Nergal, do Behemoth, rebate haters da internet: “Se não tem coragem de falar na minha cara, pode se f*”

Adam “Nergal” Darski, vocalista e guitarrista do Behemoth, criticou aqueles que usam a internet para atacar músicos sem coragem de confrontá-los pessoalmente. Em entrevista à rádio finlandesa Radio Rock, ao lado de Sven “Silenoz” Kopperud, guitarrista do Dimmu Borgir, o polonês também defendeu sua postura artística sem concessões, citando “The Shit Ov God” (2025), álbum mais recente da banda, e “I, Scvlptor” (2026), lançamento posterior que dá sequência à fase atual do grupo. Os músicos conversaram durante a turnê europeia conjunta In League With Satan.
Questionados sobre a possibilidade de suavizar suas composições para conquistar um público maior, Silenoz respondeu que nunca sentiu essa pressão. Para ele, o crescimento gradual tem seu lado positivo, já que o metal não se faz para agradar às massas. O guitarrista citou Iron Maiden e Judas Priest como exemplos de grandes nomes que, apesar do sucesso, não recebem espaço frequente nas rádios convencionais.
Nergal, por sua vez, apontou o título provocativo de “The Shit Ov God” como uma demonstração de sua disposição para desafiar expectativas.
“Isso diz tudo. Sempre fui assim, sem pedir desculpas, e nunca me importei muito com o que os outros pensam do meu trabalho. Na verdade, fiz questão de escolher esse título porque sabia que não havia provocação maior. Também sabia que as pessoas falariam muito sobre ele. Então pensei: ‘É isso’. Isso mostra o quanto posso ser intransigente. Gostem ou não, achem estúpido ou qualquer outra coisa, sei o que ele significa e sustento minha escolha. Ponto final.”

“As pessoas só são corajosas atrás dos teclados”
Ao comentar as críticas que Behemoth e Dimmu Borgir recebem nas redes sociais, Nergal afirmou que não há necessidade de ver opiniões polarizadas como algo negativo. Ele recorreu a uma metáfora para explicar sua postura:
“Alguém muito mais inteligente do que eu disse: ‘Se eu tivesse que prestar atenção em cada cachorro que late para mim, nunca conseguiria chegar em casa’. É exatamente assim que me sinto.”
O músico também defendeu que reações intensas, sejam positivas ou negativas, podem demonstrar honestidade artística.
“Você não pode fazer um disco ou uma pintura pensando: ‘Espero que todo mundo goste’. É claro que é ótimo quando mais pessoas apreciam o que faço, porque quero sair em turnê e não quero tocar para lugares vazios. Felizmente, pelos números de público nesta turnê, acho que nós dois estamos fazendo alguma coisa certa.”

Em seguida, Nergal direcionou sua crítica aos ataques virtuais.
“Hoje em dia, quando me perguntam quanto ódio encontro diariamente, a resposta é: nenhum. As pessoas só são corajosas atrás dos teclados. Nunca chegam até você para dizer: ‘Seu vendido do caralho’ ou ‘Seu covarde’. Nunca fazem isso. Então, se você não tem coragem de vir e dizer essas coisas na minha cara, pode simplesmente se foder.”
Silenoz concordou com o colega e acrescentou que a indiferença seria muito pior do que despertar amor ou ódio.
“Você quer que as pessoas amem você ou odeiem você. É assim que sabe que está fazendo alguma coisa certa. E nós estamos aqui; eles não estão. Isso fala por si só.”
Enquanto o Dimmu Borgir divulga “Grand Serpent Rising”, lançado em maio pela Nuclear Blast Records, o Behemoth segue sua trajetória internacional após décadas de crescimento desde o underground polonês. O álbum do Dimmu Borgir foi gravado em Gotemburgo com o produtor Fredrik Nordström, conhecido por trabalhos anteriores com a banda, como “Puritanical Euphoric Misanthropia” e “Death Cult Armageddon”.
