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Judas Priest: KK Downing revela todos os bastidores sobre o fim da banda

Todos sabemos que o Judas Priest é uma das mais importantes bandas de Heavy Metal de todos os tempos. Ao lado de Motorhead e Black Sabbath, o Judas Priest ajudou a criar todos os principais parâmetros que definiram musicalmente o gênero.

   

KK Downing, ex-guitarrista do Priest desde 2010 e também um dos membros fundadores da lenda britânica, parece que ainda tem muito o que revelar sobre sua saída da banda.

Hoje à frente do KK’s Priest ao lado do exímio vocalista Tim “Ripper” Owens (ex-Judas Priest e ex-Iced Earth), KK está prestes a lançar o segundo álbum de inéditas do grupo, batizado de “The Sinner Rides Again”.

O disco chegará às lojas de todo o mundo através do selo Napalm Records, no próximo dia 29 de setembro.

Para divulgar o trabalho, KK Downing tem concedido uma série de entrevistas e, uma em particular, se destacou pelo conteúdo revelador.

Photo: Jeff Kravitz/FilmMagic

O guitarrista esteve presente no programa “Rock Of Nations With Dave Kinchen And Shane McEachern” e respondeu a diversas perguntas incomodas. A questão que gerou todo o relato a seguir foi sobre a possibilidade de se juntar aos seus ex-companheiros de Judas Priest em um futuro próximo.

KK Downing disse o seguinte:

“Bem, perguntei a eles se queriam que eu voltasse ao meu papel por algumas vezes, fiz isso por escrito e a resposta foi: ‘não’.

Então é o que é. Eu apenas disse, ‘ok, tudo bem. Então vou começar uma nova banda’, e foi isso que eu fiz com o KK’s Priest. Agora estou muito feliz, de verdade, porque redescobri algumas coisas…

Quer dizer, eu costumava escrever todo o material para o Judas Priest no final dos anos 60 e início dos anos 70, e eu havia esquecido como era ser esse cara…

É legal deixar a parte material de lado e apenas focar nas coisas que estão acontecendo e no que funciona ou não funciona musicalmente, sem ter que colaborar com um monte de coisas e tudo levar tanto tempo para ser feito. É ótimo simplesmente poder continuar com a música.

Honestamente, a pior coisa sobre tudo isso é que Ian Hill me negou a oportunidade de voltar para a banda. Quero dizer, fomos ao jardim de infância juntos, éramos como irmãos. E passamos muitos anos na parte de trás do ônibus escolar reclamando de todo mundo (risos). Sempre pensei que éramos eu e ele fechados um pelo outro por muitos anos. Mas eu simplesmente não sei como isso pode acontecer.

E Rob deixou a banda por 14 anos. E eu fui fundamental para convidá-lo de volta para a banda. Como ele pode me negar a oportunidade de subir no palco e tocar as minhas próprias músicas? Eles estão dizendo: ‘nós vamos fazer isso, mas você não pode’. Ian e Rob nunca escreveram nenhuma música para esta banda! Eu escrevi. Será que eu sou tão ruim assim? (risos)

Mas de qualquer forma, eu fui em frente e fiz dois álbuns com o KK’s Priest em dois anos. Esses caras fizeram dois álbuns em 14 anos. Eu simplesmente não entendo. Não dá pra entender.

Bem, ficou claro pra mim que alguém lá fora decidiu algo como ‘eu vou mudar a história e serei aquele que vai decidir o que os fãs ouvem e o que eles não ouvem, quem eles assistem e quem não assistem’. Alguém naquela banda está tomando essas decisões, mas eles só têm isso em um plano de idéias, na verdade todos nós sabemos o que os fãs querem…

Quero dizer, Ripper Owens é um ótimo vocalista e fez dois ótimos álbuns conosco. Fizemos tantas turnês e ele é um cara adorável e ótimo. Rob voltar à banda foi muito impressionante, na verdade, porque Rob, eu acho, a afirmação deles é que Rob é a voz da banda, assim como Freddie Mercury com Queen ou Bruce Dickinson com Iron Maiden, e a lista continua e assim por diante… Então isso é inegável. E acho que Tim seria o primeiro a reconhecer isso e entender isso. Mesmo que ele tenha cantado melhor as músicas gravadas por Rob, como falamos, Rob é a voz do Judas Priest. Mas agora, felizmente, Ripper é a voz do KK’s Priest, porque aquele cara está cantando muito melhor do que eu já ouvi antes. É fantástico. Então, estou muito feliz por tê-lo de volta conosco.”

Reprodução/Youtube

Quando questionado se consideraria retornar ao Judas Priest caso fosse convidado, KK desabafou:

“Uma coisa é certa: isso nunca acontecerá… Eu sei que Glenn se aposentou das turnês, mas se ele pode escrever e gravar como eles dizem eu não sei. Infelizmente, não recebi uma atualização sobre a saúde de Glenn. Eu realmente não sei. Mas é apenas porque sou muito próximo e estou na indústria. Então, ouvi muitas coisas, algumas recentes e outras de muito tempo atrás, mas, como eu disse, não foram confirmadas.

Preciso dizer uma coisa, neste momento. Gastei muito tempo e esforço tentando resolver as coisas de uma forma amigável. É uma coisa bem complicada de se fazer. Como eu disse, não fiquei feliz com muitas coisas. O livro do 50º aniversário e tudo o que foi feito com relação a isso, eu não ganho nada, nenhum dinheiro com nada disso. Então fica difícil ver todos os produtos com todas essas imagens pelas quais paguei por elas e participei de suas criações, muitas dessas imagens me levam a um lado muito comercial, a coisa toda gira ao entorno do comercial e talvez seja disso que se trata, de qualquer maneira.

Os primeiros três, quatro anos do Priest, os primeiros dos 50 anos, Glenn e Rob não estavam lá, então como este pode se tornar um livro de 50 anos se você não inclui os primeiros anos? E não era certo fazer isso. E ainda pediram aos fãs que pagassem quinhentos dólares por um livro que não é exato. Mas são tantas coisas, tantas queixas, que chega a ser um atoleiro.

Vou contar uma coisa. Em 2010, todos nós, como amigos, como diretores da empresa, como empresários, como companheiros de banda e tudo isso, todos decidimos acabar com a banda. Todos decidimos nos aposentar em 2010.

O empresário da banda tem e eu também tenho os e-mails. Eles diziam: ‘precisamos que você pense em um título para a turnê que signifique o fim definitivo da banda.’ Então o título da turnê era ‘Epitáfio’. Iamos percorrer o mundo com esse nome e seria o fim. Então, devido a certas circunstâncias, me pediram para escrever um EP para apoiar a turnê. Então eu disse: ‘você quer que eu termine minha carreira com um maldito EP? Eu não vou fazer isso’.

Então houve muito descontentamento e eu finalmente disse: ‘certo. Se ninguém quiser me ouvir, vocês podem fazer a turnê de despedida sozinhos. Eu não vou fazer isso. E então optei por não fazer a turnê de despedida. 15 anos depois, é fácil dizer, mas se a ideia era continuar com a banda, eu deveria ter sabido, deveria ter sido informado. Ou pelo menos se a opção fosse continuar, eu deveria também ter tido a opção de escolher ficar…

Eles deveriam ter dito: ‘estamos continuando. Você vai voltar?’

Mas então eles anunciaram rapidamente, e talvez tenham ficado surpresos que Richie Faulkner trouxe uma nova energia para a banda, porque foi isso que eles disseram em declarações à imprensa. E eles também disseram: ‘bem, nenhum dos fãs está sentindo falta de KK’, então talvez eles tenham sentido, sei lá, que tivessem renascido sem mim. O que é um pouco estranho, porque eu realmente senti na época, em 2010, que eu era a energia da banda, que todo mundo parecia seguir em frente com suas coisas pessoais.

Eu não sabia sobre a doença de Glenn na época. Mas algo não parecia certo. Eu sei que Rob lançou dois álbuns de estúdio em 2010 e fez uma turnê mundial, incluindo o Ozzfest e cantando músicas do Judas Priest sem o restante da banda, e todos estavam com medo de que ele fosse embora novamente. Então pensamos que todos esses motivos eram os motivos pelos quais precisávamos dobrar nossa tenda e pararmos por ali. E foi isso que planejamos. Alguém usou isso contra mim, infelizmente.”

Quando KK ficou sabendo que os fãs estavam ouvindo seu relato e se solidarizando com ele, com a finalidade de demonstrar gratidão, ele respondeu:

“Muito obrigado, pessoal. E posso entender o porquê. Fiquei lá por tanto tempo, não é mesmo? (risos) Eu era como um sapato velho ou uma verruga no pescoço ou algo assim. Eu apenas fazia parte da vida daquela banda. Na última turnê que eles fizeram, eu vi o setlist e eles estavam tocando uma música ou duas músicas dos dois últimos álbuns. Todo o resto são minhas músicas.

Só posso supor que há aspectos comerciais que estão me impedindo de retornar ao Priest e apenas… eu não sei quais são esses aspectos. Não sei. Talvez Glenn realmente nunca quisesse que eu estivesse lá sem que ele pudesse estar lá. Eu não sei. Talvez ele tenha visto isso como o fim de uma era, e acho que ele está certo, no que me diz respeito.”

Photo: Pete Cronin/Redferns

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