Jordan Rudess revela o que torna o som do Dream Theater tão irresistível

Jordan Rudess revela o que torna o som do Dream Theater tão irresistível
📸 @wolfeeliotmedia

Em conversa recente com o site australiano Heavy, Jordan Rudess voltou a comentar a retomada da parceria do Dream Theater com o baterista Mike Portnoy, que ficou afastado do grupo por 13 anos. Ao ser provocado a falar sobre o impacto e o tempero a mais que a volta de Mike trouxe para o Dream Theater, o tecladista respondeu:

“Bem, Mike Portnoy estava lá desde o início e foi fundamental na criação do som do Dream Theater. Não há como negar; é o que é. Então, seu retorno é incrível. É como um ‘bem-vindo de volta para casa’ e ‘vamos continuar o que você começou’. E aqui está o ponto: Portnoy não é apenas um baterista realmente ótimo, mas também possui muitas outras habilidades que ele oferece, que ele traz para a banda, que são únicas; é realmente único. Quero dizer, quando Portnoy esteve fora e ficamos 13 anos sem ele, nos viramos bem. Ganhamos um Grammy, fizemos shows incríveis pelo mundo todo, e foi ótimo. Agora que ele está de volta, porém, existe a realidade de que há muitas coisas em que ele se especializa, como setlists, como pensar em termos de… Ele é um diretor de cinema quando se trata de álbuns, de escolher temas e de todo tipo de coisa, e nós realmente apreciamos muito isso. E não só isso, mas tê-lo conosco quando estamos nos apresentando é algo muito especial. Ele é um artista único, com um carisma único que cativa os fãs e faz toda a diferença na experiência da banda ao vivo. Então, ter ele de volta é algo muito significativo.”

Perguntado se o Dream Theater possui alguma característica em especial que torna o seu som tão irresistível, Jordan Rudess respondeu:

“Eu estava conversando com alguém mais cedo sobre isso, e acho que o que estávamos falando resume bem a questão: no Dream Theater, todos os membros da banda são músicos muito sérios — praticamos nossos instrumentos e queremos ter técnicas realmente boas para podermos expressar coisas rápidas e coisas lentas com precisão e maestria. E existe esse lado, digamos, virtuoso e, para usar um termo mais chato, acadêmico do que fazemos. Mas, ao mesmo tempo, também estamos muito atentos ao lado emocional da música e ao que ela significa para as pessoas. Quando saímos para tocar, vemos como as pessoas reagem, sentimos isso. Nós mesmos, como ouvintes de música, gostamos de músicas que não são necessariamente tão complicadas ou cheias de milhões de notas. Gostamos quando é apenas uma bela melodia. Então, acho que o que acontece com o Dream Theater é que como compartilhamos essa paixão pela música, que não se limita à técnica e complexidade, mas também ao amor pela essência da música, acho que é isso que faz a diferença. Quando saímos para tocar, como faremos neste show na Itália, por exemplo, em certos momentos todos estarão cantando junto. Há vários momentos da noite em que as pessoas simplesmente cantam essas melodias; melodias realmente bonitas ou melodias confortáveis ​​de se cantar. E acredito que o Dream Theater capturou essa combinação de uma forma que nenhuma outra banda conseguiu. E eu entendo o porquê — de verdade — porque, como músico com formação clássica e que pratica muitas horas por dia, um músico quer mostrar o que sabe fazer, quer tocar sua música complexa, e é difícil recuar e pensar: “Mas sabe de uma coisa? As pessoas ao redor do mundo não se importam tanto com isso. Elas se importam com outras coisas.” Então, se você der a eles a combinação certa, que eu acredito que o Dream Theater faz, então você realmente pode chegar a algum lugar.”

O Dream Theater lançou seu álbum mais recente “Parasomnia” em 7 de fevreiro de 2025 via InsideOut Music.

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