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Resenha: Carnal Savagery – “Fiendish” (2021)

Gravadora: Moribund Records

“Fiendish” é o segundo full lenght da banda sueca de Death Metal, Carnal Savagery, que foi lançado no último dia 9 de abril pelo selo Moribund Records. Ele é o sucessor do álbum, “Grotesque Macabre”, que saiu no ano passado. O quarteto de Gothenburg foi formado no ano de 2017.

   

Todas as vezes que escuto as três palavrinhas mágicas, Death Metal sueco, eu logo espero ouvir a alta qualidade que costuma nascer da escola sueca de Metal da Morte. Durante o ano passado, escutei quase cem lançamentos do subgênero, porém o debut do Carnal Savagery me escapou. Agora tenho a oportunidade de conhecer o trabalho da banda através de seu mais recente lançamento, “Fiendish”.

Carnal Savagery / Reprodução / Facebook

“Shredded Flesh” abre o disco com pé afundado no acelerador. A canção tem uma pegada Death/Thrash que não é a tônica do trabalho, ainda que se repita mais algumas vezes durante o seu conteúdo. O gutural e Mattias Lilja lembra o de bandas como Bloodbath e Opeth, sendo, absolutamente, simples, nítido e nada forçado. Assim sendo, me agrada muito. “Reborn Dead”, a qual tem um refrão muito forte, começa tão acelerada quanto à faixa de abertura, mas logo cai no breakdown, intercalando momentos mais cadenciados e momentos mais rápidos. “Embalmed Corpses “ segue o processo contrário da anterior, ele começa bem lenta e acelera depois de algum tempo, desenvolvendo uma interessante dinâmica rítmica.

Os guitarristas Patrik Eriksson e Mattias Björklund desenvolvem riffs pesados, sabbáthicos e simples, o que dão as partes lentas uma cara de Doom em alguns instantes. Seus solos são desenvolvidos com feeling que gruda na veia. “In Death I Thrive” introduz com berros que transmitem desespero. O baterista Mikael Lindgren tampouco é exagerado em sua performance, porém é o responsável pela dinâmica que o ponto forte da sonoridade do Carnal Savagery. “Dead Rotten Meat“ tem uma pegada mais voltada ao Heavy Metal mais tradicional, porém o que a torna diferente é o vocal gutural de Mattias. Uma música diferente, mas que funcionou muito bem dentro do contexto do álbum. “Maggot Infested Flesh” se parece um pouco com a música de abertura do disco, ““Shredded Flesh”, porém com um som que caracteriza o Death Metal old school do final da década de 80/início da década de 90.

Mais uma faixa com cara de Doom/Death Metal, “Exhumed” se caracteriza por seu peso macabro e lento, com um riff bem simples, com poucos e espaçados acordes, os quais produzem uma brutalidade ímpar. “Veil of Death” tem um gutural mais forte que as demais canções do disco em alguns momentos, mostrando que Mattias Lilja tem outros recursos em seus vocais. O riff que mais me agradou introduz “Gluttony “, a qual permanece cadenciada até a hora do solo, quando ela enfim acelera por aproximadamente um minuto até voltar a ficar cadenciada. “Grotesque Macabre”, canção que tem o mesmo nome do debut lançado no ano passado, é um das faixas mais aceleradas do full-lenght, metendo porrada nos tímpanos do começo ao fim com solos de guitarra a la Slayer. “Vermin” , que encerra o segundo disco do Carnal Savagery, sofre várias mudanças rítmicas até que os vocais de Lilja a invadem colocando terror em tudo. O disco se mantém visceral da primeira a última faixa, demonstrando que a banda sabe o que pretende de sua sonoridade.

Carnal Savagery / Reprodução / Facebook

“Fiendish” do Carnal Savagery não chega a ter o nível de grandes clássicos do Death Metal sueco, porém é um bom lançamento. Se você gosta de Death Metal e não espera a reinvenção do mesmo, esse disco é aprovado e indicado para alguém como você.

Nota: 8,4

Integrantes:

  • Mikael Lindgren (bateria)
  • Patrik Eriksson (guitarra)
  • Mattias Lilja (vocal)
  • Mattias Björklund (guitarra)
  • Christopher Hjelte (baixo)

Faixas:

  • 1.Shredded Flesh
  • 2.Reborn Dead
  • 3.Embalmed Corpses
  • 4.In Death I Thrive
  • 5.Dead Rotten Meat
  • 6.Maggot Infested Flesh
  • 7.Exhumed
  • 8.Veil of Death
  • 9.Gluttony
  • 10.Grotesque Macabre
  • 11.Vermin

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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