Nevermore estreia nova formação com Berzan Önen nos vocais em show marcante na Turquia

A lendária banda de metal Nevermore realizou, no dia 1º de abril, um show histórico no IF Performance Hall Beşiktaş, em Istambul, marcando a estreia ao vivo de sua nova formação. O grupo subiu ao palco com Jeff Loomis (guitarra) e Van Williams (bateria), acompanhados pelos novos integrantes Jack Cattoi (guitarra), Semir Özerkan (baixo) e, principalmente, o vocalista Berzan Önen, que assume o posto deixado por Warrel Dane.

O repertório escolhido para essa apresentação reforçou o peso da ocasião, reunindo clássicos que atravessam toda a carreira da banda. Veja abaixo:

  • 01 Ophidian (Instrumental)
  • 02 Beyond Within
  • 03 My Acid Words
  • 04 Engines Of Hate
  • 05 This Sacrament
  • 06 The Seven Tongues Of God
  • 07 Final Product
  • 08 Narcosynthesis
  • 09 I, Voyager
  • 10 Moonrise (Through Mirrors Of Death)
  • 11 The Heart Collector
  • 12 Enemies Of Reality
  • 13 Sentient 6
  • 14 This Godless Endeavor
  • 15 The River Dragon Has Come
  • 16 The Obsidian Conspiracy
  • 17 Believe In Nothing

Encore:

  • 18 Born
  • 19 Dead Heart In A Dead World

Uma nova era para o Nevermore ganha forma nos palcos

Além disso, a performance serviu como uma afirmação clara da retomada do grupo. Após anos de hiato, a banda retorna com energia inegavelmente renovada e uma proposta que equilibra fidelidade às raízes com novos caminhos criativos. A presença de Berzan Önen chamou atenção, sobretudo por sua capacidade de honrar a intensidade vocal característica do Nevermore, sem soar como mera imitação.

Nesse contexto, Jeff Loomis destacou que o novo vocalista impressionou desde o primeiro contato, especialmente pela emoção e autenticidade. Segundo o guitarrista, era evidente que Önen compreendia profundamente o estilo de Warrel Dane, mas também trazia sua identidade. Essa combinação parece ter sido bem recebida pelo público presente, que testemunhou uma performance certamente sólida e carregada de emoção.

Enquanto isso, Van Williams revelou que o retorno da banda vinha sendo planejado há bastante tempo. Ele descreveu o novo material como “delicioso”, sugerindo que inclusive há composições inéditas a caminho. Dessa forma, o show em Istambul não apenas celebrou o passado, mas também abriu portas para um futuro promissor.

 Photo: Javier Bragado/Redferns

Do legado ao renascimento: a trajetória do Nevermore

Formado a partir das cinzas do Sanctuary, o Nevermore construiu uma identidade única dentro do metal moderno, combinando técnica refinada, composições complexas e forte carga emocional. Desde o álbum de estreia homônimo, lançado em 1995, até obras consagradas como “Dead Heart In A Dead World” e “This Godless Endeavor”, a banda consolidou uma base global de fãs e influência duradoura.

Ao longo dos anos, diversos músicos contribuíram para essa trajetória, incluindo guitarristas como Pat O’Brien, Tim Calvert, Steve Smyth e Chris Broderick, além do baixista Jim Sheppard, peça fundamental na identidade do grupo. Entretanto, conflitos internos levaram ao fim das atividades em 2011, marcando o encerramento de uma era.

Após a dissolução, os integrantes seguiram caminhos distintos. Jeff Loomis lançou álbuns solo como “Zero Order Phase” e “Plains Of Oblivion”, além de integrar o Arch Enemy por quase uma década. Já Van Williams manteve-se ativo em projetos como Ashes Of Ares e Ghost Ship Octavius. Por sua vez, Warrel Dane continuou produzindo até seu falecimento em 2017, portanto deixando um legado artístico profundo com o álbum póstumo “Shadow Work”.

Assim, com essa nova formação e um início marcante nos palcos, o Nevermore demonstra que sua história está longe de terminar. Ao unir tradição e renovação, a banda reafirma seu lugar como uma das forças mais distintas e respeitadas do metal contemporâneo.

Confira alguns momentos do show. As filmagens foram feitas por fãs presentes:

Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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