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Resenha: Noldor – Banned From Light (2020)

“Banned From Light” é o quinto full-lenght do Noldor, que é o projeto One-Man-Band do músico Patrick Marçal (Hardgainer, Neshamot), sucessor do álbum “Condemned To Eternity” de 2017. A banda de Melodic Death Metal, Noldor, foi fundada em 2014 na cidade de São Paulo/SP, tendo lançado seu primeiro registro, “Aeternum”, no ano seguinte.

   

A faixa título abre o trabalho, demonstrando todo o talento e a capacidade de Patrick Marçal. O músico executa com perfeição todos os instrumentos. Destaco em especial, além do seu vocal, os riffs e solos de guitarra e linhas programadas de bateria.

“Banned From Light”, que tem uma introdução sombria, é um devastador cartão de visitas do disco. Ressalto que fui possuído pelos solos de guitarra recheados de feeling, assim como pelas variações rítmicas que deram a essa canção uma dinâmica sensacional.

Reprodução / Facebook / PATRICK MARÇAL

“Misery’s Crown”

“Misery’s Crown” dá continuidade ao álbum com a mesma qualidade com a qual ele iniciou. Uma interessante mescla de Black Metal valoriza ainda mais a sonoridade. Uma introdução constituída por riffs mais trabalhados e solos pouco mais voltados para a técnica fazem com que “Succubus” surja. Enquanto, a bateria esbanja variações rítmicas e precisão.

Um dedilhado faz soar os primeiros acordes de “Parasite”, uma canção cadenciada em relação às anteriores, porém, que desperta um clima mais macabro. Me impressiona como os solos de guitarra foram bem produzidos no full-lenght. “Devored By Death” torna isso evidente mais uma vez, sendo que, o mesmo posso afirmar em relação à bateria. A cada faixa ela promove mais um massacre sonoro.

Reprodução / Facebook / Patrick Marçal / NOLDOR

“Hateful Vengeance” agrega ainda mais elementos ao disco, flertando com o Prog/Black/Death em alguns momentos, porém sem se distanciar muito da proposta inicial. Aliás, o fato que constatei que mais tem me deixado feliz nas audições de álbuns extremos esse ano é a nítida preocupação que eles não soem planos.

Uma pegada Thrash/Death Metal define a faixa “The Profane Act”, mais uma vez variando a sonoridade, tornando a obra mais interessante ao ouvinte.

Patrick Marçal

O pequeno tema instrumental “Penumbra” serve de ponte para a canção que vem logo em seguida, encerrando o quinto full-lenght do Noldor. Um calmo dedilhado aflora a derradeira faixa “Kingdom Of Sin”, a qual utiliza elementos semelhantes aos de “Hateful Vengeance”, ainda que elas não soem parecidas. Patrick Marçal parece se superar a cada solo de guitarra.

Destaco, da mesma forma, a produção. Os timbres muito bem escolhidos, a sonoridade com o peso necessário, assim como todos os volumes equilibrados e, completamente, audíveis.

Eu desconhecia o Noldor até então, já havia ouvido o trabalho de Patrick como vocalista no Hardgainer, mas nem imaginava que ele tinha esse elogiável projeto One-Man-Band.

Aprovado e indicado, portanto, aos fãs de Death Metal de mente aberta, que não sejam prisioneiros somente da sonoridade old school.

   

Nota 8,8

Integrantes:

  • Patrick Marçal – (vocal, guitarra, baixo, teclado e bateria)

Faixas:

  • 1.Banned From Light
  • 2.Misery’s Crown
  • 3,Succubus
  • 4.Parasite
  • 5.Devored By The Death
  • 6.Hateful Vengeance
  • 7.The Profane Act
  • 8.Penumbra
  • 9.Kingdom Of Sin

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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