O único conselho de Bruce Dickinson para quem está começando uma carreira musical

Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, concedeu uma nova entrevista para a AMFM, e compartilhou o “único” conselho que ele daria para músicos e bandas iniciantes que sonham com o sucesso musical. Evidentemente, Dickinson é bem-sucedido em tudo ou praticamente tudo o que o que faz, e inspira muitos jovens que estão dando os seus primeiros passos como artistas de rock/metal. Ele construiu uma longa e gloriosa trajetória junto ao Iron Maiden e uma sólida carreira solo pela qual também é reconhecido.
Veja o que disse Bruce Dickinson:
“O único conselho que eu posso dar é: você tem que fazer o que ama. Não faça o que acha que as pessoas querem ouvir, porque ninguém vai te agradecer por isso. Mesmo que você seja bem-sucedido, as pessoas não vão te respeitar por isso.
Para mim… Se em algum momento alguém disser: ‘Olhando para trás na sua carreira, qual foi a melhor coisa dela?’ E você responder: ‘Bem, na verdade, eu realmente amei o que fiz, e as pessoas respeitaram isso, e respeitaram a sua honestidade, integridade e coisas desse tipo, porque isso é tudo o que você tem como artista…’Você sabe, não importa quanto dinheiro você tenha, se você não tiver respeito e integridade. Bem, você pode ir embora e contar o seu dinheiro, mas as pessoas então olham para você como artista e dizem: ‘Você está meio acabado, porque vendeu sua alma.’”
Questionado o que ele mais ama em seu trabalho como cantor, Bruce disse:
“Percebi isso quando as pessoas começaram a perguntar: ‘O que é que você gosta em ser cantor? O que é que você gosta em estar em uma banda de rock ‘n’ roll?’ E eu pensei: ‘Bom, espera aí, o que é que eu gosto mesmo?’ Quero dizer, não são as coisas que as pessoas imaginam. O que é, então? E é a narrativa.
Porque quando estou dentro de uma música, eu estou dentro daquela música, estou contando a história daquela música. Estou encenando na minha cabeça. E, muitas vezes, meus braços estão gesticulando, e eu estou naquele mundo. E percebi que, basicamente, isso é tudo o que tenho feito.
Quando eu era criança na escola, eu vivia contando histórias, e estava sempre distraindo as pessoas, tentando qualquer coisa para escapar da aula de matemática. E percebi que o que eu estava fazendo era tentar criar uma história na qual as pessoas se envolvessem.”