Megadeth: “Quando eu não puder mais tocar, eu não vou mais. Não vou parar antes de não poder mais”, diz Mustaine

Dave Mustaine, líder do Megadeth, concedeu uma nova entrevista a Dewsbury, da Primordial Radio, e falou sobre o último disco da carreira do Megadeth lançado no último dia 23 de janeiro. Falando sobre a produção do novo álbum, Dave declarou:
“Entramos no estúdio e simplesmente começamos a compor. E dissemos: ‘Ok, pessoal, vamos compor. E quando tivermos a quantidade certa de músicas, saberemos.’ Então, chegamos a, acho que foram 15 ou 16 ideias, e conseguimos muitas faixas realmente boas na gravação. O álbum principal será lançado com 10 faixas, além da minha versão de ” Ride The Lightning” do Metallica, por volta de 2026. E também temos uma música chamada “Nobody’s Hero”. Uma chamada “Farewell, My Love”, outra chamada “Bloodlust”. E acho que é isso em relação às faixas adicionais.”
Questionado sobre o motivo pelo qual o novo disco trouxe tantas faixas bônus, Mustaine esclareceu:
“Sempre que você grava discos, precisa ter uma faixa adicional para o Japão, porque antigamente acontecia uma coisa terrível com os artistas japoneses: os fãs alugavam o disco em uma loja e gravavam em casa. Isso afetava as vendas e os números de rastreamento da indústria fonográfica. Então, você não recebe o reconhecimento que merece em alguns desses países que têm esses métodos malucos de classificação e rastreamento de discos. Porque, não importa o que digam, é competição. É por isso que as paradas têm números. Se tivessem flores ou algo assim, eu diria: ‘Tanto faz’. Mas quando todo mundo está disputando o primeiro lugar, não me venham dizer que não é competição. E, no mínimo, se você é bom mesmo, deveria competir com a sua versão anterior.”
Mustaine também refletiu sobre o motivo que o levou a anunciar a turnê de despedida do Megadeth. O guitarrista foi diagnosticado com contratura de Dupuytren — que impactou diretamente nas suas habilidades de tocar guitarra, impossibilitando que ele continue tocando como gostaria e com a capacidade que todos conhecemos.
“A lesão na minha mão é progressiva. Você pode ver bem ali na minha mão esquerda — tem uma linha atravessando a palma da minha mão. Isso se chama contratura de Dupuytren e basicamente vai puxar meu dedo para baixo assim, e eu não vou conseguir tocar. Então, a resposta para a sua pergunta [sobre quanto tempo vai durar a turnê de despedida] é: sim, quando eu não puder mais tocar, eu não vou mais. Não vou parar antes de não poder mais. E eu não sei quanto tempo vai levar para essa doença progredir. Meu dedo mindinho e este dedo de um lado estão dormentes. Meu polegar está dormente do lado direito. Tudo isso por causa da fratura no pescoço e da fusão das vértebras, porque eu tenho uma peça de metal no pescoço com parafusos segurando as duas vértebras. E, consequentemente, estou com dormência na mão. Quer dizer, o que mais pode acontecer com as minhas mãos?”
O site mayoclinic.org explica a contratura de Dupuytren da seguinte forma:
“A contratura de Dupuytren é uma condição que faz com que um ou mais dedos se dobrem em direção à palma da mão. Os dedos afetados não conseguem se estender completamente.
Nódulos de tecido se formam sob a pele. Com o tempo, eles criam um cordão espesso que pode puxar os dedos, deixando-os dobrados. A condição piora gradualmente com o passar do tempo.
A contratura de Dupuytren afeta mais frequentemente os dois dedos mais distantes do polegar. Isso pode dificultar atividades cotidianas como colocar as mãos nos bolsos, calçar luvas ou cumprimentar as pessoas.
Não existe cura para a contratura de Dupuytren. Os tratamentos podem aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença.”
Assista a entrevista logo abaixo:
