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Lançamento: Iron Angel – “Emerald Eyes” (2020)

“Emerald Eyes” é o quarto full lenght da veterana banda de Speed Metal alemã, Iron Angel. O álbum é o sucessor do disco “Hellbound” de 2018, o qual marcou o retorno do grupo após um hiato de 32 anos.

Apesar de ainda ser um disco de Speed Metal, “Emerald Eyes” está longe da sonoridade dos dois primeiros álbuns, “Hellish Crossfire” e “Winds Of War”, que tinham uma pegada Speed mais pura, mesclada com pitadas até de Thrash Metal. Em seu retorno triunfal, em “Hellbound”, Iron Angel já havia dado sinais dessa mudança de sonoridade, a qual se concretizou em seu atual registro.

   

Dirk Schröder, que é o vocalista desde sempre, mostra uma evolução considerável em seus atributos técnicos, sem deixar seu feeling e sua artéria selvagem de lado. A nova dupla de guitarristas Robert Altenbach, o qual já estava no álbum anterior, e Nino Helfrich, pode ter sido uma das principais responsáveis por essa mudança na sonoridade do Iron Angel, pois ambos soam bem diferentes da saudosa dupla Sven Strüven e Peter “Piet” Wittke. Enfim, nunca o Speed Metal do quinteto germânico foi tão mesclado com Heavy Metal como em seu mais novo disco.

IRON ANGEL / Divulgação / Facebook

O full lenght abre com uma machadada nos miolos, intitulada “Sacred Slaughter”, que é Speed Metal como nos velhos tempos, exceto pelo vocal mais melódico de Schröder. A dupla atual de seis cordas faz jus ao legado deixado pela dupla que assiste aos seus substitutos com orgulho do plano espiritual. A velocidade continua mandando no jogo em “Descend”, que só toma certo fôlego para o seu quentíssimo refrão. Os solos de guitarra dessa canção estão entre os melhores do álbum. O single “Sands Of Time” já havia sido o aperitivo da grande obra de arte que está sendo apreciada nesse exato momento. Seu refrão é grudento e suga feito carrapato o sangue da alma, engrossando o coro da sua envolvente trova.

“Demons” se destaca pelos seus riffs esmagadores e sua velocidade coordenada pelo dono das baquetas, Mäx Behr. A audição mantém o seu nível de interesse sem muito esforço, pois cada nova música é mais cativante que as anteriores. Eis que surge o primeiro “grande hit” do disco, “What We’re Living For”, uma canção com um refrão que é mais que sedutor, ele é mágico, pois, é praticamente impossível não ser levado a cantar junto. Isso não é algo comum em Speed Metal, um refrão para ser cantado em coro por toda a galera. Na sequência, a faixa título enfia o pé do acelerador até quebrar o cabo. “Emerald Eyes” tem todas as chances de intitular o disco do ano. A canção fica mais acentuada para dar uma fantástica atmosfera para seus solos de guitarra. “Fiery Winds Of Death” é completamente Heavy Metal tradicional, exalando os ares do NWOBHM, período no qual o Iron Angel também nasceu.

IRON ANGEL / Divulgação / Facebook

O Speed Metal volta de sua folga na faixa seguinte, “Sacrificed”, a qual também possui um refrão vibrante e convidativo. Dirk Schröder prova a cada canção que se tornou um vocalista ainda melhor do que era na primeira década da banda na ativa. Mais um dos singles surge, também candidato a “hit”, a Heavy tradicional, “Bridges Are Burning” entra quebrando tudo. Assim como no caso de “What We’re Living For”, essa música também tem um refrão que encanta o ouvinte, assim como seus solos de guitarra, igualmente, o fazem. “Heaven In Red” abre com um conjunto de riffs que lembra um pouco a fase old school da banda. Realmente, esse é um dos momentos nos quais eles flertam com o antigo Iron Angel e isso jamais deixaria de ser muito interessante. Mantendo essa mesma tendência, “Dark Sorcery” encerra, sem nenhum receio de dizer, um dos melhores discos de 2020. Só o teste do tempo dirá se ele se tornará um clássico, mas eu aposto bastante nessa possibilidade.

Tive o prazer de ser o redator de todos os álbuns de Speed Metal que fizemos resenha no Mundo Metal esse ano, por essa razão foi um dos subgêneros que mais, atentamente, escutei. Afirmo que se ele não levar a medalha de ouro do TOP 10 de Speed Metal, eu ficarei muito surpreso.

Aprovado e indicado para os fãs de música rápida, pesada e sem firulas.

Nota 9,4

Integrantes:

  • Dirk Schröder – (vocal)
  • Didy Mackel – (baixo)
  • Mäx Behr – (bateria)
  • Robert Altenbach – (guitarra)
  • Nino Helfrich – (guitarra)

Faixas:

  1. Sacred Slaughter
  2. Descend
  3. Sands Of Time
  4. Demons
  5. What We’re Living For
  6. Emerald Eyes
  7. Fiery Winds Of Death
  8. Sacrificed
  9. Bridges Are Burning
  10. Heaven In Red
  11. Dark Sorcery

REDIGIDO POR: CRISTIANO “BIG HEAD” RUIZ

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