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Opinião: Symphonic Metal… Nem sempre cabe o canto gutural

Acho que os álbuns de Symphonic e Gothic Metal deveriam vir todos eles com faixas-bônus trazendo versões das músicas editadas sem os vocais guturais.

   

Penso haver um certo exagero na colocação desse tipo de recurso em muitas músicas de muitas bandas.

Por muitas vezes tento me ater à melodia, arranjo, lirismo e solos das canções, tentando abstrair e até mesmo aturar os grunhidos guturais, muitos deles, plenamente descartáveis ou reduzíveis. Se tornam excelentes músicas, apesar da presença do gutural.

Se o grande lance que se deu com o boom das frontwomen fez com que estes grupos explodissem, numa perspectiva sonoro-visual diferenciada, ora, deixem as meninas cantarem o seu belo canto.

Sei que se trata de uma proposta de se fazer soar algo como “a bela e a fera”, e até acho cabível um gutural aqui ou ali, mas não necessariamente em todas as músicas de todos os álbuns.

Bem faz o Nightwish que usa o contraste das vozes masculina e feminina, com o baixista-vocalista Marco Hietala cantando grave e áspero com a cantora, mas sem o tom cavernoso exagerado.

Já o Epica, que conta com toda maestria da mezzo soprano, Simone Simons, poderia, ao menos na maior parte de suas canções, subtrair as inserções grunhidas de Mark Jansen, nobre compositor, arranjador e guitarrista.

Sei que muitos dirão que aí já seria outra coisa, pois que seja, que se mude ou se crie um novo nome, a nomenclatura é secundária.

Por essas e outras, venho me aproximando cada vez mais de bandas como Edenbridge, onde nos microfones, as prima-donas reinam praticamente absolutas.

Resolvi tecer esse comentário ao iniciar a audição do grupo Tristânia, “Beyond The Veil”, que logo de cara me encantou com a sonzeira de sua faixa-titulo pelo lindo arranjo, canto lírico, peso e solos do guitarRista Anders Høyvik Hidle, apesar do indefectível gutural.

Para melhor ilustrar o texto supraescrito, ouçam abaixo a nossa playlist “Best of Edenbridge”, contendo o peso do metal, sobretudo através da magnífica guitarra de Lanvall, contrastada com a maravilhosa voz da mezzo-soprano, Sabine Edelsbacher.

   

Redigido por: Andre Floyd (Confraria Floydstock)

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