Randy Blythe abandona redes sociais e manda recado aos trolls: “Se quiser me insultar, vai ter que me pagar”

Randy Blythe, vocalista do Lamb Of God, encontrou uma solução bastante direta para lidar com trolls e comentários negativos na internet: simplesmente abandonou as redes sociais.
Durante uma nova entrevista ao programa australiano The Break Down With Nath & Johnny, o músico foi questionado sobre como reage ao fato de fãs poderem publicar críticas e ataques contra ele e a banda nas plataformas digitais. Blythe respondeu com o sarcasmo habitual:
“Eles não conseguem mais, porque eu apaguei minhas redes sociais. Os trolls da internet não existem. Más notícias para vocês, caras: vocês não existem.”
“Se quiser me insultar, vai ter que pagar”
Apesar de abandonar as redes sociais convencionais, Randy Blythe não desapareceu completamente da internet.
O vocalista mantém uma página no Substack, plataforma voltada à publicação de textos e newsletters. Porém, segundo ele, somente assinantes pagos possuem permissão para comentar.
E Blythe encontrou justamente aí uma maneira de transformar possíveis ataques em algo vantajoso:
“Eu tenho um Substack, mas apenas assinantes pagos podem comentar. Porque, se você vai me insultar, tem que me pagar. E depois eu ainda vou te bloquear. Mas você continua me pagando. Pague-me, filho da p*ta. Isso é um negócio.”
A declaração arrancou risadas durante a conversa, mas o posicionamento de Blythe sobre as redes sociais não surgiu agora.
Randy Blythe critica dependência digital há anos
Em fevereiro de 2025, durante uma participação no The Midlife Makeover Show, apresentado por Wendy Valentine, o vocalista já havia feito uma reflexão extensa sobre a relação das pessoas com celulares e plataformas digitais.
Na ocasião, ele deixou claro que não é contrário à tecnologia. Pelo contrário, considera extraordinário poder conversar instantaneamente com amigos que vivem em lugares como Japão ou Finlândia.
O problema, segundo Blythe, surge quando essa comunicação substitui as relações pessoais.

Ele explicou:
“Essa tecnologia é ótima, mas deveria ser usada como complemento da interação humana real.”
Para o músico, conversas presenciais carregam elementos que desaparecem atrás de uma tela, como linguagem corporal, expressões faciais e a capacidade de perceber o estado emocional de quem está diante de você.
“Esses amigos vão aparecer quando você precisar?”
Blythe também costuma questionar a própria ideia de amizade criada pelas redes sociais.
Ao falar sobre pessoas que comemoram centenas ou milhares de contatos virtuais, ele apresentou um exemplo bastante simples: quantos desses “amigos” apareceriam para ajudar caso seu carro quebrasse no meio da estrada?
A crítica não significa que o vocalista considere a internet inútil. Ele próprio usa ferramentas digitais para pesquisar museus, restaurantes, bairros e atrações enquanto viaja com o Lamb Of God.
A diferença, segundo ele, está justamente no que acontece depois:
“Aí eu coloco o telefone no bolso e vou.”
Menos tela, mais vida real
A relação de Randy Blythe com o assunto vem de ainda mais longe.
Em 2020, durante participação no podcast The Hardcore Humanism With Dr. Mike, o cantor já demonstrava preocupação principalmente com gerações que cresceram cercadas por smartphones e redes sociais.
Naquele momento, afirmou que a internet deveria funcionar como uma ferramenta, e não como o objetivo final da experiência.
Blythe também ironizou a obsessão por seguidores:
“Você consegue um bilhão de seguidores no Instagram. O que isso te dá? Como isso se transforma em algo de valor na sua vida além de você ser popular nos celulares?”
Agora, seis anos depois, o vocalista parece ter levado a própria crítica às últimas consequências.
Quem quiser acompanhar seus textos ainda pode fazê-lo pelo Substack. Quem quiser discutir com ele, porém, terá primeiro que abrir a carteira.
E mesmo assim poderá acabar bloqueado.

