Resenha: At The Gates – The Nightmare Of Being (2021)

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Gravadora: Century Media Records

“The Nightmare Of Being” é o sétimo full lenght da banda sueca de Melodic Death Metal, At The Gates, lançado no dia 2 de julho, pelo selo Century Media Records. Ele é o sucessor de “To Drink from the Night Itself” de 2018.

A diversidade sonora do Melodic Death Metal praticado pelo At The Gates já é conhecida por seus admiradores. Os suecos tentaram soar ímpares em seus registros anteriores e no atual essa característica não se alterou. Há no novo disco pitadas de Thrash e Prog Metal. Os guturais médio-agudos de Tomas Lindberg fazem a diferença em seu vocal. A dupla de guitarristas, formada por Martin Larsson e Jonas Stålhammar, é peça fundamental na sonoridade da banda, pois os dedilhados, riffs e solos executados são a marca registrada de suas composições. A cozinha do baixista Jonas Björler e do baterista Adrian Erlandsson proporciona o alicerce sonoro sem exageradas virtuoses. Além de tudo isso já citado, há as participações especiais que enriquecem exponencialmente o disco.

A abertura fica por conta da canção “Spectre Of Extinction”, a qual começa com o violão clássico executado por Gunnar Hjorth e mescla uma pegada Thrash Metal. Ela também conta com a presença especial do guitarrista Andy LaRocque (King Diamond). Seguindo a veia Thrash da faixa anterior, “The Paradox” é mais acelerada do começo ao fim. Destaco o belíssimo solo de guitarra, que é meu favorito. A música-título, “The Nightmare Of Being”, é mais cadenciada que as anteriores e assume por completo o padrão Melodic Death Metal. Jonas Björler desenvolve linhas de baixo que são mais complexas e melódicas e por essa razão se sobressai. Com ritmo igualmente lento, o Prog Metal dá as caras em “Garden Of Cyrus”, a qual, inclusive, tem solo de saxofone executado por Anders Gabrielsson, proporcionando um dos melhores momentos da audição.

O flautista convidado, “Jill Widen”, introduz “Touched By The White Hands Of Death”, a qual logo explode em peso e velocidade, resgatando a fórmula das duas primeiras canções da bolacha. “As mutações contorcidas / A serpente se dissolve / Enquanto a luz em suas têmporas queima nas trevas / Na poeira deste planeta / A queda no tempo / Enquanto a luz em suas têmporas queima nas trevas / Os ossos mortos por mim do seu futuro / Tocados pelas mãos brancas da morte.” A introdução de “The Fall Into Time” parece dar sequência temática a sua antecessora. Sua letra nem confirma e nem desfaz essa impressão. “Através de tempestade e fogo e uma noite sem fim / Transcendendo toda ilusão / Com violenta precisão e intenção destrutiva / Para o poço da morte / Para buscar as respostas fora de você / Uma civilização que sonha com a morte.” Estaria ele se referindo à raça humana? Sim, não, talvez? Björler executa a sua melhor performance nessa música, pois vale a pena voltar e ouvir novamente os belos arranjos de seu contra baixo. “Cult Of Salvation” mostra mais um bom trabalho dos guitarristas Martin e Jonas. A temática lírica continua sendo forte e envolvente. “Encarceramentos interdimensionais / Invocando caos e chamas / No trono, a abominação / Horror cerebral, horror cerebral profano.” Eles parecem sempre se referir aos seres humanos e a sua existência autodestrutiva.

Sem nenhum ingrediente novo, “The Abstract Enthroned” mistura Melodic Death e Thrash Metal, de forma que me agrada, mais uma vez. Os instrumentos de orquestração dão um acabamento fora de série a produção do disco e os músicos que foram convidados para tal serão citados nos créditos posteriores a resenha. Com riffs criativos e encantadores. “Cosmic Pessimism” conduz o full lenght para o seu final em uma canção, que ao invés de cantada, é narrada na maior parte de sua duração. “Ao seu redor esta noite, um bilhão de anatomias de vaga-lumes (será uma referência às estrelas no firmamento?) / Inspire e expire em seu brilho litúrgico que queima lentamente / Tristeza impessoal, tornar-se coberto de vegetação, como uma ruína / Nós não vivemos, somos vividos / Pessimismo, último refúgio de esperança.”

A canção “Eternal Winter Of Reason”, que tem um leve toque de Doom adicionado, coloca um ponto final em “The Nightmare Of Being”, sétimo álbum completo da história do At The Gates, a qual iniciou no ano de 1990, tendo o debut “The Red in the Sky Is Ours” sido lançado em 1992.

Confesso que eu havia me preparado para escutar um disco de Melodic Death Metal e esperava encontrar outro tipo de sonoridade, por isso, saio dessa audição positivamente surpreso. Assim sendo, aprovo e indico o disco de mais uma banda veterana que não decepcionou.

Nota: 8,7

Integrantes: Martin Larsson (guitarra)

  • Tomas Lindberg (vocal)
  • Jonas Björler (baixo)
  • Jonas Stålhammar (guitarra) Adrian Erlandsson (bateria)

Músicos convidados:

  • Andy LaRocque (guitarra / faixa 1)
  • Lars-Erik Almberg (baixo tuba, faixas 6, 8 e 9)
  • Marcus Carlsson (fagote, faixas 5 e 6)
  • Rajmund Follmann (cello, faixas 5, 6, 8 e 9)
  • Alberto Alvarez Garcia (clarinete faixas 5, 6 e 9)
  • Gunnar Hjorth (violãop clássico, faixa 1)
  • Peter Nitsche (bumbo, faixas 5, 6, 8 e 9)
  • Jill Widen (flauta, faixa 5)
  • Anders Gabrielsson (saxophone, faixa 4)
  • Fredrik Hulthe (viola, faixas 5, 6, 8 e 9)
  • Tino Fjeldli (violino, faixas 5, 6, 8 e 9)

    Faixas:
  • 1.Spectre Of Extinction
  • 2.The Paradox 3.The Nightmare Of Being
  • 4.Garden Of Cyrus
  • 5.Touched By The White Hands Of Death
  • 6.The Fall Into Time
  • 7.Cult Of Salvation
  • 8.The Abstract Enthroned 9.Cosmic Pessimism 10.Eternal Winter Of Reason

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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