PUBLICIDADE

Resenha: Carnal Savagery – “Into The Abysmal Void” (2024)

“Into The Abysmal Void” é o quinto full lenght da banda sueca de Death Metal, Carnal Savagery, que saiu no dia 26/1/2024 pelo selo Moribund Records, sendo o sucessor de “Worm Eaten “ (2022), Atualmente, contando com somente dois membros atuantes, Mikael Lindgren (bateria, baixo e guitarra) e Mathias Lilja (vocal), os suecos lançam em média um registro por ano, desde o lançamento de seu debut “Grotesque Macabre” (2020).

   

Tive o prazer de resenhar o segundo full lenght, “Fiendish” (2021) e assim como eu já havia dito na ocasião, a sonoridade do Carnal Savagery tem a predominância do Death Metal. Contudo, os suecos de Gotemburgo, em suas canções, passeiam entre o Death e o Death/Doom Metal.

A fim de dar início a análise desse disco, eu gostaria de mencionar algo que eu disse logo nos primeiros parágrafos da resenha do “Fiendish”: “Todas as vezes que escuto as três palavrinhas mágicas, Death Metal sueco, eu logo espero ouvir a alta qualidade que costuma nascer na escola sueca de Metal da Morte.”

Primeira Parte

O quinto capítulo da história recente do Carnal Savagery tem início com a canção “Defleshing Bones”, que introduz com o pé fundo no acelerador, no entanto, intercala momentos em break down. Em seguida, vem o “Morbid Deat”, que foi um dos singles do disco, e ao contrário de sua antecessora, sustenta uma veia mais Death Doom. Ainda assim, ela acelera em alguns momentos. Temos aqui então, uma composição com apenas 2m34s, mas cheia de detalhes. Ou seja, ela é acima do bem e do mal para o meu gosto.

Destaco a competência de Mikael Lindgren na execução de todos os instrumentos, assim como os guturais nítidos de Mikael Lindgren, os quais fiz questão de elogiar também na primeira resenha que escrevi do Carnal Savagery em 2021.

“Stench Of Burnt Decay” começa ainda mais rápida que a faixa de abertura, mas igualmente contrapõe momentos com pegada mais Death Doom. Seu solo de guitarra, assim como praticamente todos executados nesse disco, é providencial para o seu resultado final positivo. “Column of Maggots” não é nem tão rápida como algumas das músicas do disco, tampouco pende para o lado do Doom, dessa forma, em relação as demais canções, ela é uma espécie de meio-termo.

Carnal Savagery / Divulgação / Facebook

Segunda Parte

Assim que escutei as primeiras notas de “Limb By Limb”, tive a nítida impressão que iria começar qualquer uma das canções da melhor fase do Behemoth. Claro, obviamente não passa de uma impressão, já que o som do Carnal Savagery diverge da música dos poloneses. Mas, mesmo assim, é um bom sinal quando Behemoth viaja em minha mente, esteja eu escutando qualquer que seja a banda de Metal extremo.

A mesma atmosfera tomou conta de mim, enquanto ouvi “Choked To Death”. Talvez provavelmente, a minha lembrança de Behemoth ocorra por eu gostar demais de ambos os vocais, tanto de uma banda quanto de outra. Logo depois, “The Revenant” já começa ultrassonora, destacando Mikael Lindgren como baterista nessa oportunidade. Sem sombra de dúvidas, a bateria é o instrumento que mais empolga nessa composição.

Parte Final

A faixa “Reek of Decomposing Flesh” se destaca, igualmente, por seu arranjo de bateria. O fato da gravação do disco ter sido somente com um multi-instrumentista e o vocalista, inegavelmente, favoreceu o resultado final do trabalho. A faixa título, que também foi single, é recheada de riffs simples, diretos, mas que pegam na veia de quem gosta desse tipo de Death Metal. Além disso, “Into The Abysmal Void” serve de parâmetro para resumir a sonoridade da banda, sendo perfeita, em todos os quesitos para tal.

“Raped In a Coffin” representa o início do fim que chegará logo em seguida. Talvez tenhamos aqui o inicio mais Death Doom Metal desse álbum, salvo que eu não tenha notado algum que o superou nesses termos. “Buried Alive”, enfim, com muita velocidade e brutalidade, bota um ponto final no quinto full lenght do Carnal Savagery. Afinal de contas, nem o que é muito bom dura para sempre.

Ainda que todas as onze canções do disco me soem agradáveis, nenhuma delas é capaz de superar “Morbid Death”. Pelo menos por enquanto. Após muitas outras audições, daqui um tempo, talvez o meu conceito se altere e eu eleja outra favorita.

   

Congratulations for your great work, Carnal Savagery, AGAIN!

Nota: 9,0

Integrantes:

  • Mikael Lindgren (bateria, baixo e guitarra)
  • Mattias Lilja (vocal)

Faixas

  • 1.Defleshing Bones
  • 2.Morbid Death
  • 3.Stench of Burnt Decay
  • 4.Column of Maggots
  • 5.Limb by Limb
  • 6.Choked to Death
  • 7.The Revenant
  • 8.Reek of Decomposing Flesh
  • 9.Into the Abysmal Void
  • 10.Raped in a Coffin
  • 11.Buried Alive
  • 12.Rotting in a Grave

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

PUBLICIDADE

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.

Veja também

PUBLICIDADE

Redes Sociais

30,849FãsCurtir
8,583SeguidoresSeguir
197SeguidoresSeguir
261SeguidoresSeguir
1,151InscritosInscrever

Últimas Publicações

- PUBLICIDADE -