“Isso soa como nada que já ouvimos antes”: Slipknot revela detalhes do novo material com Eloy Casagrande

O Slipknot segue avançando na composição de seu próximo álbum de estúdio e, ao que tudo indica, o material deverá surpreender os fãs. Em conversa com Ben Giese, apresentador do podcast Ride Bynd, o guitarrista Jim Root afirmou que a banda trabalha ao lado do produtor Matt Wallace.
Além de já possuir uma enorme quantidade de ideias em desenvolvimento. Segundo o músico, o novo trabalho não representará um retorno ao Nu Metal, apesar do recente ressurgimento do gênero entre as novas gerações.
Falando sobre a atual redescoberta do Nu Metal, impulsionada por redes sociais e pela nostalgia dos anos 2000, Root logo explicou:
“Essas coisas acontecem. É como moda ou cinema. Tudo funciona em ciclos. As coisas entram e saem de evidência.”
Entretanto, ele deixou claro que o novo material seguirá outro caminho:
“O material novo que estamos escrevendo não soa assim de jeito nenhum. Existem alguns elementos, porque escrevemos do nosso jeito, então sempre haverá uma certa vibração. Mas vocês não vão ouvir um disco de nu metal vindo de nós.”
Para Jim Root, a banda nunca se encaixou, primordialmente, em um único rótulo.
“Para mim, nós somos apenas o Slipknot. Não acho que exista uma caixa onde possamos ser colocados. Temos muitos elementos, porque todos na banda vêm de diferentes origens musicais.”

O guitarrista ainda comentou sobre as primeiras impressões do novo material desenvolvido ao lado de Matt Wallace:
“Às vezes paramos para ouvir algo em que eu estava trabalhando e pensamos: ‘Uau, isso é estranho’. Parece algo que nunca ouvi antes, mas ao mesmo tempo existe uma familiaridade, como se eu tivesse escutado isso a vida inteira. É algo muito orgânico. É simplesmente música do Slipknot.”
Eloy Casagrande e um processo mais orgânico de composição
Outro ponto destacado por Root foi a chegada do brasileiro Eloy Casagrande, cuja presença parece ter mudado significativamente a dinâmica criativa do grupo.
Segundo ele, a banda abandonou parcialmente a composição baseada em computadores e voltou a um método mais espontâneo, semelhante aos primeiros anos do grupo.
“Agora vamos para uma igreja, montamos a bateria do Eloy, eu preparo meu equipamento e simplesmente improvisamos por duas horas.”
Durante essas sessões, Clown e Matt Wallace analisam os momentos mais interessantes das jams e começam a transformá-los em músicas estruturadas.
“É algo muito orgânico, honesto e aberto à interpretação.”
Sobre a direção do novo álbum, Root admitiu que nem ele sabe exatamente onde tudo isso levará:
“Estou escrevendo alguns dos riffs mais rápidos que já fiz, coisas muito pesadas e sombrias, além de interlúdios limpos e belíssimos. Também existem elementos experimentais. Não quero dizer Pink Floyd, mas talvez algo próximo disso.”
Cerca de 50 ideias já estão em desenvolvimento
O músico ainda revelou a dimensão do material acumulado até o momento:
“Temos muito, muito material. Provavelmente pelo menos 50 arranjos. Não estou dizendo que todas são músicas completas, porque ainda precisam de trabalho.”
A estratégia atual lembra o processo utilizado durante a produção de We Are Not Your Kind, com a banda desenvolvendo ideias, deixando-as de lado temporariamente e retornando posteriormente para refiná-las.
As atividades recentes do Slipknot indicam, em suma, que um novo capítulo pode estar se aproximando. Há mais de dois anos, o grupo confirmou a gravação da inédita “Long May You Die”, uma das primeiras composições com Eloy Casagrande. Além disso, o próximo álbum será o primeiro desde The End, So Far (2022) e também marcará uma nova fase após as saídas de Craig Jones e Jay Weinberg. No ano passado, a banda ainda vendeu seu catálogo musical para a HarbourView Equity Partners, embora o acordo não inclua os futuros lançamentos do grupo.