássico Robocop. Além disso, a faixa traz aquele crossover Thrash totalmente enraizado na sonoridade da banda, que se tornou obrigatório. Igor Amadeu cita a faixa como uma de suas favoritas :

“Uma das minhas faixas favoritas deste novo álbum  e um grande dedo do meio para o abuso de poder feito pela polícia em todo o mundo!”

Parceria recorrente

O registro conta com produção de Igor Amadeus Cavalera, enquanto John Aquilino cuidou da gravação, no Platinum Underground Studio no Arizona. Mas é claro, para não perder o costume, a mixagem e a masterização foram mais uma vez realizadas por Arthur Rizk (Cavalera Conspiracy, Soulfly, Kreator), parceiro que tem rendido bons frutos ao Senhor Cavalera.

Max Cavalera / Reprodução / Estúdio

Mudanças na formação

Já que o novo registro caminhava para um rumo mais brutal e feroz, o baterista Johhny Vales (ex- Skeletal Remains) foi requisitado no lugar do veterano Zach Coleman, responsável pela baquetas no registro de estreia, e de cara podemos escutar o quão certeira foi a escolha, no primeiro e pesadíssimo single “Tumors”

Os Cavaleras no front

Durante o decorrer do novo álbum, fica nítido a participação mais ativa de Igor Amadeus no vocais, ao lado de seu pai, criando uma atmosfera cavernosa e animalesca durante toda a audição, enquanto Igor evoca o Tom Angelripper que habita em suas cordas vocais, Max parece continuar buscando inspiração na violência de seus primórdios, podemos ouvir nitidamente essa amálgama na trinca composta por “Chasm”, “Cyber Slavery” e “Blast Zone”, uma devastadora sequência de brutalidade e bestialidade.

“A velha escola com a uma nova atitude.”

   

Chegando, enfim, ao final da audição, fica claro que Go Ahead And Die é um dos projetos mais emblemáticos da dinastia Cavalera, trazendo uma dose completa de Death-Thrash-Crust-Punk, com claras influências e acenos ao som que moldou a carreira e caráter de Max Cavalera, sempre acompanhado de sua ninhada. Ficamos, dessa forma, no aguardo da conclusão desta trinca de ases em andamento.

Nota : 8.5

Integrantes:

  • Max Cavalera (vocal e guitarra)
  • Igor Amadeus Cavalera (vocal, guitarra e baixo)
  • Johnny Valles (bateria)

Faixas:

  • 1. Desert Carnage
  • 2. Split Scalp
  • 3. Tumors
  • 4. Drug-O-Cop
  • 5. No Easy Way Out
  • 6. M.D.A. (Most Dangerous Animal)
  • 7. Chasm
  • 8. Cyber Slavery
  • 9. Blast Zone
  • 10. Unhealthy Mechanisms

Redigido por: Giovanne Vaz

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