Matt Sorum surpreende ao apontar The Cult como sua banda favorita para tocar

Mesmo tendo integrado Guns N’ Roses em uma de suas fases mais gigantescas e participado da criação do Velvet Revolver, Matt Sorum apontou outra banda como sua favorita para tocar: o The Cult.
Em entrevista ao programa Joann Butler In Studio With…, o baterista explicou que a sonoridade do grupo britânico sempre esteve muito próxima da maneira como ele gosta de tocar bateria, principalmente pela combinação de groove, peso e balanço.
“Eu diria que o The Cult provavelmente estava exatamente na minha praia em termos de como gosto de abordar a bateria.”
“Rock and roll abaixo da cintura”
Sorum destacou principalmente o groove da banda e lembrou uma expressão usada pelo guitarrista Billy Duffy para definir aquele som: “rock and roll abaixo da cintura”.
Segundo ele, o The Cult possui um balanço muito particular, com bastante swagger e uma sensação rítmica que remete ao AC/DC. A diferença é que ela é certamente filtrada por aquela identidade britânica característica.
O baterista também ressaltou que, na época em que entrou para o grupo, ainda era “um cara da Califórnia” entrando em uma banda britânica de grande porte.
E foi justamente ali que sua carreira começou a mudar de escala.
The Cult abriu a porta para o Guns N’ Roses
Sorum entrou para o The Cult durante a turnê de “Sonic Temple”, lançado em 1989.
O álbum havia sido gravado com o baterista de estúdio Mickey Curry, mas Sorum assumiu as apresentações ao vivo. Foi durante essa fase que chamou a atenção de Slash, que o viu tocar e posteriormente o convidou para substituir Steven Adler no Guns N’ Roses.
A mudança acabaria colocando Matt Sorum no centro de uma das maiores turnês da história do Rock.
Com o Guns N’ Roses, ele gravou “Use Your Illusion I” e “Use Your Illusion II”, ambos de 1991, além de “The Spaghetti Incident?”, de 1993. Também participou da gigantesca turnê Use Your Illusion.
Anos depois, Sorum ainda seria incluído no Rock And Roll Hall Of Fame como integrante do Guns N’ Roses.
Volta ao The Cult aconteceu uma década depois
Curiosamente, a história entre Matt e o The Cult não terminou quando ele entrou no Guns N’ Roses.
Cerca de dez anos depois, o baterista retornou ao grupo para gravar “Beyond Good And Evil”, lançado em 2001.
Esse continua sendo o único álbum completo de estúdio do The Cult com Sorum oficialmente na bateria.
Por isso, quando ele fala sobre o grupo como sua banda favorita para tocar, não se trata apenas de nostalgia ligada a uma breve passagem.
Existe uma relação musical que atravessou diferentes momentos de sua carreira.
Velvet Revolver tinha outra energia
Sorum também comparou sua experiência no The Cult com o período do Velvet Revolver.
Segundo ele, o grupo formado ao lado de Slash, Duff McKagan, Dave Kushner e Scott Weiland tinha uma energia muito mais punk e agressiva.
Ao recordar a gravação de “Contraband”, de 2004, Matt afirmou que voltou a sentir uma fome artística muito forte, algo especialmente importante porque já estava na casa dos 40 anos.
“Eu estava com fome novamente, e era uma sensação boa ter isso naquela idade.”
Sorum relembrou que todos sabiam, ainda durante as gravações, que estavam fazendo algo importante.
“Contraband” chegaria ao primeiro lugar nos Estados Unidos e renderia ao Velvet Revolver o Grammy por “Slither”.
Scott Weiland deixou uma marca profunda
Na mesma entrevista, Sorum também voltou a elogiar Scott Weiland.
Ele definiu o antigo vocalista como um dos melhores frontmen com quem trabalhou e destacou o papel de Weiland na construção da identidade do Velvet Revolver.
A banda lançou ainda “Libertad”, em 2007, antes da saída do vocalista no ano seguinte.
Mesmo com uma trajetória curta, Sorum continua tratando o Velvet Revolver como um dos períodos mais importantes de sua carreira.
Reencontro com Billy Duffy já está marcado
A relação de Matt com o The Cult segue viva.
Ele revelou que havia falado com Billy Duffy no mesmo dia da entrevista e confirmou que os dois voltarão a tocar músicas da banda durante o cruzeiro Rock The Boat 2026, realizado entre 25 de outubro e 1º de novembro.
O evento também terá nomes como Billy Gibbons, Richie Sambora, Robin Zander, Gilby Clarke e James LoMenzo.
Para alguém cuja carreira inclui Guns N’ Roses, Velvet Revolver, Motörhead, Kings Of Chaos e inúmeras outras colaborações, a escolha pode surpreender.
Mas Sorum parece enxergar a questão de maneira puramente musical.
O Guns N’ Roses pode ter sido o maior palco. O Velvet Revolver pode ter representado um renascimento. Mas, quando o assunto é simplesmente sentar atrás da bateria e tocar, o The Cult ainda é onde Matt Sorum parece se sentir mais em casa.