Phil Collen, do Def Leppard, comenta uso de inteligência artificial na música: “É preciso aceitar e abraçar novas tecnologias”

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O guitarrista Phil Collen, do Def Leppard, comentou os impactos da inteligência artificial (IA) na música durante entrevista à rádio argentina Rock & Pop 95.9 FM. Embora considere decepcionante a presença crescente da tecnologia em determinadas produções, o músico acredita que ainda na possibilidade de distinguir canções criadas com auxílio de IA. Além disso, valoriza a autenticidade das performances ao vivo.

Collen afirmou:

“É assustador. Não, não é assustador — é decepcionante, porque você ouve muitas coisas… No momento, ainda dá para perceber se uma música foi feita por IA. Ouço muitas bandas de country e R&B, e você escuta alguma coisa e pensa: ‘Certo, isso definitivamente é IA’. Mas o que fazemos não soa assim. Definitivamente, tem uma sonoridade diferente.”

Phil Collen destaca a autenticidade das apresentações ao vivo

O guitarrista também comparou as produções assistidas por tecnologia às apresentações de bandas que recorrem a gravações prévias, sequências e outros recursos durante os shows. No caso do Def Leppard, embora o grupo utilize loops de bateria, os vocais são cantados ao vivo, algo que, para ele, preserva a espontaneidade dos espetáculos.

“Há uma sensação especial nisso, principalmente quando cometemos erros, o que acontece todas as noites, quando você esquece a letra ou algo assim. Acho que existe algo realmente muito legal nisso.”

Créditos: Denise Truscello / Getty Images

Collen também destacou como os avanços tecnológicos melhoraram a qualidade vocal das apresentações. Segundo ele, os integrantes da banda deixaram de usar caixas de retorno no palco e passaram a utilizar, acima de tudo, monitores intra-auriculares, que permitem ouvir os instrumentos e as vozes com mais clareza.

“Antes, você tinha aquele ruído — um estrondo que passava pelos microfones e chegava ao seu ouvido. Agora, consegue ouvir tudo com tanta clareza que cantar se tornou muito mais preciso. Adoro isso; é muito legal.”

“Todos nós usamos IA”, afirma o guitarrista

Apesar das ressalvas, Phil Collen defende que músicos e público precisam aprender a conviver com as novas ferramentas.

“Acho que você precisa aceitar e abraçar qualquer nova tecnologia. O mesmo vale para a IA — todo mundo a utiliza. As pessoas usam e nem percebem. Pesquisam alguma coisa no Google e a IA responde diretamente. Então, sim, todos nós a usamos.”

O músico acrescentou que considera importante manter consciência sobre a influência desses recursos.

“No momento, adoro o que estamos fazendo e gosto do fato de não dependermos demais dessas coisas e de elas ainda não terem assumido o controle.”

Enquanto isso, o Def Leppard prepara o sucessor de “Diamond Star Halos”, lançado em 2022. O próximo álbum incluirá “Rejoice”, faixa divulgada em janeiro, antes do retorno da banda a Las Vegas para a residência Def Leppard: Live at Caesars Palace The Las Vegas Residency. O grupo também anunciou uma turnê norte-americana de 45 datas para 2027, com participações de Goo Goo Dolls e The Struts. Por fim, anunciou o documentário “Long Live Def Leppard”, previsto para chegar aos cinemas no início do próximo ano.

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