Joe Lynn Turner torce para reencontro do Deep Purple representar uma verdadeira reconciliação

O reencontro de Ritchie Blackmore com seus antigos companheiros do Deep Purple, após 33 anos, também despertou a atenção de Joe Lynn Turner, ex-vocalista da banda e do Rainbow. Em entrevista a Cassius Morris, o cantor comentou a participação do guitarrista no show realizado em Wantagh, Nova York. Na ocasião, Blackmore voltou a dividir o palco com os antigos colegas para tocar “Smoke On The Water”, clássico de “Machine Head”, durante o bis.
Turner, que ocupou os vocais do Deep Purple entre 1989 e 1992 antes do retorno de Ian Gillan, afirmou que espera que o encontro tenha representado mais do que uma reunião pontual.
“Eu realmente, honestamente, sinceramente espero que tenha acontecido uma cura. Sinceramente, espero que não tenha sido uma encenação, que não tenha sido apenas por publicidade ou notoriedade. Eu realmente espero que Ritchie e Ian tenham enterrado o machado de guerra, que não exista mais animosidade. Todos estão muito mais velhos, e o tempo e a vida são curtos.”
“O que fizeram juntos é muito mais importante”
A reflexão de Joe Lynn Turner vai além da apresentação em si. Para o vocalista, décadas de conflitos não deveriam apagar a importância daquilo que Blackmore, Gillan e os demais integrantes construíram juntos no Deep Purple.
“E espero que todos percebam que o absurdo pelo qual todos passaram naquela época não significa nada comparado ao que fizeram juntos como uma unidade. Eu realmente espero que essa seja a parte sincera disso.”
Aliás, o próprio Ritchie Blackmore também deixou uma mensagem após a apresentação, publicada em seu Instagram junto com fotografias do encontro.
“Espero que todos tenham tido uma boa noite. Sei que eu me diverti muito. Muito obrigado, rapazes. Continuem e tenham uma ótima turnê.”
A declaração curta, mas amistosa, veio depois de o guitarrista participar novamente de uma apresentação ao lado de seus antigos companheiros.
Fãs esperam que antigas mágoas fiquem para trás
A manifestação de Turner inegavelmente encontra eco entre os fãs do Deep Purple. Principalmente porque a permanência de animosidades entre pessoas que fizeram parte de uma mesma história pode deixar arrependimentos quando já não existe a possibilidade de uma conversa. Afinal, o tempo não volta, e reconciliações que poderiam ter acontecido em vida tornam-se impossíveis depois que alguém parte.
Por isso, independentemente de como Ritchie Blackmore e Ian Gillan definam sua relação daqui para frente, a esperança de muitos admiradores é que o reencontro tenha servido também para deixar antigas diferenças no passado. Depois de tantas décadas, poder olhar para o que foi construído juntos talvez seja mais importante do que continuar carregando conflitos que começaram há tanto tempo.