Pink Floyd prepara edição de 50 anos de “Animals” com gravações inéditas e show histórico

O Pink Floyd anunciou uma edição comemorativa de 50 anos de “Animals”, marcada para 22 de janeiro de 2027 pela Sony Music. Segundo informações divulgadas pela banda, o relançamento chegará a diversos formatos. Principalmente incluindo uma caixa de luxo com raridades, registros inéditos, fotografias nunca publicadas e uma apresentação ao vivo gravada em 1977. Para antecipar a novidade, o grupo também disponibilizou um visualizer de “Sheep”, em sua edição original para rádio.

A versão especial terá opções em LP, CD, Blu-ray e formato digital. O destaque fica para a caixa deluxe, que reúne três LPs: o álbum original de 1977, a remixagem de 2018 assinada por James Guthrie e um disco com cinco raridades. Entre elas estão a faixa inédita de Roger Waters, “Young Nicholas Jon”, e versões iniciais de “Sheep” e “Dogs”. Além disso, o pacote também inclui cinco CDs com o mesmo conteúdo, além de dois discos com a apresentação de 9 de maio de 1977, no Oakland Coliseum Arena, registrada por Reinhard Hohlwein, que tinha apenas 19 anos na época. O Blu-ray reúne o material de áudio, com a remixagem de 2018 também disponível em 5.1 e Dolby Atmos. Acesse AQUI caso tenha interesse em adquirir o álbum comemorativo na pré-venda.

“Sheep” ganha lançamento comercial inédito

A primeira raridade da campanha já está disponível: “Sheep” (Original Radio Edit), uma versão promocional de aproximadamente quatro minutos e meio preparada para as rádios em 1977. A edição nunca havia chegado ao mercado comercial. Além disso, a caixa deluxe trará um livro de capa dura com 64 páginas, incluindo textos do escritor Jonathan Lethem, uma entrevista com Reinhard Hohlwein e um trecho das memórias de Aubrey “Po” Powell, da agência Hipgnosis, sobre a criação da capa de “Animals”. Fotografias inéditas documentam desde as gravações até a sessão na Battersea Power Station e a turnê mundial seguinte. Confira a faixa!

O álbum continua atual em sua visão distópica de uma sociedade marcada pela ganância e pela hipocrisia. Com letras de forte crítica anticapitalista, Roger Waters colocou sua indignação no centro das composições, enquanto a guitarra de David Gilmour acentuou a atmosfera agressiva do trabalho. Gravado no estúdio Britannia Row, construído pela própria banda, o disco também marcou uma sonoridade mais crua e direta em comparação com as paisagens musicais de “Wish You Were Here”.

Roger Waters explica a escolha da capa icônica

A imagem do porco inflável sobre a Battersea Power Station tornou-se um dos símbolos mais reconhecidos da história do rock. Roger Waters explicou que passava diariamente pelo edifício durante seus trajetos entre casa e trabalho e se sentia atraído por sua aparência e simbologia.

“Acho que simplesmente adorava o edifício. Gostava do simbolismo de ser uma usina de energia que solta fumaça, então havia algo ameaçador nele. Tinha quatro chaminés fálicas e parecia uma mesa virada de cabeça para baixo. E havia quatro pessoas na banda que tinham sido viradas de cabeça para baixo. Parecia um lugar muito legal para um porco voar.”

A produção da fotografia também entrou para a história. A equipe encomendou um porco inflável de aproximadamente 12 metros, chamado Algie, e preparou fotógrafos, uma equipe de filmagem em helicóptero e até um atirador da polícia para abatê-lo caso escapasse. No entanto, uma falha técnica adiou a sessão. Quando o balão voltou a subir no dia seguinte, soltou-se das amarras e seguiu em direção ao aeroporto de Heathrow. A equipe havia esquecido de contratar novamente o atirador, e a RAF chegou a mobilizar caças enquanto voos eram cancelados. O episódio terminou quando um fazendeiro de Kent encontrou Algie em um de seus campos.

Reprodução

David Gilmour também recordou o contexto musical da época, quando o Punk começava a ganhar força:

“O clima na música estava mudando em 1977. O Punk estava atingindo tudo, e suspeito que isso tenha influenciado um pouco a maneira como trabalhávamos no álbum “Animals”. Quero dizer, é um disco bastante agressivo, mais enxuto. Estava se afastando daquele tipo de paisagem sonora que tínhamos em “Wish You Were Here”. Este álbum é mais direto e mais cru. E, definitivamente, as letras de Roger são muito mais agressivas. Nós nos divertimos bastante fazendo esse disco.”

Já Nick Mason ressaltou a coesão do projeto, apesar das diferenças que começavam a surgir entre os integrantes, e destacou o desenvolvimento do estúdio Britannia Row, projetado para que qualquer membro da banda pudesse operá-lo.

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