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Metal sem fronteiras: Nightmare (França)

O universo da música é algo fascinante e de fato um labirinto infinito de informações. Com o advento da internet, ficou muito mais fácil explorar, conhecer um pouco da música regional de um país ou continente e isso acontece em poucos minutos de pesquisas.

Se no passado lidamos com a ausência dessas informações rápidas, hoje, em um piscar de olhos é possível saber se em Marte, Netuno ou Saturno, existe bandas de Heavy Metal, que tipo de músicas fazem, em qual idioma cantam e numa pesquisa mais detalhada, somos capazes de saber “O Que Elas Fizeram No Verão Passado”.

   

Senhoras e senhores, sejam bem vindos ao…”Metal Sem Fronteiras“.

Nossa viagem prossegue e chega até Grenoble, cidade na histórica região Rhône-Alpes, no sudeste da França, situada no sopé das montanhas entre os rios Drac e Isère. É conhecida como base para esportes de inverno, por seus museus, universidades e centros de pesquisas.

Foi lá que nasceu em 1979 a banda de Punk Rock, NIGHTMARE, formada pelos amigos Loic Ribaud, Hervé Mosca e Pierre-Louis Longequeue. Conforme a música da banda evoluiu para o heavy metal, os membros fundadores Loic, Hervé e Pierre-Louis deixaram o grupo em 1980, deixando Yves Campion e Etienne Stauffert como os últimos membros originais.

Os membros remanescente deram seguimento ao Nightmare e entre 1980 e 1981 a nova formação foi estabilizada com a entrada de Jo Amore e Nicolas De Dominicis, constituindo assim o nascimento da formação clássica da banda.

Desde então, muita água passou debaixo da ponte e como toda banda de Heavy Metal o Nightmare passou por inúmeras formações, teve perda de vocalista (Jean Marie Boix, falecido em 1999), passaram por períodos de “hiato”, porém retomaram as atividades anos depois e desde 2001 têm lançado discos grandiosos mas que passaram despercebidos pela grande maioria do público. Talvez os excessos de novos grupos e estilos tenham contribuído para que os mesmos permanecessem (ainda) desconhecidos. O que é lamentável pois trata-se de um excelente nome francês, donos de uma discografia impecável.

É preciso salientar que seus discos merecem atenção especial e prestígio (ouça e tire suas próprias conclusões).

Os primeiros passos foram dados em setembro de 1984 quando lançaram “Waiting For The Twilight”, excelente álbum de estreia trazendo em sua sonoridade influências das bandas da NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal).

Após a saída do vocalista Jean-Marie Boix em 1985 com quem a banda lançou “Power Of The Universe” (segundo trabalho de estúdio) o quinteto resolveu dar uma parada e recrutar um novo vocalista. A escolha foi o excelente Jo Amore, novo frontman que estreou em 1987 em Astral Deliverance, EP contendo 05 faixas.

Antes de entrarem em estúdio e gravarem um novo (e completo) de inéditas, o grupo lançou Live Deliverance primeiro álbum ao vivo da carreira e certamente a primeira prova de fogo para Jo Amore. Contendo 19 faixas o disco traz os covers para as faixas “Sortilège” da banda francesa Sortilège e “Metal Heart”, dos gigantes alemães do Accept.

Finalmente em outubro de 2001 o grupo lança o excepcional “Cosmovision”, álbum que figura na lista de melhores discos de sua discografia e finalmente temos o magistral Jo Amore, estreando de fato e se firmando como o novo frontman. O disco conta com 12 excelentes faixas, produção impecável e canções excelentes. Dentre elas, “Cosmovision”, “Spirits Of The Sunset”, “The Church”, “Behold The Nightmare”, “The Spiral Madness”, “Last Fligth to Sirius” e “Riddle In The Ocean”.

Com Amore, a banda lançaria “Silent Room” (2003), “The Dominion Gate” (2005), “Genetic Disorder” (2007), “Inssurection” (2009), “The Burden Of God” (2012) e “Aftermath”, este último lançado em março de 2014 e o último trabalho a contar com os vocais poderosos de Jo Amore.

Aqui, abrimos um parêntese: no intervalo entre os discos Inssurection e The Burden of God, o quinteto lançou em fevereiro de 2011 o excelente “One Night In Inssurection”, primeiro DVD da carreira. Apesar de lançado em 2011, o show foi realizado em 2009 na cidade natal do grupo em comemoração aos 30 anos de carreira. O registro conta com um CD bônus, gravado ao vivo em Tel-Aviv no Summer Blast Festival.


Em setembro de 2016 o grupo anuncia o lançamento do single “Ikarus”, primeiro após a saída de Amore e a estreia da vocalista Magali Luyten (Lyra, Akoustik Thrill, The Prize). Em novembro do mesmo ano mais um single, “Serpentine”, que traz a participação especial de Kelly Sundown Carpenter, vocalista da banda Adagio (também da França). Vale lembrar que no caso dos dois singles, ambos ganharam videoclipe e expressivos números de visualizações e “aprovação”.

Tudo resolvido e a banda lançaria um novo trabalho com sua nova vocalista. Certo? Errado! Em julho de 2020 a banda lança um novo single “Aeternam”, música que também daria nome ao vindouro novo trabalho trazendo a novata (e belíssima) Madie, nos vocais.

Sim, mais uma troca de vocalista no currículo do quinteto, porém voltemos a “Dead Sun” onde a banda trazia uma sonoridade diferente dos discos anteriores, apostando agora no Power Metal, flertando em alguns momentos com o Speed Metal e em algumas momentos temos passagens instrumentais e linhas vocais, voltadas a “quase” Thrash Metal.

Voltando a Madie: após a boa receptividade de “Aeternam” (single) o grupo lança “Lights On”, segundo single que antecede o novo trabalho lançado oficialmente em 02 de outubro de 2020.. E aqui vale uma observação: comparar os vocais de Magali com Madie é perda de tempo, visto que em ambos os casos as “novatas” casaram suas vozes perfeitamente com a nova sonoridade da banda, agora voltada ao Heavy/Power.

Em seus 48 minutos de duração, temos em mãos um disco honesto, poderoso que eleva o Nightmare a outro patamar de sua carreira e quem sabe, sejam vistos através de outra ótica à partir de agora. E antes que a impressão de ser mais uma banda com vocais líricos bata em sua cabeça, saiba que felizmente não há absolutamente nada de lírico por aqui (graças a Deus).

“Aeternam”, é mais um grande passo na carreira do Nightmare e pode ser considerado como um dos melhores discos de sua carreira. O grupo também acertou o alvo ao escolher sua nova frontwoman, a talentosa Madie.

   

Disco altamente recomendado, de uma banda que apesar de mudar consideravelmente sua sonoridade, sempre apostou nas melodias, nos acordes e na sonoridade do bom e velho Heavy Metal.

Vida longa ao NIGHTMARE.

Line up atual:

Madie (vocais)

Franck Milleliri (guitarras)

Matt Asselberghs (guitarras)

Yves Campion (baixo)

Niels Quiais (bateria)

Redigido por Geovani Vieira

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