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Lançamento: Sinister – “Deformation Of The Holy Realm” (2020)


“Deformation Of The Holy Realm” é o décimo quarto full-lenght da veterana banda de Death Metal holandesa Sinister, que é sucessor do álbum “Syncretism” de 2017. Um amigo me disse hoje: “Sinister nunca decepciona” e com a audição do disco, eu concluo que não decepcionam mesmo. A sombria intro instrumental “The Funeral March” serve, somente, de aviso para o que vem adiante. A faixa título “Deformation Of The Holy Realm” espalha uma multidão de demônios por todas as faces do planeta Terra. Uma sonoridade Death Metal old school com aparência de Brutal Death Metal penetra os ouvidos, invadindo os meus tímpanos. Sem sombra de dúvida um inicio dilacerante. “Apostles Of The Weak” supera a interior em peso, velocidade e brutalidade. Sinister não brinca em serviço. O baterista Toep Duin, como um ciclone, derruba tudo com sua agressividade rítmica. Não tão veloz, mas igualmente pesada e brutal, “Unbounded Sacrilege” dá continuidade ao massacre dos ouvidos sensíveis. Apesar do tipo de gutural de Aad Kloosterwaard não estar entre os meus favoritos, na música do Sinister, ele encaixa feito uma luva.

Na faixa seguinte, “Unique Death Experience”, a visceral velocidade das primeiras músicas volta a imperar. Impressionante a precisão e técnica com a qual o guitarrista Michal Grall, o baixista Ghislain van der Stel e o baterista Toep executam juntos as canções. Iniciada com sons de sinos de igreja, “Scourged By Demons” tem uma introdução diferenciada do restante das canções do álbum, porém ela se converte na mesma atmosfera cataclísmica alguns segundos depois. Sons macabros de orquestra anunciam o próximo capítulo dessa história. Pode-se dizer que em “Suffering From Immortal Death” o instrumental tenha maneirado um pouco e chegue a soar Melodic Death Metal, porém o vocal permanece na mesma vibe que mantém desde a primeira canção.

   


“Oasis Of Peace (Blood From The Chalice)” é o prenuncio da finalização do full-lenght. Sons de corais de canto gregoriano dão a faixa uma maldita atmosfera gótica. Os riffs dessa canção são os melhores e mais trabalhados do disco, sendo também meus favoritos. Aliás, a banda se superou nessa faixa e por isso a elejo como minha preferida do álbum, o qual eu resenho nesse momento. A música de encerramento “The Ominous Truth”, tal como várias faixas no disco, tem uma introdução com efeitos sonoros diferenciados. No mais, ele segue a receita bem sucedida do full-lenght, velocidade, brutalidade e peso. “Entering The Underworld” é apenas um pequeno tema instrumental que fecha os portais do décimo quarto capítulo da história desse ícone do Death Metal da Holanda chamado Sinister. Há muitos lançamentos de qualidade no subgênero Death Metal em 2020, o que me faz acreditar que a disputa pelo Top 10 em dezembro será acirrada. “Deformation Of The Holy Realm” é aprovado e indicado aos adictos do Metal extremo, principalmente o old school.

Nota 8,7

Ouça o single “Deformation Of The Holy Realm”:

  • Integrantes:
  • Michal Grall (guitarra)
  • Aad Kloosterwaard (vocal)
  • Ghislain van der Stel (baixo)
  • Toep Duin (bateria)
  • Faixas:
  • 1. The Funeram March
  • 2. Deformation Of The Holy Realm
  • 3. Apostles Of The Weak
  • 4. Unbounded Sacrilege
  • 5. Unique Death Experience
  • 6. Scourged By Demons
  • 7. Suffering From Immortal Death
  • 8. Oasis Of Peace (Blood From The Chalice)
  • 9. The Ominous Truth
  • 10. Entering The Underworld
  • Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz
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