Iron Maiden: o disco que é um saco de merda para Bruce Dickinson

O álbum autointitulado de 1980 do Iron Maiden é considerado um marco do Heavy Metal. O disco recebeu críticas calorosas e se saiu bem comercialmente (em todo continente), considerando que se tratava de uma banda iniciante apresentando o seu primeiro álbum. Curiosamente classificado como uma banda punk na imprensa britânica da época, o Maiden carregava essa pecha por conta das influências Punk Rock do vocalista do Paul Di’Anno. No entanto, o líder e baixista Steve Harris não tinha a menor intenção de que o Maiden fosse uma banda punk.
Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, já compartilhou sua opinião sobre o disco que, para ele, é o pior que a banda já gravou. Em uma entrevisa à Spin, ele disse:
“Se você olhar todas as entrevistas antigas de Steve Harris, ele odeia punk rock. O primeiro álbum do Maiden soava punk porque parecia um saco de merda. Ele odeia esse disco. O primeiro vocalista [Paul Di’Anno] deu um pouco desse tipo de pegada, mas a coisa punk foi cravada na banda pela imprensa.
A banda odiou completamente, porque não havia a mínima possibilidade de o Maiden ser, nem de longe, uma banda punk.”
Quanto ao segundo álbum “Killers“ ainda com Paul Di’Anno, Bruce Dickinson tem uma opinião diferente. Ele acredita que o segundo álbum colocou a banda no caminho certo:
“Assim que Killers foi lançado, que era um disco com sonoridade adequada, ficou óbvio — onde está a coisa punk em Killers?
Você tem ‘Murders in the Rue Mourge’, que basicamente poderia ter sido tirado de In Rock, do Deep Purple; você tem ‘Prodigal Son’, uma baladinha progressiva e doce; você tem ‘Twilight Zone’, todo esse tipo de coisa — onde está a coisa punk? Não entendo.”
Gosto dos primeiros albuns, ouvia muito essas músicas com cara de Punk Rock e pitada do Thrash metal. Naquela época até o primeiro do Slayer era taxado como Black Metal, tudo estava em desenvolvimento e estilos novos foram surgindo e crescendo. Todo disco ruin tem alguma coisa que preste, essa é a minha opinião. Abraços!