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Resenha: Durbin – The Beast Awakens (2021)

Frontiers Records

O jovem vocalista e guitarrista americano, James Durbin, que nasceu no dia 6 de janeiro de 1989, na cidade de Santa Cruz, na Califórnia, lançou o full lenght “The Beast Awakens”, debut da banda que leva o seu sobrenome, Durbin, no dia 12 de fevereiro de 2021, pelo selo Frontiers Records. Ele começou a ficar conhecido, em 2011, quando terminou em quarto lugar na décima temporada do American Idol. Ademais, foi vocalista do Quiet Riot de 2017 a 2019, tendo gravados dois discos, “Road Rage” em 2017 e “Hollywood Cowboys” em 2019.

   

Quais são as duas melhores palavras que definem “The Beast Awaken”? Estupendo e emocionante. Fiz questão de me preparar bastante para escrever essa resenha para que nenhum detalhe de suma importância escapasse, pois o trabalho merece toda essa atenção e cuidado. São doze canções de altíssimo nível, as quais desenvolvem uma sonoridade que mescla Heavy Metal, Hard Rock, Hard & Heavy e até Power Metal.

Reprodução / Facebook

O talento musical de James Durbin, doravante apelidado de “The Prince Of Metal” por mim, é impressionante, tanto quanto é a sua voz. Eu poderia citar aqui várias e nítidas influências, porém encontrei uma maneira de resumi-las de uma forma na qual o ouvinte irá se identificar, prontamente. Imaginem um híbrido homogêneo entre as vozes de Ann Wilson, frontwoman do Heart, e Rob Halford, vocalista da lendária banda de Heavy Metal britânica, Judas Priest. É exatamente essas referências que a voz de Durbin faz com que a minha mente desenhe.

“The Prince Of Metal”, canção que abre o disco, é um daqueles hinos de Heavy Metal que demoraram meses para sair da cabeça. Na primeira vez que a ouvi, o vício foi imediato. Nela, Durbin demonstra sua fantástica técnica, seu feeling e talento. O refrão é um verdadeiro chamado para a guerra do dia a dia. Nas primeiras vezes, parecia que eu estava diante de Halford na época do álbum “Sad Wings Of Destiny”, principalmente em “Dream Deceiver”. De agora em diante, não consigo mais pensar em James Durbin sem imaginar que ele seja o “The Prince Of Metal”. Muito merecido se o restante da crítica musical o visse da mesma forma.

“Kings Before You” da sequência ao trabalho. Ela conta com a participação do lutador profissional e vocalista do Fozzy, Chris Jericho, e do guitarrista de Thrash Metal, Phil Demmel (Vio-Lence e ex-Machine Head). Essa faixa soa um pouco mais comercial que a de abertura, porém isso não significa que ela não seja incrível. O refrão é igualmente pegajoso e as participações de Jericho e Demmel deram um resultado muito legal.

“Into The Flames” é aquele tipo de música que defino como Hard & Heavy, um misto equilibrado entre os dois subgêneros. Uma letra forte e envolvente: “Eu vejo seus olhos / Que pareceram ter perdido sua doce rendição / Temo que tenhamos passado de um ponto sem volta / Embora – estamos viajando separados / Nós – Continuamos juntos / Ouro – Em suas mãos, aquele que liga Isso toma sua mente e leva você nas chamas / no fogo / Sob o olhar do mau-olhado / Ainda ando ao seu lado nas chamas.” Em um instante, assim que começa “The Sacred Mountain”, imagino estar ouvindo Heart em seu álbum homônimo (de 1985) em uma versão mais Heavy e moderna. Todos os discos perfeitos, que mesclam Heavy, Hard e Power Metal, têm baladas tão perfeitas quanto eles e essa canção prova isso mais uma vez. “A montanha sagrada em reinos distantes / Um lugar de passagem honrado para aqueles que o habitam / Em castelos em direção ao céu, onde o Príncipe do Metal canta / E em seus pensamentos, seis carros levantaram asas / A montanha sagrada onde as criaturas reinam / Sobre os ventos e oceanos muito além da planície / O Conselho Antigo criou o santuário / Para proteger os portões / Possua as mãos que seguram o tempo.” A faixa título é tudo que fãs de Heavy tradicional esperam ouvir no gênero que os apaixona. Os agudos afinadíssimos de Durbin voltam a subir a níveis que ultrapassam e muito a estratosfera, porém sem perder o feeling, tudo em favor da musicalidade plena. Geralmente é fácil para que eu eleja minha faixa favorita. Em “The Beast Awaken” isso não será possível. Mais Heavy na sequência. “Evil Eye”, a qual também ganhou versão em vídeo, é mais uma peça perfeita dessa obra de arte editada em 2021. Destaco também o exuberante solo de guitarra. Impressionante como todos os refrãos de James são sedutores. Impossível não estar cantando junto pelo menos na segunda vez que se ouve. Eis uma das dez melhores audições que fiz nos últimos tempos.

Todos os adjetivos utilizados para elogiar as faixas anteriores, igualmente, podem ser dirigidos a “Necromancer”. Não consigo desviar minha atenção do full lenght do primeiro ao último segundo. O “Príncipe do Metal” fez a minha cabeça de verdade. Mais uma mistura marota entre o Heavy e Hard, “Riders On The Wind” de verdade faz a mente passear através dos ventos que se espalham pelo reino do Heavy Metal no Multiverso Durbin. Aproveito o momento para destacar o exímio trabalho do baixista Barry Sparks e do baterista Mike Vanderhule, que ajudam a embelezar mais ainda as fantásticas composições contidas nesse masterpiece do início da década de 2020.

Reprodução / Facebook

Mais uma trinca matadora vem na continuação. “Calling Out For Midnight”, “Battle Cry” e “By The Horns” persistem em conduzir o ouvinte pelo reino metálico criado pela genialidade do Príncipe do Metal, James Durbin. Não há música fraca nesse disco. Não há momento algum em que a vibe abaixe. Apesar de não haver nessas três faixas nenhuma novidade em relação ao apresentado até aqui, a empolgação continua em altíssimo nível. “By The Horns” leva minha mente ao Judas Priest 80’s, mais especificadamente ao meu disco preferido dos Metal Gods, “Defenders Of Faith”.

Reprodução / Facebook

Mas não há nada de novo na fórmula do disco, certo? Errado! “Rise To Valhalla” é puro Power Metal a la 90’s e devo salientar sua perfeição. Se eu fosse fazer uma play list TOP 10 de canções de Power de 2021, certamente, ela estaria inclusa com méritos. Excelente escolha para o encerramento desse debut que tem um único ponto negativo, ele acaba. Vejo na carreira do Príncipe do Metal muito sucesso e espero que logo ele nos presenteie com outro trabalho desse mesmíssimo nível. Parabéns, James Durbir. All Hails To The Prince Of Metal!


“Raise Thy Horns. Bang Thy Heads.The Prince Of Metal”

Nota: 9,8

Integrantes:

  • Barry Sparks (baixo)
  • Mike Vanderhule (bateria)
  • James Durbin (vocal, guitarra)

Convidados:

  • Chris Jericho (vocal em “KingsBefore You”)
  • Phil Demmel (guitarra em “Kings Before You”)
  • Jon Yadon Jr. (guitarra)
  • Marc Putnam (guitarra)
  • Dylan Rose (guitarra)
  • Nick Gallant (guitarra)
  • Ryan Heggum (guitarra)
  • Ellison Locke (guitarra)
  • Jeremy Locke (guitarra)
  • Earl Salindo (teclado)

Faixas:

  • 1.The Prince Of Metal
  • 2.Kings Before You
  • 3.Into The Flames
  • 4.The Sacred Mountain
  • 5.The Beast Awakens
  • 6.Evil Eye
  • 7.Necromancer
  • 8.Riders On The Wind
  • 9.Calling Out For Midnight
  • 10.Battle Cry
  • 11.By The Horns
  • 12.Rise To Valhalla

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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