Left To Die leva legado de Chuck Schuldiner ao Nordeste com forte presença do underground brasileiro

A passagem do Left To Die pelo Brasil sofreu uma mudança importante logo no início da turnê latino-americana. O baterista Gus Rios precisou retornar aos Estados Unidos para tratar um problema de saúde e está fora das próximas apresentações. Apesar do imprevisto, a excursão continua normalmente, mas ganhou um brasileiro atrás da bateria nas datas realizadas no país.

Quem recebeu a missão de aprender o repertório em cima da hora foi Vinicius Talamonte, baterista do Flageladör. Para o restante da passagem pela América Latina, depois das apresentações brasileiras, o posto será ocupado por Lee Harrison, fundador e baterista do Monstrosity.

A alteração aconteceu depois que Gus identificou um problema nos olhos durante os preparativos para a excursão. A situação exigiu avaliação médica e ganhou importância adicional devido ao histórico familiar de problemas semelhantes, incluindo casos que levaram à perda de visão. Assim, por recomendação médica, o músico retornou aos Estados Unidos para realizar acompanhamento especializado.

Left To Die continua turnê pelo Nordeste

A formação restante mantém Matt Harvey, do Exhumed e Gruesome, nos vocais e guitarra, Rick Rozz, ex-Death e Massacre, na guitarra, e Terry Butler, do Obituary e ex-Death, no baixo.

O Left To Die iniciou a passagem brasileira em São Luís no dia 2 de setembro, seguindo posteriormente por Teresina e Fortaleza. Neste sábado, 5 de setembro, a banda se apresenta em Natal, acompanhada por Flageladör, Cemitério, Open The Coffin e Profane Anger.

Depois, o grupo segue para Recife, no dia 6, e Aracaju, no dia 7, antes da etapa final da passagem brasileira.

A turnê possui uma particularidade importante para o público do Death. Rick Rozz e Terry Butler fizeram parte da trajetória da banda de Chuck Schuldiner, enquanto o Left To Die nasceu justamente com a proposta de recuperar ao vivo material dos primeiros anos do grupo.

A atual excursão é dedicada a “Scream Bloody Gore”, estreia do Death lançada em 1987 e um dos registros fundamentais para a consolidação do Death Metal.

Vinicius Talamonte recebe missão de última hora

A entrada de Vinicius Talamonte acrescenta um componente brasileiro inesperado à passagem do grupo pelo país.

Além de assumir a bateria do Left To Die nas apresentações nacionais, Talamonte participa da excursão com o próprio Flageladör, banda brasileira que aparece em algumas das datas.

Quando a etapa brasileira terminar, a responsabilidade passa para Lee Harrison. A turnê latino-americana seguirá por países como Chile, Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, Nicarágua e México.

A prioridade, naturalmente, permanece a recuperação de Gus Rios. Segundo a produção da excursão, a decisão de retornar aos Estados Unidos teve base na realização dos exames e tratamentos necessários sem colocar sua saúde em risco.

Enquanto isso, o Left To Die mantém os compromissos assumidos e transforma um imprevisto complicado em uma oportunidade bastante incomum para um músico brasileiro: sentar-se atrás da bateria ao lado de dois integrantes diretamente ligados à história do Death.

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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